Não poderia ter sido melhor o desfecho da crise entre os dois países, que se arrastou por mais de uma semana: Com um aperto de mão - simples, mas eficaz - foi possível resgatar a mais valia da diplomacia frente a incitação ao belicismo - do presidente da Venezuela, Hugo Chavez, neste caso.
Mas vale como lição a ser aprendida, principalmente por parte do do governo brasileiro, que ainda confunde a natureza que deve reger os princípios da relacoes internacionais, da chancelaria e da existência do próprio Itamaraty, ao permitir que uma area tao sensível como a das relacoes exteriores, tenha que conviver com a inexplicável "divisão de poderes" entre um ministerio com esta função e uma assessoria ligada ao presidente da republica.
Coisa que ate pode acontecer em outros países - pois e comum e ate natural a existência dos chamados "conselheiros presidenciais" em diferentes países.
Mas nunca extrapolando a sua função de "aconselhar".
E jamais com carta branca para a ingerência nas questões politicas que envolvem as relacoes entre os países.
E nunca definindo estas posicoes em nome da chancelaria.
A formação de um diplomata leva tempo, obedece a um circuito ascendente em que a experiência e a vivência são quem moldam a estrutura pessoal, necessária ao convívio em situacoes de confronto e de diferença culturais, onde não existe espaço para "achismos".
Talvez seja por conta de não perceber com clareza este conceito, tao simples, e que tenhamos avançado tão pouco nos últimos anos do atual governo.
E que nunca tenhamos sido bem sucedidos nas importantes negociacoes que envolvem o fortalecimento de nossa posição na América Latina, a abertura de novas frentes nas negociacoes internacionais de nosso maior interesse e, principalmente, o posicionamento frente as nacoes desenvolvidas - fundada no fato de pertencermos ao clube das dez maiores economias do mundo contemporâneo.
Esta na hora de deixar a diplomacia novamente com os diplomatas.
Não com os amigos.
domingo, 9 de março de 2008
Equador , Colombia e a chance da paz
Eleicoes americanas: Republicanos saem na frente
Com a escolha antecipada do candidato John McCain para disputar as eleicoes presidenciais, sacramentado com o apoio publico do presidente George W. Bush a sua candidatura, o partido Republicano sai em ligeira vantagem - pelo menos de tempo, já que os esforços podem se concentrar a partir de agora na campanha presidencial pp.dita, enquanto do lado democrata as três vitorias consecutivas de Hilary Clinton não apenas deram um novo gás a campanha da senadora frente a de Barack Obama - que vinha de uma serie de 11 vitorias consecutivas, como ajudaram a complicar ainda mais a definição em torno de um candidato que alcance o numero minimo exigido de delegados para pleitear a vaga na disputa.
E provavel que os democratas procurem administrar as diferenças entre os candidatos, já que uma composicao entre os dois - Hilary e Obama - para composição de uma chapa na disputa presidencial não esta completamente descartada.
Como ainda existem previas em estados importantes, não se sabe ainda se esta composição poderá ser costurada a bom tempo - e não deixar uma larga vantagem em termos de acao pro-eleitoral por parte dos republicanos.
De qualquer forma, em função da crise de imagem que atinge o seu governo - que tem hoje um dos menores percentuais de aprovação da historia recente dos EUA, não se sabe se o apoio de Bush ira trazer dividendos - positivos - a campanha da McCain neste inicio, pelo menos.
Mas e certo que, independente da visão que tem do governo, será importante para o cidadão americano ter uma ideia mais precisa daquele que estará representando os democratas na disputa pela Casa Branca.
Mais uma razão pela qual uma definição por parte de Hilary e Obama precisa ser costurada.
Na brevidade possível.
Ou, corre-se o risco de ter lançado em redes nacionais um programa republicano de governo bem antes do imaginado.
O que não interessa a nenhum dos dois.
E provavel que os democratas procurem administrar as diferenças entre os candidatos, já que uma composicao entre os dois - Hilary e Obama - para composição de uma chapa na disputa presidencial não esta completamente descartada.
Como ainda existem previas em estados importantes, não se sabe ainda se esta composição poderá ser costurada a bom tempo - e não deixar uma larga vantagem em termos de acao pro-eleitoral por parte dos republicanos.
De qualquer forma, em função da crise de imagem que atinge o seu governo - que tem hoje um dos menores percentuais de aprovação da historia recente dos EUA, não se sabe se o apoio de Bush ira trazer dividendos - positivos - a campanha da McCain neste inicio, pelo menos.
Mas e certo que, independente da visão que tem do governo, será importante para o cidadão americano ter uma ideia mais precisa daquele que estará representando os democratas na disputa pela Casa Branca.
Mais uma razão pela qual uma definição por parte de Hilary e Obama precisa ser costurada.
Na brevidade possível.
Ou, corre-se o risco de ter lançado em redes nacionais um programa republicano de governo bem antes do imaginado.
O que não interessa a nenhum dos dois.
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