Foram dias de muita expectativa - e de agonia também, principalmente vivida pelas pessoas que a encontraram e pela equipe médica que se revezou na tentativa de salvá-la.
A mãe - que havia escondido a gravidez da família e até do próprio pai da criança, namorado da qual se encontrava separada, e decidiu tomar abortivos em casa no 8. mês de gestação, está presa após ser denunciada por vizinhos e, internada, será submetida a exames para que se caracterize - ou não, o quadro de depressão pós-parto, que explicaria seu desequilíbrio e sua atitude, tão violenta.
De qualquer forma, eu, como muita gente, não tenho uma explicação ou ponto-de-vista seguro, a luz da razão e do conhecimento, para explicar o que poderia motivar uma mulher a fazer o que foi feito.
Entretanto, no meu entender - e segundo mencionam as reportagens realizadas, ficaria difícil falar em depressão pós-parto, quando já era a segunda tentativa da mãe em provocar o aborto durante a gravidez.Tudo aponta - inclusive a triste comparação com casos semelhantes que vem ocorrendo pelo país afora, e que ocasionalmente são identificados pela mídia (quantos mais existem e não o são?), para um conjunto de situações, que mistura pobreza, desinformação, preconceito, falta de oportunidade e até medo.
Mistura perigosa na sociedade, nos dias de hoje.
E que precisa de tratamento.
Intensivo.
