domingo, 28 de abril de 2013

Do jeito que está, onde o Brasil vai chegar?


No governo - federal, estadual e municipal, riem de nós! 
Políticos corruptos indicam apadrinhados corruptos e loteiam a maquina pública! 
Hienas asquerosas vestindo mandatos parlamentares ou ocupando altos cargos na administração publica tomaram de butim o Brasil! 
Riem de nós! 
Debocham da nossa subserviência  da nossa passividade, da total falta de reação a tudo que arquitetam na penumbra e colocam em prática, sempre as claras! 
Prédios construídos em programas de casa própria estão sendo mal construídos, racham e caem mesmo antes de chegarem a ser entregues. 
Minha casa, minha vida - uma desgraça para o mutuário, travestindo o ganho ilícito de empreiteiros - os mesmos de sempre, velhos abutres e de novos que chegam, urubus que pousam e se aproveitam do banquete servido...
Pessoas morrem nos hospitais sem conseguir ser atendidas! 
Vidas que se perdem desnecessariamente, antes de chegar as salas de atendimento, pessoas que se amontoam nas emergências hospitalares e sabem que vão ter que esperar a boa vontade de quem compareceu ao trabalho para que possam ser atendidas...
Escolas que nada ensinam, retroagem o estágio que conseguimos alcançar, protegidas por doutores pedagogos de merda, que ainda deixam os paletós (quando homens) ou as bolsas (quando mulheres) penduradas nas cadeiras que rangem das repartições publicas da educação sitiada pelos guerrilheiros, analfabetos culturais mas bem alfabetizados, quase doutorados em viver a custa dos loteios e apadrinhamentos - gente mesquinha, que nunca, mas nunca mesmo trabalhou de verdade, viveu dependurada na benesse de cargos de conveniência...
Tentam sitiar alguns locais de resistência, como as medidas para impedir o MP/ministério Publico de investigar crimes - quase sempre os de colarinho branco, políticos. 
Tentam diminuir as atribuições do STF/Supremo Tribunal Federal, agindo de forma sorrateira, transformando condenados mensaleiros em julgadores de seus deméritos...
Usam e abusam do BNDES e do Tesouro para ajudar aos amigos - que nunca pagam a conta da ajuda, e que transferem, sem pudor, patrimônio obtido com as facilidades para paraísos no exterior...
Empresários X de papel, que enriquecem a si próprios e suas famílias a custa de nosso suado imposto, convertido em benesses. 
Governadores proprietários de ilhas paradisíacas, ex-operário presidente lobista de uma corja que não tem prontuário porque o lugar mais fortalecido de suas empresas é a assessoria jurídica - até com ex-ministros da justiça de prontidão por um naco da pecúnia. 
Todos riem de nós, debocham de mim - de você! 
Andamos num metro ou num trem urbano como sardinhas - pior, porque sardinhas, mortas, tem mais dignidade dentro das latinhas. 
Nós, ao contrário, entramos e saímos vivos deste martírio, dia-após-dia. 
Não conseguimos pegar um ônibus metropolitano para ir ou voltar do trabalho em que não tenhamos que nos espremer dentro, e assim ficamos, quase sempre mais de uma ou duas horas enquanto prefeitos e governadores sobrevoam o trânsito parado em seus helicópteros oficiais - onde o custo é da nossa conta-cidadão. 
Riem de nós, tomam vinho - juntos, sempre juntos, e gargalham dos otários que somos... 
Trabalhamos 1/3 do ano para juntar dinheiro para entregar a uma grande corja. 
Pagamos os banquetes, as residências oficiais, as passagens de avião para o exterior, a moradia, seus empregados, tudo! 
Riem de nós, que ficamos felizes quando chega a sexta feira - como hoje! 
E saímos com os amigos ou amigas para aliviar, temos um tempinho a mais para brincar ou conversar um pouco com nossos filhos, tentar alegrar um pouco as nossas vidas. 
Somos medíocres, reproduzimos qualquer coisa na internet - como autômatos, maquinas descerebradas, incapazes de julgar que bobeira é bobeira, mesmo - não precisa ser filosofada. 
E só deveria ser compartilhada como isso, sem grande devaneios ou idolatrices.
Depois chega o final de semana, é como se enfiássemos a nossa cabeça num Freezer imaginário e nele congelássemos o que vemos e não gostamos, e estará de volta a ocupar as nossas vidas na segunda seguinte. 
Riem de nós, eles. 
Debocham e zombam de nós. Somos vistos- mesmo quando temos grande capacidade e articulação como cidadãos de segunda,terceira categoria. 
Aprendemos a deixar passar, virar de lado, atravessar a calcada, dobrar a esquina, perder de vista e seguir em frente. 
Em frente para onde, cara pálida? 
Em frente para onde, índio, afrodescendente? 
Em frente para onde, quieto ou intransigente, calmo ou gritante, acendente ou revolucionário de mentirinha? Em frente? Para onde? 
Eu quero um Brasil diferente. 
Mesmo que não seja para mim! 
Quase nunca desabafo, nas redes sociais. Tento contemporizar. 
Desculpem, hoje não deu...