figura: www.imageshack.usMesmo sendo protagonistas de uma tragédia no Rio de Janeiro, em que morreu o menino João Roberto de apenas quatro anos, vítima de mais de uma dezena de tiros disparados - errôneamente - por policiais militares.
A própria mãe dirigia o veículo, metralhado pela polícia sem qualquer explicação plausível - e vídeos com imagens de câmeras do local divulgaram com clareza que eles abriram fogo em direção ao carro, sem hesitação.
Na época, o próprio governador Sérgio Cabral, em entrevista coletiva a imprensa, qualificou de absurda a atuação dos PM´s envolvidos, aos quais se referiuu publicamente como "assassinos".
No caso, que comoveu o estado e o país este ano, seus pais e a própria família esperaram pelo julgamento e pela justiça.Que não veio.
O primeiro PM indiciado como réu, acabou inocentado hoje no julgamento pelo Tribunal do Juri, da acusação de homicídio, tendo sua pena substituída pela prestação de serviços comunitários e pagamento de cestas básicas.
A impunidade, neste caso - e a sensação de acobertamento legal do erro inequívoco, deixam não apenas nos pais e na família de João Roberto, um sabor amargo.
E abre precedente perigoso, já que pode ser entendido que no cumprimento do dever, vale matar quem esteja no caminho.
Mesmo que não seja o criminoso.
As palavras, emocionadas dos pais, resumem : "Tínhamos confiança que a morte de nosso filho de 4 anos, veria justiça. Nos sentimos metralhados no carro uma segunda vez".
Com eles, toda a sociedade.




