segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Semana decisiva para o Mercado Financeiro


Aumentam as expectativas esta semana, em função dos planos de emergência traçados pelos países do G7 e G20 em Nova York, e pelos países da Comunidade Européia.
Ao contrário das reuniões do G7 e G20, que ficaram mais no nível de protocolo de intenções, os líderes dos países europeus, em decisão conjunta e inédita, optaram por uma intervenção direta no mercado financeiro, garantindo o aporte de recursos para que nenhum banco sucumba a crise internacional.
Na prática, países como Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Portugal e Espanha, por exemplo, passam a poder injetar diretamente recursos no sistema financeiro, via aquisição de ações dos bancos que se tornarem tomadores destes empréstimos, uma medida até então vedada aos países do bloco europeu. A mais forte e direta intervenção de governos na economia desde o final da segunda guerra.
O montante da ajuda : Mais de 1 trilhão de euros.
Caminho que deverá ser igualmente trilhado por governos de países asiáticos, fortemente atingidos pelo turbilhão e pelo caos financeiro mundial.
Em alguns casos, como os preços das ações dos bancos europeus despencaram nas últimas semanas, será possível considerar que este aporte de recursos torne os governos centrais os principais acionistas de seus grandes bancos, num processo similar ao de uma estatização, motivada pela pulverização de seus ativos e da grande falta de confiança de clientes e investidores.
A forte intervenção dos governos nos bancos, é uma cartada definitiva para tranquilizar a economia global, mesmo cientes de que o que passa a estar em jogo - junto com a normalidade, é a sua própria capacidade de atuar em conjunto e superar a grande crise.
A semana será de grandes expectativas.

Nenhum comentário: