

Imagem: Veja-Editora Abril Nos momentos de crise aguda é que fica mais claro, tanto para os consumidores comuns quanto para as empresas: A grande maioria dos bancos brasileiros é de índole especuladora, agiota e apátrida.
Especuladora, porque atiçou o setor empresarial a acreditar numa situação de normalidade, através da concessão de empréstimos para capital de giro e financiamentos para ampliação da produção, lastreados em contratos aparentemente positivos, de juros reduzidos, mas apostando de forma perversa na garantia de imobilidade cambial dos contratos de câmbio no mercado futuro.
As empresas, ao acreditarem que estavam fazendo um bom negócio, e motivadas pela aparente situação de inércia na paridade dólar-real, acabaram por compôr os seus caixas com operações que, instalada a crise, representaram um verdadeiro desastre.
Tanto nas suas operações de mercado real, como também para seus balanços, este sim, considerado o desastre maior.
Uma vez que a crise rebate as tentativas de acerto impostas pela ação conjunta de governos considerados fortes - a exceção dos EUA, mas mesmo ele com um plano que injeta quase 1 trilhão de dólares para a salvatagem do mercado, existe uma grande pressão sobre o valor das ações de grupos sólidos, que acabam por despencar nas bolsas e reduzir o seu patrimônio consolidado.
Agiota, porque uma vez instalada a crise nos mercados, de maneira oportunista e insensível, os bancos brasileiros - que estão em situação excepcional em relação aos seus congêneres americanos e europeus não por conta de maior zelo da autoridade monetária brasileira e do Banco Central, mas por força do aparente estado de "faço-o-que-quero-e-não-sou-importunado", já que num país de inflação anual de um dígito e taxa nominal de juros de menos de 14%, conseguem extorquir de clientes em suas operações de crédito juros que ultrapassam 400% ao ano e impôem taxas de operações e de manutenção que estão entre as maiores do mundo. Taxas que pagam, com folga, quase duas folhas de salário bruto por mês de seus funcionários.
Apátridas, finalmente - mas não por último, porque quando o governo toma a decisão de reduzir o compulsório (dinheiro de cada depósito ou operação realizada, que fica retido no Banco Central) e retorna aos seus caixas um volume considerável de recursos adicionais, para que sejam facilitados o crédito ao consumidor e as empresas, sem que exista a necessidade de um aumento de juros na ponta, e não se reduza o fluxo de consumo e de produção internas em meio a crise internacional, o que fazem os bancos?
Não apenas aumentam os juros reais das operações já existentes, como lançam mão destes recursos para, ao invés de financiar o crédito e a produção, capitalizar a compra de títulos públicos e, assim, tornarem-se ainda mais credores do próprio governo.
Sem que, na prática, precisem lançar mão de recursos próprios, previamente alocados em outras operações.
Até quando vão se entregar os ovos, as galinhas e o próprio galinheiro às raposas?
Não existe, para eles, presente de natal melhor do que a crise.
Especuladora, porque atiçou o setor empresarial a acreditar numa situação de normalidade, através da concessão de empréstimos para capital de giro e financiamentos para ampliação da produção, lastreados em contratos aparentemente positivos, de juros reduzidos, mas apostando de forma perversa na garantia de imobilidade cambial dos contratos de câmbio no mercado futuro.
As empresas, ao acreditarem que estavam fazendo um bom negócio, e motivadas pela aparente situação de inércia na paridade dólar-real, acabaram por compôr os seus caixas com operações que, instalada a crise, representaram um verdadeiro desastre.
Tanto nas suas operações de mercado real, como também para seus balanços, este sim, considerado o desastre maior.
Uma vez que a crise rebate as tentativas de acerto impostas pela ação conjunta de governos considerados fortes - a exceção dos EUA, mas mesmo ele com um plano que injeta quase 1 trilhão de dólares para a salvatagem do mercado, existe uma grande pressão sobre o valor das ações de grupos sólidos, que acabam por despencar nas bolsas e reduzir o seu patrimônio consolidado.
Agiota, porque uma vez instalada a crise nos mercados, de maneira oportunista e insensível, os bancos brasileiros - que estão em situação excepcional em relação aos seus congêneres americanos e europeus não por conta de maior zelo da autoridade monetária brasileira e do Banco Central, mas por força do aparente estado de "faço-o-que-quero-e-não-sou-importunado", já que num país de inflação anual de um dígito e taxa nominal de juros de menos de 14%, conseguem extorquir de clientes em suas operações de crédito juros que ultrapassam 400% ao ano e impôem taxas de operações e de manutenção que estão entre as maiores do mundo. Taxas que pagam, com folga, quase duas folhas de salário bruto por mês de seus funcionários.
Apátridas, finalmente - mas não por último, porque quando o governo toma a decisão de reduzir o compulsório (dinheiro de cada depósito ou operação realizada, que fica retido no Banco Central) e retorna aos seus caixas um volume considerável de recursos adicionais, para que sejam facilitados o crédito ao consumidor e as empresas, sem que exista a necessidade de um aumento de juros na ponta, e não se reduza o fluxo de consumo e de produção internas em meio a crise internacional, o que fazem os bancos?
Não apenas aumentam os juros reais das operações já existentes, como lançam mão destes recursos para, ao invés de financiar o crédito e a produção, capitalizar a compra de títulos públicos e, assim, tornarem-se ainda mais credores do próprio governo.
Sem que, na prática, precisem lançar mão de recursos próprios, previamente alocados em outras operações.
Até quando vão se entregar os ovos, as galinhas e o próprio galinheiro às raposas?
Não existe, para eles, presente de natal melhor do que a crise.



