Depois de sua passagem por países da américa central e caribe, a tempestade batizada de "Noel" ascendeu em escala, e transformou-se em furacão de nível 1.
Sua passagem foi arrasadora e, entre os países mais afetados se encontram a República Dominicana - que me recebeu com carinho e no qual este jornalista tem guardado um pedaço do seu coração latinoamericano, além do Haiti e Cuba.
Há um saldo de centenas de mortes e milhares de desabrigados, e a estimativa é a de que esta contagem aumente, infelizmente, nos próximos dias.
Os governos dos países decretaram estado de emergência, e buscam auxílio internacional para minimizar suas dificuldades.
Já no México - outro país que me acolheu carinhosamente, a situação é desesperadora por causa das maiores enchentes dos últimos 50 anos: regiões inteiras do estado de Tabasco - sul do país, estão debaixo de água.
Estima-se que entre 800 mil e um milhão de pessoas estejam desabrigadas e em grande dificuldade, e já existem mais de 10 mil militares envolvidos em trabalhos de apoio e resgate as vítimas das inundações.
Algumas das regiões afetadas são muito pobres, e sofrem com a falta de água potável, alimentos e comida. Plantios inteiros e criações de animais foram totalmente perdidos.
É hora de ajuda humanitária, e este BLOGando Sério se solidariza com as famílias de nossos irmãos de Centroamérica e Caribe, e conclama as pessoas a buscarem informações de como ajudar, através de sites internacionais como a cruz vermelha (http://www.redcross.org/).
sábado, 3 de novembro de 2007
O Furacão Noel e seu rastro de destruição no Caribe; No México enchentes são as mais graves em 50 anos
Será o fim do Imposto Sindical Obrigatório?
Pelo menos não faltou coragem, na apresentação de um projeto que - se aprovado até os finalmentes, colocará uma pá-de-cal em centenas, talvez milhares de entidades de fachada- que se auto-intitulam "sindicatos de classe", mas que todos sabem terem sido criadas com o objetivo de avançar sobre o espólio do trabalhador ativo brasileiro.
Falo isto com a segurança de que - quando legítimos e verdadeiramente representativos, tanto os sindicatos sérios quanto as federações e centrais a quais pertencem, terão o mérito de continuar a ser reconhecidos como porta-vozes de suas respectivas categorias, e os profissionais da ativa não vão abster-se de contribuir com sua permanência.
Deve ser este o caso, por exemplo, de categorias inteiras como metalúrgicos, bancários ou professores.
Já o restante das "organizações" - algumas até constituídas de forma duvidosa, por não dar substância ao elán maior da ação sindical, que é a representatividade de uma classe ou categoria de trabalhadores, estas terão destino certo: o desaparecimento.
Enfraquecimento do movimento sindical?
Este jornalista discorda, até porque como em toda a boa reforma que se preza, e caso a proposta entre em vigor, certamente será um momento ímpar de separação entre "joio e trigo", com as organizações de classe que representam "de verdade" os trabalhadores, orbitando em um espaço - talvez menor, mas muito mais crível e forte neste sentido.
De qualquer forma, ainda faltam alguns passos, e certamente as entidades que funcionam "a tostão" farão de tudo para impedir que ela se concretize.
Taí um bom momento para que os verdadeiros líderes do sindicalismo - dentro de suas organizações respeitáveis, deixem um pouco de lado a visão demagoga e alarmista de "fim do sindicalismo", para trabalhar por um momento de depuração institucional.
E de resgate da idéia de que sindicatos, são criados para apoiar trabalhadores.
E não dar guarida politica as suas lideranças.
Falo isto com a segurança de que - quando legítimos e verdadeiramente representativos, tanto os sindicatos sérios quanto as federações e centrais a quais pertencem, terão o mérito de continuar a ser reconhecidos como porta-vozes de suas respectivas categorias, e os profissionais da ativa não vão abster-se de contribuir com sua permanência.
Deve ser este o caso, por exemplo, de categorias inteiras como metalúrgicos, bancários ou professores.
Já o restante das "organizações" - algumas até constituídas de forma duvidosa, por não dar substância ao elán maior da ação sindical, que é a representatividade de uma classe ou categoria de trabalhadores, estas terão destino certo: o desaparecimento.
Enfraquecimento do movimento sindical?
Este jornalista discorda, até porque como em toda a boa reforma que se preza, e caso a proposta entre em vigor, certamente será um momento ímpar de separação entre "joio e trigo", com as organizações de classe que representam "de verdade" os trabalhadores, orbitando em um espaço - talvez menor, mas muito mais crível e forte neste sentido.
De qualquer forma, ainda faltam alguns passos, e certamente as entidades que funcionam "a tostão" farão de tudo para impedir que ela se concretize.
Taí um bom momento para que os verdadeiros líderes do sindicalismo - dentro de suas organizações respeitáveis, deixem um pouco de lado a visão demagoga e alarmista de "fim do sindicalismo", para trabalhar por um momento de depuração institucional.
E de resgate da idéia de que sindicatos, são criados para apoiar trabalhadores.
E não dar guarida politica as suas lideranças.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Gás Natural e abastecimento: De quem é o mico?
Provavelmente vão dizer: de quem acreditou, o consumidor!
E estarão certos.
Após serem estimulados de todas as maneiras, com o objetivo de reduzir custos e ficar "menos dependente" da matriz energética tradicional - do óleo, carvão ou eletricidade, setores inteiros da indústria resolveram trocar o insumo de energia em seus processos de fabricação, e optaram pelo uso do gás natural.
Sempre após caras substituições, que eram até - em parte, subsidiadas pelas próprias distribuidoras do produto.
O mesmo ocorreu para a promoção "no varejo", ou seja, entre grupos específicos de usuários (como o transporte público, no caso de frotas de táxi e ônibus municipais) e até entre os consumidores individuais - tudo com a promessa de dias de economia e de pouca preocupação.
Parece que o governo esqueceu - como em Copa do Mundo que disputamos, e perdemos, de combinar com o "adversário".
Com um mixto de soberba, ganância e impropriedade, a questão do Gás Natural começou mal com a ampliação da demanda e o baixo investimento numa produção interna que a amparasse, passou pela questão de acôrdos internacionais "rasgados" pela Bolívia - nosso principal fornecedor, onde Evo Morales fêz Lula e seus "doutores" engolir sapos grandes e fazer com que a PETROBRAS aceitasse qualquer coisa oferecida, que se mostrou insuficiente e de prejuízos, ao final.
Mas não terminou por aí: Na hora de tentar colocar em prática um plano estratégico, que desse conta do crescimento motivado pela estabilidade da economia, os "çábios do planalto" - como diria Elio Gaspari, ainda conseguiram - as custas de muito imobilismo e preguiça intelectual, adiar em provavelmente 4 ou 5 anos o que venha a ser uma ser uma ação efetiva para trazer a compatibilidade entre oferta e demanda do Gás Natural.
Se perguntar a qualquer especialista no assunto, eles certamente dirão : crônica de um coma anunciado!
Resultado?
Começam a falar em puxar o freio da produção e reduzir o consumo, brecando o crescimento e a tão sonhada "aceleração do desenvolvimento", motor-de-campanha que o atual governo de Lula tenta emplacar, a todo o custo.
A questão ainda promete muito mais, já que não se resolverá - mesmo - de uma hora para outra.
Até porque, os estudos e pesquisas dos verdadeiros estrategistas e cientistas no assunto, são substituídos permanentemente neste governo, por decisões de políticos em postos-chaves, pra lá de incompetentes no assunto.
Enquanto isso, quem sofrer a falta do produto, é que dê o seu jeito!
E estarão certos.
Após serem estimulados de todas as maneiras, com o objetivo de reduzir custos e ficar "menos dependente" da matriz energética tradicional - do óleo, carvão ou eletricidade, setores inteiros da indústria resolveram trocar o insumo de energia em seus processos de fabricação, e optaram pelo uso do gás natural.
Sempre após caras substituições, que eram até - em parte, subsidiadas pelas próprias distribuidoras do produto.
O mesmo ocorreu para a promoção "no varejo", ou seja, entre grupos específicos de usuários (como o transporte público, no caso de frotas de táxi e ônibus municipais) e até entre os consumidores individuais - tudo com a promessa de dias de economia e de pouca preocupação.
Parece que o governo esqueceu - como em Copa do Mundo que disputamos, e perdemos, de combinar com o "adversário".
Com um mixto de soberba, ganância e impropriedade, a questão do Gás Natural começou mal com a ampliação da demanda e o baixo investimento numa produção interna que a amparasse, passou pela questão de acôrdos internacionais "rasgados" pela Bolívia - nosso principal fornecedor, onde Evo Morales fêz Lula e seus "doutores" engolir sapos grandes e fazer com que a PETROBRAS aceitasse qualquer coisa oferecida, que se mostrou insuficiente e de prejuízos, ao final.
Mas não terminou por aí: Na hora de tentar colocar em prática um plano estratégico, que desse conta do crescimento motivado pela estabilidade da economia, os "çábios do planalto" - como diria Elio Gaspari, ainda conseguiram - as custas de muito imobilismo e preguiça intelectual, adiar em provavelmente 4 ou 5 anos o que venha a ser uma ser uma ação efetiva para trazer a compatibilidade entre oferta e demanda do Gás Natural.
Se perguntar a qualquer especialista no assunto, eles certamente dirão : crônica de um coma anunciado!
Resultado?
Começam a falar em puxar o freio da produção e reduzir o consumo, brecando o crescimento e a tão sonhada "aceleração do desenvolvimento", motor-de-campanha que o atual governo de Lula tenta emplacar, a todo o custo.
A questão ainda promete muito mais, já que não se resolverá - mesmo - de uma hora para outra.
Até porque, os estudos e pesquisas dos verdadeiros estrategistas e cientistas no assunto, são substituídos permanentemente neste governo, por decisões de políticos em postos-chaves, pra lá de incompetentes no assunto.
Enquanto isso, quem sofrer a falta do produto, é que dê o seu jeito!
Três helicópteros caem num só dia em SP
Aconteceu ontem, em diferentes localidades de São Paulo- todos num mesmo dia.
Com perda de vidas.
Curiosamente, é o estado que possui a maior frota de aeronaves deste tipo no mundo.
Existem hoje - acredite, mais helipontos na cidade de São Paulo do que em New York.
A Aeronáutica - a quem cabe o monitoramento de vôos - como de praxe, mandará instalar os inquéritos e apurar as causas dos acidentes que envolveram este tipo de aeronaves, todos de modelos diferentes.
Que apontarão - ou não, responsáveis.
Que, mesmo apontados, provavelmente não serão punidos ao final.
A responsabilidade de fiscalizar as condições de vôo dos aparelhos cabe a ANAC.
Depoimentos a mídia, realizados por pilotos, comprovam que a fiscalização destes vôos é precária ou mesmo inexiste em alguns aeroportos.
Por força do destino, os helicópteros que caíram ontem não causaram maiores danos ou provocaram acidentes ainda mais graves - como o choque com outras aeronaves de maior porte, por exemplo.
O que vamos precisar ainda para que se faça alguma coisa?
E que se aprimorem a prevenção de desastres, possivelmente maiores?
Com perda de vidas.
Curiosamente, é o estado que possui a maior frota de aeronaves deste tipo no mundo.
Existem hoje - acredite, mais helipontos na cidade de São Paulo do que em New York.
A Aeronáutica - a quem cabe o monitoramento de vôos - como de praxe, mandará instalar os inquéritos e apurar as causas dos acidentes que envolveram este tipo de aeronaves, todos de modelos diferentes.
Que apontarão - ou não, responsáveis.
Que, mesmo apontados, provavelmente não serão punidos ao final.
A responsabilidade de fiscalizar as condições de vôo dos aparelhos cabe a ANAC.
Depoimentos a mídia, realizados por pilotos, comprovam que a fiscalização destes vôos é precária ou mesmo inexiste em alguns aeroportos.
Por força do destino, os helicópteros que caíram ontem não causaram maiores danos ou provocaram acidentes ainda mais graves - como o choque com outras aeronaves de maior porte, por exemplo.
O que vamos precisar ainda para que se faça alguma coisa?
E que se aprimorem a prevenção de desastres, possivelmente maiores?
Sul sofre com chuva forte, nordeste com a seca...
... e o caos climático parece que continua.
A população de estados como RS, PR, SP e RJ entra em estado de alerta total por conta das fortes chuvas e ventos, enquanto no CE PI e PE, por exemplo, é tempo de estiagem que compromete o nível de barragens e açudes.
Em dezenas de municípios do interior a falta de chuvas comprometeu o plantio e ameaça a população local, que tem que viver na dependência de programas de emergência para o abastecimento de uma cota mínima de água para consumo das famílias.
E o mesmo ocorre em muitas capitais.
Em Fortaleza-CE, por exemplo, a certeza de ausência de chuva é tanta, que para os próximos meses do verão, foi lançado um seguro-chuva, que garantirá ao turista a possibilidade de ganhar um outro pacote de viagens se houver perda da diversão durante sua estada - e pelo mesmo número de dias do original.
Apesar dos sintomas do clima se repetirem com certa constância - o que não poderia ser atribuído ao aquecimento global, por exemplo, é fato de que se intensificaram nos últimos anos no Brasil, sem que as autoridades tenham conseguido desenvolver um sistema de monitoramento - e ação - mais efetivo, para o enfrentamento destas crises "localizadas": inundações repentinas e estiagem prolongada.
A exemplo do ocorre em outros países, não seria - como já falamos aqui neste BLOGando Sério, o caso de se articular a criação de uma Agência de Combate a Emergências Climáticas, e com isso tentar mitigar os efeitos - e os prejuízos - que eventos previstos possam vir a causar?
Até quando repetiremos as imagens dos noticiários, dando conta de famílias desabrigadas pelas chuvas e temporais torrenciais ou em perigo de subsistência pela falta de água?
Esta seria uma boa plataforma de pressão para governadores e prefeitos - que têm que lidar com o problema localmente, em busca de soluções mais pró-ativas junto ao governo federal.
Quem se habilita?
A população de estados como RS, PR, SP e RJ entra em estado de alerta total por conta das fortes chuvas e ventos, enquanto no CE PI e PE, por exemplo, é tempo de estiagem que compromete o nível de barragens e açudes.
Em dezenas de municípios do interior a falta de chuvas comprometeu o plantio e ameaça a população local, que tem que viver na dependência de programas de emergência para o abastecimento de uma cota mínima de água para consumo das famílias.
E o mesmo ocorre em muitas capitais.
Em Fortaleza-CE, por exemplo, a certeza de ausência de chuva é tanta, que para os próximos meses do verão, foi lançado um seguro-chuva, que garantirá ao turista a possibilidade de ganhar um outro pacote de viagens se houver perda da diversão durante sua estada - e pelo mesmo número de dias do original.
Apesar dos sintomas do clima se repetirem com certa constância - o que não poderia ser atribuído ao aquecimento global, por exemplo, é fato de que se intensificaram nos últimos anos no Brasil, sem que as autoridades tenham conseguido desenvolver um sistema de monitoramento - e ação - mais efetivo, para o enfrentamento destas crises "localizadas": inundações repentinas e estiagem prolongada.
A exemplo do ocorre em outros países, não seria - como já falamos aqui neste BLOGando Sério, o caso de se articular a criação de uma Agência de Combate a Emergências Climáticas, e com isso tentar mitigar os efeitos - e os prejuízos - que eventos previstos possam vir a causar?
Até quando repetiremos as imagens dos noticiários, dando conta de famílias desabrigadas pelas chuvas e temporais torrenciais ou em perigo de subsistência pela falta de água?
Esta seria uma boa plataforma de pressão para governadores e prefeitos - que têm que lidar com o problema localmente, em busca de soluções mais pró-ativas junto ao governo federal.
Quem se habilita?
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Saída melancólica de Zuanazi da ANAC
Terminou a lenta agonia pela qual passava o ex-presidente da ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, Milton Zuanazi, que finalmente deixou a presidência que ocupava, após período de total isolamento - onde nem sequer era convocado para as reuniões realizadas pelo governo, principalmente depois da assunção do novo ministro da defesa, Nélson Jobim, que já fêz a indicação pessoal para a sua substituição - como este BLOGando Sério! já havia comentado anteriormente, a economista Solange Vieira.
Não me pergutem porque a escolha de uma economista para ocupar uma pasta tão específica, quando a presidência de uma Agência Reguladora da Aviação Civil - noves fora a percepção de que, novamente, o setor possa estar entregue em mãos que não têm articulação e experiência no setor.
Especialmente, depois de toda a crise que se abateu sobre os "céus de brigadeiro" - que na verdade, ao que parece, nunca existiram - e vão do sucateamento alegado pelos controladores de vôo, passando pelo imobilismo das empresas aéreas em fazer valer os direitos de seus passageiros, e culminam com as graves denúncias de conluio e corrupção engedrada da parte da INFRAERO - autarquia governamental responsável pela administração dos aeroportos, principalmente no que diz respeito ao superfaturamento de obras e contratos de serviço.
De qualquer maneira, vale um voto de confiança ao se acreditar - pelo menos, nas boas relações pessoais que a futura presidente da ANAC tenha com seu padrinho político, já que mesmo dentro do próprio Ministério da Defesa, o tempo sofre com rajadas de vento e trovoadas.
Em que pese os esforços do ministro da defesa em tentar mostrar "que veio a trabalho", até agora vimos apenas algumas frases de efeito e muitas entrevistas e fotos, mostrando o "tour de campanha" na selva, ele próprio de uniforme camuflado, segurando cobras e abraçando onças pintadas.
Do jeito como vão as coisas, todas as experiências possíveis - e práticas de sobrevivência em ambiente hostil, deverão ser úteis.
Espera-se que a caderneta de anotações na selva seja compartilhada com a futura presidente da ANAC, já que as lições de macro e microeconomia, Brenton Woods e Mercado de Capitais não deverão ajudá-la muito em sua próxima missão:
Por ordem no caos em que se encontram os aviões no céu.
E os passageiros em terra.
A prova de fogo - ao que parece, já poderia começar para a futura presidente ainda esta semana: A economista acabou de casar-se em Petrópolis e parte em lua-de-mel.
Como estarão os aeroportos - na ida, e na volta?
Não me pergutem porque a escolha de uma economista para ocupar uma pasta tão específica, quando a presidência de uma Agência Reguladora da Aviação Civil - noves fora a percepção de que, novamente, o setor possa estar entregue em mãos que não têm articulação e experiência no setor.
Especialmente, depois de toda a crise que se abateu sobre os "céus de brigadeiro" - que na verdade, ao que parece, nunca existiram - e vão do sucateamento alegado pelos controladores de vôo, passando pelo imobilismo das empresas aéreas em fazer valer os direitos de seus passageiros, e culminam com as graves denúncias de conluio e corrupção engedrada da parte da INFRAERO - autarquia governamental responsável pela administração dos aeroportos, principalmente no que diz respeito ao superfaturamento de obras e contratos de serviço.
De qualquer maneira, vale um voto de confiança ao se acreditar - pelo menos, nas boas relações pessoais que a futura presidente da ANAC tenha com seu padrinho político, já que mesmo dentro do próprio Ministério da Defesa, o tempo sofre com rajadas de vento e trovoadas.
Em que pese os esforços do ministro da defesa em tentar mostrar "que veio a trabalho", até agora vimos apenas algumas frases de efeito e muitas entrevistas e fotos, mostrando o "tour de campanha" na selva, ele próprio de uniforme camuflado, segurando cobras e abraçando onças pintadas.
Do jeito como vão as coisas, todas as experiências possíveis - e práticas de sobrevivência em ambiente hostil, deverão ser úteis.
Espera-se que a caderneta de anotações na selva seja compartilhada com a futura presidente da ANAC, já que as lições de macro e microeconomia, Brenton Woods e Mercado de Capitais não deverão ajudá-la muito em sua próxima missão:
Por ordem no caos em que se encontram os aviões no céu.
E os passageiros em terra.
A prova de fogo - ao que parece, já poderia começar para a futura presidente ainda esta semana: A economista acabou de casar-se em Petrópolis e parte em lua-de-mel.
Como estarão os aeroportos - na ida, e na volta?
terça-feira, 30 de outubro de 2007
A Copa de 2014 é do ... BRASIL!
Mesmo com uma dorzinha, não se pode deixar de comentar a notícia do dia:
Na Suiça deu...BRASIL.
E a FIFA - Federação Internacional de Futebol elegeu, por unanimidade, o BRASIl para sediar a Copa do Mundo de 2014.
Depois de décadas, finalmente as atenções do mundo estarão voltadas para os maiores ganhadores de copa do mundo de todos os tempos - fazendo o dever EM CASA!
Mas é apenas o início de um projeto, que precisa cumprir com um plano ambicioso, de contrução de novos estádios, melhorias dos existentes e criação de uma infra-estrutura que dê conta do maior acontecimento esportivo do planeta.
E saudada em vários pontos turísticos das capitais brasileiras, a notícia já abre um concorrido processo de seleção entre elas, que vai culminar com a escolha das que apresentarem melhores condições para sediar os jogos em 2014.
Sejam quais forem as selecionadas, sucesso!
Mas cá entre nós, fica um desejo:
Copa do Mundo pede uma final...no Maracanã!
A bola agora está nas mãos de governos, da iniciativa privada e de todos os brasileiros.
Esperemos que entre os nossos jogadores da futura seleção, ela consiga rolar graciosa por sobre o tapete verde e marcar muitos gols até esta final.
Onde levantar a taça terá um gostinho todo especial.
Um gostinho bem... brasileiro!
Na Suiça deu...BRASIL.
E a FIFA - Federação Internacional de Futebol elegeu, por unanimidade, o BRASIl para sediar a Copa do Mundo de 2014.
Depois de décadas, finalmente as atenções do mundo estarão voltadas para os maiores ganhadores de copa do mundo de todos os tempos - fazendo o dever EM CASA!
Mas é apenas o início de um projeto, que precisa cumprir com um plano ambicioso, de contrução de novos estádios, melhorias dos existentes e criação de uma infra-estrutura que dê conta do maior acontecimento esportivo do planeta.
E saudada em vários pontos turísticos das capitais brasileiras, a notícia já abre um concorrido processo de seleção entre elas, que vai culminar com a escolha das que apresentarem melhores condições para sediar os jogos em 2014.
Sejam quais forem as selecionadas, sucesso!
Mas cá entre nós, fica um desejo:
Copa do Mundo pede uma final...no Maracanã!
A bola agora está nas mãos de governos, da iniciativa privada e de todos os brasileiros.
Esperemos que entre os nossos jogadores da futura seleção, ela consiga rolar graciosa por sobre o tapete verde e marcar muitos gols até esta final.
Onde levantar a taça terá um gostinho todo especial.
Um gostinho bem... brasileiro!
Paradinha Estratégica: Mas não demora...
... já que o jornalista, depois de uma cirurgia vocal ontem, ficará no "estaleiro" pelos próximos dias, impedido de... falar!
Logo o humor - sem dor, retorna e o BLOGando Sério! acelera novamente.
É vapt-vupt, como diria o Prof. Raimundo.
Ja já voltamos!
Logo o humor - sem dor, retorna e o BLOGando Sério! acelera novamente.
É vapt-vupt, como diria o Prof. Raimundo.
Ja já voltamos!
domingo, 28 de outubro de 2007
Meu Legado : Reflexão, Poesia e Prosa
Meu Legado.
Será diferente do que recebi,
porque cresci com o mundo e o mundo,
ao que parece,
acabou crescendo sem mim.
Nasci de Maria, José de Maria eu fui.
Em berço humilde, carioca, brasileiro - mas fincado no ouro maior,
de um planeta azul - naqueles tempos, segundo os
astronautas inda era -
que me ofereceu casa, comida e água,
e guarida como essa, não recusei - que não sou besta,
vi do alto, desci num raio de luz e me aconcheguei,
aqui mesmo:
curioso planeta azul, quase todo d'água e
chamado de Terra.
Meu legado...
Vem lá da infância, de dias bons e de outros nem tanto,
mas colo e carinho não faltaram, nisso ponham fé:
até o chinelo assoviando no ar e estalando onde sento -
se fecho os olhos ainda sinto - não é que é?
Até chinelada teve razão de ser, nunca foi por querência.
Haveria Maria de querer ao seus filhos, sem razão de ser?
Melhorou a postura - p'ra vida, que humildade mesmo
em casa, nunca deixou curvar.
"Sou palmeira verde, vergo mas num quebro".
E pronto.
Tão pronto como as belezuras dos esteves que vieram depois d'eu.
Teve tempo de André, de Ana e de Alberto.
Teve tempo de família, e até hoje há perdidas por aí, nesse
mundão de meu Deus, lembranças de quem duvidava.
Maria e sua cria?
- Hoje tudo crescido e de bem, quem diria :
Não se confudiu dinheiro com educação,
com ensinamento da vida.
Chuva e sol é p'ra todo o mundo,
que nem a alegria e tristeza.
Lamentar, p'ra que serve então?
Ontem tava mais ou menos, hoje tá bão.
E o amanhã?
A Deus pertencia, nesse meu legado.
De dia em dia, fez um mês.
De mês em mês, fez um ano.
E de ano e ano, fêz-se o José da Maria.
E o seu legado.
Passou pela vida olhando no horizonte - êita menino sonhador!
Sorriu com um pouquinho de tudo que recebeu:
o primeiro velocípede, a lambreta (com som de motor) e a bicicleta
da dindinha Odete comprovaram:
Ia tirar carteira esse menino, e quando fôsse
de maior teria o seu carro.
Mas carro não é legado - é só carro.
O bom da vida foi ter empurrado e pedalado.
Foi ter corrido e saltado.
Foi ter...crescido?
É, crescer fez parte do meu legado.
E é bom que fique anotado: eu cresci!
Algumas vezes mais, outras menos.
Se bem que a verdade é uma só - em altura ser o primeiro
não fêz vantagem nenhuma: Olha só meus irmãos,
quem acabou pequeno fui eu mesmo.
Mas pequeno ou grande, não importava o tamanho.
Até porque altura não é legado!
Desci de ski-papelão os gramados da Quinta,
nadei em Ramos sem ter piscinão.
E andava - como andava, pra nadar lá.
Não foi só de mar, meu legado teve rio também - além do de Janeiro,
lá pros lados de suruí e de magé,
onde vemaguete de tio Raimundo era sinônimo de estrada,
viagem, diversão. E o farnel da Tia Mercedes - huum, delícia só!
Tinha saída de férias pro Méier da Tia Judith,
tinha passeio na fazenda de Santa Cruz e depois em Angra na casa do didinho Paulo César e
da comida gostosa da Tia Olívia.
Teve festa da Penha e Shangai, Tívoli e Circo do Orlando Orfei,
barca pra Paquetá e pra São Francisco - que aproveito pra confirmar :
Tem a melhor vista do Rio!
Teve matinê no Olaria e poeirinha no São Geraldo.
Mas o estudo nunca faltou: Da Edmundo Lins, passando pelo Anderson.
E de lá pro mundo.
Escola pública que fez vocação para os livros, inda tinha.
Engraçado: Da Edmundo pro mundo.
É, já estava escrito.
Meu legado teve infância no Centro e em Ramos, adolescência no Centro e na Tijuca.
Meu legado teve calça general Custer e camisa de batik, boca de sino e
cavalo-de-aço,
escutou Elvis, Jonhy Mathis, Deep Purple, Reinascense, Bossa Nova, Clube da Esquina,
teve ainda John Denver, Marvin Gaye e Motown, Bob Dylan, Barry White e Ray Charles.
Meu legado teve Cazuza cantando na Mamute e barzinhos - muitos barzinhos, com música
ao vivo. E Renato Russo, Elis e muitos mais.
Até Annie Haslam e America estiveram em meu legado.
E ao vivo!
E teve meninas, adolescentes e mulheres - cada categoria ao seu tempo.
Porque teve namoradas, certo?
Um legado masculino que se preze, se faz com paixões que começam comigo miúdo, inocente
- até de pescoço virado para professoras, como todo bom aluno.
Ou acham que só nos livros vive o interesse dos alunos?
Meu legado teria orgulho de dizer: Foi José com J maiúsculo!
O menino conheceu a paixão e cresceu aprendendo a amar.
Só assim se abre espaço no coração, no entendimento da vida.
E escreveu - muito até, quem sabe um dia não tenha no legado um livro.
De poesia.
Até se esse dia - de virar legado, fosse hoje, o livro eu teria.
Meu legado é feito de partes boas dos esteves que, juntos, transformaram-se
em partes ainda melhores como Anna Luiza, Pedro e Nathalia, pequenos raios-de-sol que iluminaram a minha vida.
Meu legado era criança e cresceu.
E crescendo amadureceu.
E amadurecendo resolveu plantar uma árvore.
Plantou.
E sentiu que havia espaço para plantar coisa maior, tipo... continuidade?
Que atende pelo nome de Aimée, "amada" em francês.
Mas muito, muito mais amada em português mesmo.
Bem brasileiro!
E ao contrário do bom pirata, resolveu não esconder seu maior tesouro,
que amada e devidamente registrada em cartório, vem cultivando com carinho
nestes últimos nove anos de sua vida.
O que falar sobre esta parte chamada Aimée do meu legado,
quando nem todas as palavras juntas - lado a lado, conseguem expressar
o tamanho que ela passou a representar.
É com a perspectiva dessa continuidade, de eternidade - porque não dizer,
que a paixão encontra o amor.
Um amor que redescobre a paixão.
E contraria a versão sobre a histórica aliança café-com-leite,
pelo menos entre os estados,
já que pelo tom da pele ela continua a mesma: Metade branca, metade amorenada.
Não foi São Paulo, neste caso.
Foi o Rio que encontrou Minas.
E vice-versa.
E desse encontro, "K" entre nós e "K" pra vocês, Kézia anda pelo meu legado.
E ainda hoje vejo faíscas,
como quando estava lá em cima, sentado, vendo a terra esfriar e
azular, para que eu pudesse descer.
Meu legado tem muito do Rio, um pouco de BH e de Fortaleza - e um pouquinho
de muitos cantos por onde estive.
Nesse meu Brasilzão. E fora também. América, Europa - tudo pedacinho do mesmo chão,
que se partiu quando o fogo esfriou.
E virou mar.
Meu legado tem muita coisa.
Muitas mais do que eu posso contar.
Tem criança, jovem e adulto.
Mas é só até aqui que eu me lembro.
Pelo menos hoje.
E meu legado acaba ficando,
entre o azul do céu e o calor da terra,
com essas poucas linhas.
Que um domingo como esse,
resolveu contar.
Linhas.
Minhas.
Meu legado,
até aqui,
até agora...
Se amanhã eu acordo, dou um sorriso pro dia,
mas não tenho som prá dizer, escrito pelo menos ficou.
Meu legado.
Meu.
PS.: Escrever sobre o "Meu legado" me inspirou ouvir algumas músicas neste domingo.
Aqui tem algumas, que compartilho com você :
http://www.youtube.com/watch?v=9VGbbTQShrg
http://www.youtube.com/watch?v=U9BA6fFGMjI
http://www.youtube.com/watch?v=ZB63kzEFFAU
http://www.youtube.com/watch?v=Xz-UvQYAmbg
http://www.youtube.com/watch?v=QkhG5tZKJ9c
http://www.youtube.com/watch?v=YM8VoFZqaeI
http://www.youtube.com/watch?v=KnhKcCwZwl8
http://www.youtube.com/watch?v=h61ffFRFmxw
Bom domingo para você também!
Será diferente do que recebi,
porque cresci com o mundo e o mundo,
ao que parece,
acabou crescendo sem mim.
Nasci de Maria, José de Maria eu fui.
Em berço humilde, carioca, brasileiro - mas fincado no ouro maior,
de um planeta azul - naqueles tempos, segundo os
astronautas inda era -
que me ofereceu casa, comida e água,
e guarida como essa, não recusei - que não sou besta,
vi do alto, desci num raio de luz e me aconcheguei,
aqui mesmo:
curioso planeta azul, quase todo d'água e
chamado de Terra.
Meu legado...
Vem lá da infância, de dias bons e de outros nem tanto,
mas colo e carinho não faltaram, nisso ponham fé:
até o chinelo assoviando no ar e estalando onde sento -
se fecho os olhos ainda sinto - não é que é?
Até chinelada teve razão de ser, nunca foi por querência.
Haveria Maria de querer ao seus filhos, sem razão de ser?
Melhorou a postura - p'ra vida, que humildade mesmo
em casa, nunca deixou curvar.
"Sou palmeira verde, vergo mas num quebro".
E pronto.
Tão pronto como as belezuras dos esteves que vieram depois d'eu.
Teve tempo de André, de Ana e de Alberto.
Teve tempo de família, e até hoje há perdidas por aí, nesse
mundão de meu Deus, lembranças de quem duvidava.
Maria e sua cria?
- Hoje tudo crescido e de bem, quem diria :
Não se confudiu dinheiro com educação,
com ensinamento da vida.
Chuva e sol é p'ra todo o mundo,
que nem a alegria e tristeza.
Lamentar, p'ra que serve então?
Ontem tava mais ou menos, hoje tá bão.
E o amanhã?
A Deus pertencia, nesse meu legado.
De dia em dia, fez um mês.
De mês em mês, fez um ano.
E de ano e ano, fêz-se o José da Maria.
E o seu legado.
Passou pela vida olhando no horizonte - êita menino sonhador!
Sorriu com um pouquinho de tudo que recebeu:
o primeiro velocípede, a lambreta (com som de motor) e a bicicleta
da dindinha Odete comprovaram:
Ia tirar carteira esse menino, e quando fôsse
de maior teria o seu carro.
Mas carro não é legado - é só carro.
O bom da vida foi ter empurrado e pedalado.
Foi ter corrido e saltado.
Foi ter...crescido?
É, crescer fez parte do meu legado.
E é bom que fique anotado: eu cresci!
Algumas vezes mais, outras menos.
Se bem que a verdade é uma só - em altura ser o primeiro
não fêz vantagem nenhuma: Olha só meus irmãos,
quem acabou pequeno fui eu mesmo.
Mas pequeno ou grande, não importava o tamanho.
Até porque altura não é legado!
Desci de ski-papelão os gramados da Quinta,
nadei em Ramos sem ter piscinão.
E andava - como andava, pra nadar lá.
Não foi só de mar, meu legado teve rio também - além do de Janeiro,
lá pros lados de suruí e de magé,
onde vemaguete de tio Raimundo era sinônimo de estrada,
viagem, diversão. E o farnel da Tia Mercedes - huum, delícia só!
Tinha saída de férias pro Méier da Tia Judith,
tinha passeio na fazenda de Santa Cruz e depois em Angra na casa do didinho Paulo César e
da comida gostosa da Tia Olívia.
Teve festa da Penha e Shangai, Tívoli e Circo do Orlando Orfei,
barca pra Paquetá e pra São Francisco - que aproveito pra confirmar :
Tem a melhor vista do Rio!
Teve matinê no Olaria e poeirinha no São Geraldo.
Mas o estudo nunca faltou: Da Edmundo Lins, passando pelo Anderson.
E de lá pro mundo.
Escola pública que fez vocação para os livros, inda tinha.
Engraçado: Da Edmundo pro mundo.
É, já estava escrito.
Meu legado teve infância no Centro e em Ramos, adolescência no Centro e na Tijuca.
Meu legado teve calça general Custer e camisa de batik, boca de sino e
cavalo-de-aço,
escutou Elvis, Jonhy Mathis, Deep Purple, Reinascense, Bossa Nova, Clube da Esquina,
teve ainda John Denver, Marvin Gaye e Motown, Bob Dylan, Barry White e Ray Charles.
Meu legado teve Cazuza cantando na Mamute e barzinhos - muitos barzinhos, com música
ao vivo. E Renato Russo, Elis e muitos mais.
Até Annie Haslam e America estiveram em meu legado.
E ao vivo!
E teve meninas, adolescentes e mulheres - cada categoria ao seu tempo.
Porque teve namoradas, certo?
Um legado masculino que se preze, se faz com paixões que começam comigo miúdo, inocente
- até de pescoço virado para professoras, como todo bom aluno.
Ou acham que só nos livros vive o interesse dos alunos?
Meu legado teria orgulho de dizer: Foi José com J maiúsculo!
O menino conheceu a paixão e cresceu aprendendo a amar.
Só assim se abre espaço no coração, no entendimento da vida.
E escreveu - muito até, quem sabe um dia não tenha no legado um livro.
De poesia.
Até se esse dia - de virar legado, fosse hoje, o livro eu teria.
Meu legado é feito de partes boas dos esteves que, juntos, transformaram-se
em partes ainda melhores como Anna Luiza, Pedro e Nathalia, pequenos raios-de-sol que iluminaram a minha vida.
Meu legado era criança e cresceu.
E crescendo amadureceu.
E amadurecendo resolveu plantar uma árvore.
Plantou.
E sentiu que havia espaço para plantar coisa maior, tipo... continuidade?
Que atende pelo nome de Aimée, "amada" em francês.
Mas muito, muito mais amada em português mesmo.
Bem brasileiro!
E ao contrário do bom pirata, resolveu não esconder seu maior tesouro,
que amada e devidamente registrada em cartório, vem cultivando com carinho
nestes últimos nove anos de sua vida.
O que falar sobre esta parte chamada Aimée do meu legado,
quando nem todas as palavras juntas - lado a lado, conseguem expressar
o tamanho que ela passou a representar.
É com a perspectiva dessa continuidade, de eternidade - porque não dizer,
que a paixão encontra o amor.
Um amor que redescobre a paixão.
E contraria a versão sobre a histórica aliança café-com-leite,
pelo menos entre os estados,
já que pelo tom da pele ela continua a mesma: Metade branca, metade amorenada.
Não foi São Paulo, neste caso.
Foi o Rio que encontrou Minas.
E vice-versa.
E desse encontro, "K" entre nós e "K" pra vocês, Kézia anda pelo meu legado.
E ainda hoje vejo faíscas,
como quando estava lá em cima, sentado, vendo a terra esfriar e
azular, para que eu pudesse descer.
Meu legado tem muito do Rio, um pouco de BH e de Fortaleza - e um pouquinho
de muitos cantos por onde estive.
Nesse meu Brasilzão. E fora também. América, Europa - tudo pedacinho do mesmo chão,
que se partiu quando o fogo esfriou.
E virou mar.
Meu legado tem muita coisa.
Muitas mais do que eu posso contar.
Tem criança, jovem e adulto.
Mas é só até aqui que eu me lembro.
Pelo menos hoje.
E meu legado acaba ficando,
entre o azul do céu e o calor da terra,
com essas poucas linhas.
Que um domingo como esse,
resolveu contar.
Linhas.
Minhas.
Meu legado,
até aqui,
até agora...
Se amanhã eu acordo, dou um sorriso pro dia,
mas não tenho som prá dizer, escrito pelo menos ficou.
Meu legado.
Meu.
PS.: Escrever sobre o "Meu legado" me inspirou ouvir algumas músicas neste domingo.
Aqui tem algumas, que compartilho com você :
http://www.youtube.com/watch?v=9VGbbTQShrg
http://www.youtube.com/watch?v=U9BA6fFGMjI
http://www.youtube.com/watch?v=ZB63kzEFFAU
http://www.youtube.com/watch?v=Xz-UvQYAmbg
http://www.youtube.com/watch?v=QkhG5tZKJ9c
http://www.youtube.com/watch?v=YM8VoFZqaeI
http://www.youtube.com/watch?v=KnhKcCwZwl8
http://www.youtube.com/watch?v=h61ffFRFmxw
Bom domingo para você também!
PT e Lula buscam inspiração em Hugo Chavez
Com uma diferença bem grande : O Brasil não é a Venezuela.
Talvez por ter um pouco mais de consciência disso, é que o presidente Lula - pelo menos em frente as câmeras e microfones, tem dito com frequência que a articulação de surdina que vem sendo feita pelo PT e por alguns deputados intereisseiros - ou será interessados - em seu terceiro mandato, não tem sua autorização e muito menos a sua aprovação.
Pode ser.
Isso, mesmo sabendo que tal manobra é, pelo menos, uma impostura do ponto de vista constitucional: Está escrito lá, com todas as letras, que a articulação desta possibilidade no estágio atual é golpe.
E contra a democracia - pelo menos na visão do atual presidente do TSE, ministro Marco Aurélio de Melo, em entrevistas que são publicadas com certa frequência, desde que começaram a aventar tal possibilidade.
Em meio a todo lodaçal que foi o primeiro governo de Lula - independente do fato do próprio ter ou não sido ligado ao mesmo, e que culminou com o segundo turno nas eleições que franquearam o seu segundo mandato, não parece ser aconselhável mesmo que as especulações atravessem os jardins do palácio em Brasília.
Morreriam - segundo o humor atual da oposição e de próprios integrantes da base governista, soterrados por uma avalanche de ações de inconstitucionalidade.
E ainda que tenham fôlego para atravessá-la, certamente seriam derrubadas por uma corte que quer cultivar o espírito de correção, como deu mostras o TSE - Tribunal Superior Eleitoral na recente decisão sobre a fidelidade partidária.
Sem mencionar que no âmbito do STF - Supremo Tribunal Federal, tal idéia - a constar pelo status que conquistou em suas últimas decisões, receberia sua pá de cal.
É claro que surpresas e política sempre andam de braços dados.
Mas, com todo respeito, não somos uma Venezuela.
Somos?
Talvez por ter um pouco mais de consciência disso, é que o presidente Lula - pelo menos em frente as câmeras e microfones, tem dito com frequência que a articulação de surdina que vem sendo feita pelo PT e por alguns deputados intereisseiros - ou será interessados - em seu terceiro mandato, não tem sua autorização e muito menos a sua aprovação.
Pode ser.
Isso, mesmo sabendo que tal manobra é, pelo menos, uma impostura do ponto de vista constitucional: Está escrito lá, com todas as letras, que a articulação desta possibilidade no estágio atual é golpe.
E contra a democracia - pelo menos na visão do atual presidente do TSE, ministro Marco Aurélio de Melo, em entrevistas que são publicadas com certa frequência, desde que começaram a aventar tal possibilidade.
Em meio a todo lodaçal que foi o primeiro governo de Lula - independente do fato do próprio ter ou não sido ligado ao mesmo, e que culminou com o segundo turno nas eleições que franquearam o seu segundo mandato, não parece ser aconselhável mesmo que as especulações atravessem os jardins do palácio em Brasília.
Morreriam - segundo o humor atual da oposição e de próprios integrantes da base governista, soterrados por uma avalanche de ações de inconstitucionalidade.
E ainda que tenham fôlego para atravessá-la, certamente seriam derrubadas por uma corte que quer cultivar o espírito de correção, como deu mostras o TSE - Tribunal Superior Eleitoral na recente decisão sobre a fidelidade partidária.
Sem mencionar que no âmbito do STF - Supremo Tribunal Federal, tal idéia - a constar pelo status que conquistou em suas últimas decisões, receberia sua pá de cal.
É claro que surpresas e política sempre andam de braços dados.
Mas, com todo respeito, não somos uma Venezuela.
Somos?
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