É o que se pode constatar, quando tomamos por base a avaliação a qual vêm sofrendo os livros didáticos distribuídos nas escolas públicas do país: Alguns deles, apontam para uma leitura, digamos, "menos realista e mais tendenciosa" das situações e dos momentos da história política do país, para ressaltar o seu significado - até de maneira atrasada, como é o caso identificado sobre o "Programa Fome Zero" - pérola da bravata panfletária que na prática nem existe mais (para infelicidade de muitos e do nobre Betinho), sempre de acordo com o que pensam nos gabinetes do alvorada.
Isto passando por cima da própria determinação do MEC, que proíbe terminantemente a propaganda político-partidária, num material que será entregue a milhões de estudantes pelo país e - em casos como este, se torna perigoso material de doutrinação de crianças e jovens.
O diretor executivo de uma das editoras responsáveis por estes livros veio a público, em entrevista, confirmar que "não existe livro didático que não seja impresso com erros de uma ou outra natureza", ressaltando que poderia estar colocando em risco até mesmo a sua posição com este tipo de declaração.
A bem da verdade, falar "subliminarmente" na base de loas e boas do Fome Zero, nem chega a ser algo tão grave assim - porque estas mesmas crianças e jovens - além de mim e de você - fomos incessantemente atingidos pela máquina milionária de propaganda pública do governo durante um longo período.
Mas preocupa bastante porque, a deturpação ou a "visão conivente" da história passada pelos livros, pode descambar para algo tão perigoso quanto o que é praticado em outros países, por seus governos, que aos poucos vão "re-escrevendo" a verdade dos fatos e apagando desde fotos até episódios inteiros que julgam "comprometedores".
E agindo assim, perpetuam o maior dos assassinatos.
Pelo qual nunca acabam sendo julgados.
É importante que a sociedade faça o seu contra-ponto, e que os investigadores de plantão - que acabam por descobrir estas e outras falcatruas literárias, acabem sendo apoiados pela sociedade, que não pode virar as costas para assunto tão sério.
E pela mídia, que não pode deixar de alertá-la para o perigo.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Livro didático a serviço da doutrina de partidos
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