terça-feira, 2 de outubro de 2007

Arruda e a "demissão oficial" do Gerúndio no DF

É gente, parece que o factóide é mesmo uma especialização da política brasileira.
Não bastassem as pérolas recentes - e algumas nem tanto, que nos fazem andar na beirada que separa o triste do engraçado, o recurso ao chamativo e absurdo contamina de norte a sul, de lesta a oeste.
Pois bem: Não é que agora no DF o governador José Roberto Arruda acaba de proibir - por decreto - o uso do tempo verbal em todos os órgãos da administração pública?
Pois é.
Como se o gerúndio fosse o culpado por gente nos governos de pindorama - como diria Elio Gaspari, que não quer fazer hoje o que pode ser adiado para amanhã ou depois - argumento utilizado pelo exmo. governador para justificar o seu ato.
Se eu entendi bem, torço para que dê certo a sua proposta e que ela se transforme em Lei Federal.
Afinal, não será todo dia que um decreto será responsável por provocar uma situação de mudança de cultura e de comportamento.
Ah, e gostaria de aproveitar aqui para sugerir outros decretos com força "de lei" que simplificariam em muito a vida dos governantes e melhoraria consideravelmente o padrão de vida do brasileiro :
"Decrete-se que o salário mínimo sirva-se ao que foi originalmente previsto e que seu valor baste para tanto";
"Decrete-se que as escolas públicas terão um ensino de qualidade invejável para a sociedade";
"Decrete-se que a rede pública de sáude tenha profissionais suficientes e todos os recursos de material e infraestrutura para atendimento digno da população brasileira";
"Decrete-se a função pública eletiva como sendo honoris causa e suspendam-se a remuneração para exercício dos cargos a ela relacionados";
"Decrete-se o fim da corrupção no Brasil".
E revoguem-se as disposições em contrário!

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