Preso por duas vezes esta semana, em função da Operação Satiagraha declarada pela Polícia Federal - que trataria de dois grupos criminosos com ramificações internacionais, o banqueiro Daniel Dantas do Opportunity - tido como o cabeça do esquema que envolve grandes desvios de dinheiro público, corrupção ativa, evasão de divisas e tráfico de influência, e que contaria ainda com a participação do especulador Naji Nahas e de Celso Pitta, ex-prefeito de São Paulo, tem a favor de si as decisões de soltura proferidas pelo Ministro Gilmar Mendes - presidente do STF, em tempo considerado recorde e ignorando as quase duzentas páginas de meticuloso e descritivo compêndio - que justificou a decretação de sua prisão, bem como evoca a supressão das instâncias jurídicas imediatamente superiores, as quais caberiam avaliar um possível recurso.
Ao ser flagrado em escutas telefônicas autorizadas pela justiça, um de seus assessores diretos combina o suborno de US$ 1 milhão oferecido a delegado federal, com o argumento de que "evita-se a decisão de primeira instância, já que no STF e no STJ o banqueiro contaria com a facilitação de membro(s) destas cortes para proferir sentenças favoráveis".
O caldo promete engrossar.
Ao ser flagrado em escutas telefônicas autorizadas pela justiça, um de seus assessores diretos combina o suborno de US$ 1 milhão oferecido a delegado federal, com o argumento de que "evita-se a decisão de primeira instância, já que no STF e no STJ o banqueiro contaria com a facilitação de membro(s) destas cortes para proferir sentenças favoráveis".
O caldo promete engrossar.
