quarta-feira, 30 de abril de 2008

Novo pacote para bancos decepciona consumidor

Principalmente porque, como já se falou anteriormente, apenas neste ultimo ano de atividade os bancos obtiveram uma receita superior a casa dos R$ bilhoes, com o pagamento de tarifas e taxas pelo consumidor.
Ao estabelecer um numero mínimo de transacoes - valido para todos os bancos, o BC procura dar a entender de que se aproxima mais dos consumidores.
Ledo engano.
Nunca na historia republicana do Brasil, tão poucos ganharam tanto - como no caso dos principais bancos "verde-amarelos", como Bradesco, Itau e Unibanco.
Ainda neste momento esta em discussão uma tese - defendida com vigor por eles, claro, de que o BC e o COPOM devem ousar ainda mais, aumentando a atual taxa básica de juros da economia em ate - pasmem - 4 pontos percentuais!
O discurso itinerante dos caciques do mercado e de que com o retorno de uma taxa alta, o governo conseguiria resolver dois problemas cruciais: colocaria um freio seguro na possibilidade de aumento da inflação, estimulada pelo credito fácil dos últimos meses, e de quebra, daria uma "forcinha" nas exportacoes brasileiras, uma vez que a taxa alta forcaria o cambio do dólar para um patamar superior ao do atual momento da moeda americana, de desvalorização frente ao real.
Com uma intervenção cada vez mais tíbia, branda, o governo - que a priori seria o principal interessado na queda da taxa que regula o tamanho da sua divida publica, parece muito pouco preocupado com o impacto que a farra dos bancos, mascarada numa pretensa auto-regulação do mercado, acaba por causar ao bolso daqueles que, tambem a priori, vem sendo cada vez mais pressionados pela alta das tarifas publicas, do combustível e - mais recentemente - dos alimentos.
Pobres de nos, consumidores.