sexta-feira, 8 de março de 2013

A Venezuela ficou sem Hugo Chaves.

E nós no Brasil? 

Ao contrário, certamente ficamos com algo! 

Ficamos com um Congresso Nacional que é a vergonha maior de todos os parlamentos, em nada representa os desejos e aspirações do Brasil - e é seguido, na iniquidade de suas atitudes por praticamente todos os parlamentos estaduais e municipais. 

Ficamos com um Executivo Federal que é o retrato da costurapolítica dos interesses de senhoras e senhores que pensam, apenas, em cavar mais fundo as suas minas pessoais de riquezas e tesouros - sem o menor pudor ou vergonha, de que elas advenham do patrimônio construído - com muito trabalho e suor, por nós, simples e humildes brasileiros.
E é seguido, sofregamente, pelos executivos de estados e municípios, como hienas e doninhas, preocupados a dividir e repartir a parte que lhes cabe em cada butim, da maneira que melhor lhes aprouver.
Toscos, em grande parte, nem se preocupam em disfarçar a total inapetência que tem na defesa de interesses de seus munícipes e estadinos. São o retrato da pobreza de idéias e da indiferença que empurra todo o tipo de voto para uma urna - eletrônica, e onde o fato de ser minoria, a depender do resultado do sufrágio, torna-se até galante.


Chaves - ele sempre, se intitulou General da Nova Republica Bolivariana da Venezuela, e dito assim, foi acusado de manipular os instrumentos democráticos para seus planos de governo pessoal e centralizador.
Nossos políticos, ao contrário, bradam aos ventos - sempre que acuados no chafurdar do deleite que permite o livre acesso (deles) a toda sorte de benesses e subtrações - algumas até legais, ainda que muito imorais, procuram se escudar nos votos obtidos - daqueles que somos obrigados a depositar, como se fosse um salvo conduto da democracia para seus desatinos e pilhagens.
Pegos com a mão na massa, filmados e gravados, não se lhes altera minimamente a consciência, certos que estão do fazer valer do espírito de corpo,porco, que os aninha e protege - disfarçado de plenários atentos a democracia e as causas populares.


Hoje - e durante algum tempo, a Venezuela Bolivariana vai prantear seu fundador.
Quem sabe não seja, até neste momento, um rasgo de sorte deles?


Porque, a exceção das duas mais recentes, no Rio, para deputado estadual,federal e vereador - e até para Presidente (uma mulher de aparência frágil, mas trazendo por dentro uma grande fortaleza), onde fiz com prazer renovado a minha opção pessoal, faz muito, mas muito tempo mesmo, que votar em algum candidato menos pior - por falta do excelente candidato, talvez tenha contribuído para o estágio desalentador da política brasileira.
Mesmo assim, quando feito, foi no vislumbre de fazer valer, num pedaço de papel ou num clique-e-confirme, a projeção do respeito que merecia e mereço como pessoa, como eleitor, como cidadão.


Não adiantou.


Mas, não desanimo: O próximo ano é o ano da volta, de focinho tremulante, daqueles que foram e chegaram as Câmaras, Assembléias, Congresso, Senado, Governos Estaduais e Prefeituras- mesmo contra a minha avaliação e vontade, manifestada pelo voto.


E eles, mais uma vez, não devem contar comigo.