Provavelmente vão dizer: de quem acreditou, o consumidor!
E estarão certos.
Após serem estimulados de todas as maneiras, com o objetivo de reduzir custos e ficar "menos dependente" da matriz energética tradicional - do óleo, carvão ou eletricidade, setores inteiros da indústria resolveram trocar o insumo de energia em seus processos de fabricação, e optaram pelo uso do gás natural.
Sempre após caras substituições, que eram até - em parte, subsidiadas pelas próprias distribuidoras do produto.
O mesmo ocorreu para a promoção "no varejo", ou seja, entre grupos específicos de usuários (como o transporte público, no caso de frotas de táxi e ônibus municipais) e até entre os consumidores individuais - tudo com a promessa de dias de economia e de pouca preocupação.
Parece que o governo esqueceu - como em Copa do Mundo que disputamos, e perdemos, de combinar com o "adversário".
Com um mixto de soberba, ganância e impropriedade, a questão do Gás Natural começou mal com a ampliação da demanda e o baixo investimento numa produção interna que a amparasse, passou pela questão de acôrdos internacionais "rasgados" pela Bolívia - nosso principal fornecedor, onde Evo Morales fêz Lula e seus "doutores" engolir sapos grandes e fazer com que a PETROBRAS aceitasse qualquer coisa oferecida, que se mostrou insuficiente e de prejuízos, ao final.
Mas não terminou por aí: Na hora de tentar colocar em prática um plano estratégico, que desse conta do crescimento motivado pela estabilidade da economia, os "çábios do planalto" - como diria Elio Gaspari, ainda conseguiram - as custas de muito imobilismo e preguiça intelectual, adiar em provavelmente 4 ou 5 anos o que venha a ser uma ser uma ação efetiva para trazer a compatibilidade entre oferta e demanda do Gás Natural.
Se perguntar a qualquer especialista no assunto, eles certamente dirão : crônica de um coma anunciado!
Resultado?
Começam a falar em puxar o freio da produção e reduzir o consumo, brecando o crescimento e a tão sonhada "aceleração do desenvolvimento", motor-de-campanha que o atual governo de Lula tenta emplacar, a todo o custo.
A questão ainda promete muito mais, já que não se resolverá - mesmo - de uma hora para outra.
Até porque, os estudos e pesquisas dos verdadeiros estrategistas e cientistas no assunto, são substituídos permanentemente neste governo, por decisões de políticos em postos-chaves, pra lá de incompetentes no assunto.
Enquanto isso, quem sofrer a falta do produto, é que dê o seu jeito!
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Gás Natural e abastecimento: De quem é o mico?
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