quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A canalhice dos bancos brasileiros

Imagem: Veja-Editora Abril
Nos momentos de crise aguda é que fica mais claro, tanto para os consumidores comuns quanto para as empresas: A grande maioria dos bancos brasileiros é de índole especuladora, agiota e apátrida.
Especuladora, porque atiçou o setor empresarial a acreditar numa situação de normalidade, através da concessão de empréstimos para capital de giro e financiamentos para ampliação da produção, lastreados em contratos aparentemente positivos, de juros reduzidos, mas apostando de forma perversa na garantia de imobilidade cambial dos contratos de câmbio no mercado futuro.
As empresas, ao acreditarem que estavam fazendo um bom negócio, e motivadas pela aparente situação de inércia na paridade dólar-real, acabaram por compôr os seus caixas com operações que, instalada a crise, representaram um verdadeiro desastre.
Tanto nas suas operações de mercado real, como também para seus balanços, este sim, considerado o desastre maior.
Uma vez que a crise rebate as tentativas de acerto impostas pela ação conjunta de governos considerados fortes - a exceção dos EUA, mas mesmo ele com um plano que injeta quase 1 trilhão de dólares para a salvatagem do mercado, existe uma grande pressão sobre o valor das ações de grupos sólidos, que acabam por despencar nas bolsas e reduzir o seu patrimônio consolidado.
Agiota, porque uma vez instalada a crise nos mercados, de maneira oportunista e insensível, os bancos brasileiros - que estão em situação excepcional em relação aos seus congêneres americanos e europeus não por conta de maior zelo da autoridade monetária brasileira e do Banco Central, mas por força do aparente estado de "faço-o-que-quero-e-não-sou-importunado", já que num país de inflação anual de um dígito e taxa nominal de juros de menos de 14%, conseguem extorquir de clientes em suas operações de crédito juros que ultrapassam 400% ao ano e impôem taxas de operações e de manutenção que estão entre as maiores do mundo. Taxas que pagam, com folga, quase duas folhas de salário bruto por mês de seus funcionários.
Apátridas, finalmente - mas não por último, porque quando o governo toma a decisão de reduzir o compulsório (dinheiro de cada depósito ou operação realizada, que fica retido no Banco Central) e retorna aos seus caixas um volume considerável de recursos adicionais, para que sejam facilitados o crédito ao consumidor e as empresas, sem que exista a necessidade de um aumento de juros na ponta, e não se reduza o fluxo de consumo e de produção internas em meio a crise internacional, o que fazem os bancos?
Não apenas aumentam os juros reais das operações já existentes, como lançam mão destes recursos para, ao invés de financiar o crédito e a produção, capitalizar a compra de títulos públicos e, assim, tornarem-se ainda mais credores do próprio governo.
Sem que, na prática, precisem lançar mão de recursos próprios, previamente alocados em outras operações.
Até quando vão se entregar os ovos, as galinhas e o próprio galinheiro às raposas?
Não existe, para eles, presente de natal melhor do que a crise.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Semana decisiva para o Mercado Financeiro


Aumentam as expectativas esta semana, em função dos planos de emergência traçados pelos países do G7 e G20 em Nova York, e pelos países da Comunidade Européia.
Ao contrário das reuniões do G7 e G20, que ficaram mais no nível de protocolo de intenções, os líderes dos países europeus, em decisão conjunta e inédita, optaram por uma intervenção direta no mercado financeiro, garantindo o aporte de recursos para que nenhum banco sucumba a crise internacional.
Na prática, países como Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Portugal e Espanha, por exemplo, passam a poder injetar diretamente recursos no sistema financeiro, via aquisição de ações dos bancos que se tornarem tomadores destes empréstimos, uma medida até então vedada aos países do bloco europeu. A mais forte e direta intervenção de governos na economia desde o final da segunda guerra.
O montante da ajuda : Mais de 1 trilhão de euros.
Caminho que deverá ser igualmente trilhado por governos de países asiáticos, fortemente atingidos pelo turbilhão e pelo caos financeiro mundial.
Em alguns casos, como os preços das ações dos bancos europeus despencaram nas últimas semanas, será possível considerar que este aporte de recursos torne os governos centrais os principais acionistas de seus grandes bancos, num processo similar ao de uma estatização, motivada pela pulverização de seus ativos e da grande falta de confiança de clientes e investidores.
A forte intervenção dos governos nos bancos, é uma cartada definitiva para tranquilizar a economia global, mesmo cientes de que o que passa a estar em jogo - junto com a normalidade, é a sua própria capacidade de atuar em conjunto e superar a grande crise.
A semana será de grandes expectativas.

Festas de Nossa Senhora...


No sudeste, de N. Senhora Aparecida - que neste domingo levou centenas de milhares de romeiros e fiéis a lotar a Igreja Matriz em Aparecida do Norte, SP.
Já em Belém, tem início o Círio de Nazareth que homenageia N. Senhora, festa de religiosidade que é marcada pela presença estimada de milhões de seguidores durante as próximas semanas na capital do Pará.
Aqui em Fortaleza - CE, a semana começa com os festejos em homenagem a N. Senhora de Fátima, marcados pela procissão que sai da igreja no bairro de mesmo nome (Fátima).
Festas de Nossa Senhora, a boa mãe.
Alegria de todos nós, seus filhos.
Viva Nossa Senhora, Viva Maria!

Seleção Brasileira vence a Venezuela


E salva mais uma vez o pescoço do técnico Dunga.
Numa vitória onde os destaques foram Robinho e Kaká, o Brasil reconfirmou o histórico de favoritismo sobre o adversário - depois de uma impensável vitória da Venezuela no amistoso de meio de ano.
A seleção não foi perfeita, mas convenceu mais do que em jogos anteriores - e avançou na tabela de classificação : Está em segundo lugar no grupo.
De qualquer maneira é sempre preocupante um time que apresenta muitos altos e baixos, e parece que resiste um pouco a assimilar um estilo de jogo com a característica brasileira que faz a felicidade da torcida.
Sabemos que o futebol de hoje não é o de 70 - muito menos a CBF ou a FIFA, onde os interesses que dominam tem mais a ver com vitrine, licenciamento e direitos de imagem do que com futebol-arte.
O técnico Dunga - que todos concordam nunca foi um jogador espetacular, mas regular - foi escolhido e aceitou o desafio de comandar uma equipe de estrelas, de jogadores cada vez mais distantes do gingado que desafia o equilíbrio dos adversários em campo - e balança as redes no final.
Com raríssimas exceções, a ida cada vez mais precoce de talentos para times no estrangeiro - principalmente Europa, tem matado um pouco a fonte de criatividade única que se consegue por aqui, o estilo genuínamente brasileiro - do drible desconcertante e das jogadas que surpreendem os esquemas muito repetitivos de treinamento dos grandes clubes europeus.
Mas não custa apostar em dias melhores.

Vai entender o FLAMENGO...

Maracanã lotado (recorde de público mais uma vez), ímpeto rubro-negro tomando conta do Rio...mas vai lá entender o Flamengo : Num dia pra lá de favorável, jogando em casa, com uma torcida cheia de disposição no Maracanã, eis que o time não consegue fazer nada direito.
Resultado : Atlético-Galo Mineiro vence por 3 a 0 (você não está vendo errado não, Galo Mineiro batendo o Urubu Carioca por três a zero!)
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.
Mas que dói, ah isso dói.