quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Crise na economia: Epicentro americano, amplitude global
A crise é grave, não apenas nos EUA - mas principalmente por lá.
O epicentro da onda de turbulâncias sofridas nos mercados financeiros, que teve como ponto de partida a questão de falta de controle sobre os ativos financeiros considerados de alto risco pelos bancos americanos - em especial os de investimentos, acabou por contaminar até as economias que andaram fazendo o dever de casa direitinho.
Europa e Ásia sofrem com os efeitos em cascata, principalmente tomados pelo pânico daqueles que não conseguem enxergar um final nesta crise, e a cada dia surgem rumores que acabam por pressionar a tomada de decisão de seus bancos centrais, principalmente através da injeção de dólares, da facilitação de fusões e da ampliação da garantia de depósitos para correntistas comuns.
O Brasil e outros países considerados emergentes vêm despencar os preços das commodities - principais ítens de exportação na sua balança comercial, provocado pelo freio no consumo que está em curso nos EUA e Europa.
Nos EUA o número de pedidos de seguro desemprego é o maior da sua história recente.
Só um país europeu - a Islândia, teve comprometidos pelos seus bancos mais do que o valor de todo o seu PIB, e está sendo socorrida através de empréstimos da União Européia e Rússia.
Empresas reais e sólidas, viram reduzir o seu valor de mercado em até 30% durante apenas uma semana.
Mesmo que os especialistas - e o próprio governo, estejam relutantes em assumir que o perigo é real e imediato por aqui, a decisão de antecipar férias coletivas por montadoras e a divulgação na redução no índice de crescimento industrial anunciado esta semana são fortes indicadores de que um quadro nada favorável para 2009 está se colocando no horizonte.
Os reflexos e as decisões vão depender, é claro, de como reagirão as economias em crise e de se vão ser estancadas as graves perdas - na casa dos trilhões de dólares - durante os próximos meses.
E de como se administrará a crise de confiança, que é geral.
Este sim, o fator determinante para colocar as casas novamente em ordem.
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Obama e McCain: Debate e troca de acusações
O segundo debate com os candidatos a presidência americana - os senadores democrata Barack Obama e o republicano John McCain, ainda que um pouco menos rígido do que o primeiro, mostrou-se sem surpresas: Como o senador McCain está sendo engolido pela assombrosa crise financeira que explodiu ao final do mandato de George Bush, e por se encontrar atrás nas pesquisas de intenção de voto, não lhe restou alternativa a não ser partir para o ataque.
O problema é que, mesmo lançando mão do recurso de jamais mencionar o presidente Bush, fica cada vez mais difícil afastar a sua incômoda presença, pois Bush já é considerado o pior presidente americano de todos os tempos - tomando como referência o índice de popularidade de menos de 30% alcançado no final de seu mandato.
De qualquer forma, a administração da maior economia do mundo vai exigir dos postulantes nesta eleição, muito mais do que passar uma imagem vitoriosa, a menos de um mês para a chamada das urnas.
O problema é que, mesmo lançando mão do recurso de jamais mencionar o presidente Bush, fica cada vez mais difícil afastar a sua incômoda presença, pois Bush já é considerado o pior presidente americano de todos os tempos - tomando como referência o índice de popularidade de menos de 30% alcançado no final de seu mandato.
De qualquer forma, a administração da maior economia do mundo vai exigir dos postulantes nesta eleição, muito mais do que passar uma imagem vitoriosa, a menos de um mês para a chamada das urnas.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Pânico continua nos mercados internacionais
Nem bem a semana começava, e as bolsas da Ásia já davam mostras de que a segunda-feira seria de muita agitação e incerteza.
Estava correto.
O mercado financeiro, independente do pacote de ajuda recém-aprovado pelo governo americano, que vai injetar US$ 850 bilhões na economia para segurar a quebradeira por lá - e os reflexos que se alastram por todo o mundo, parece que simplesmente ignorou o alívio momentâneo.
Foi uma segunda-feira onde o pânico mais uma vez mostrou o quanto são débeis as salvaguardas existentes para a proteção de ativos financeiros.
A BOVESPA, por exemplo, teve uma das maiores quedas de todos os tempos, onde nem o mecanismo do "circuit breaker" - que paralizou as operações quando as quedas ultrapassaram 10% e depois 15%, e operou um dos piores resultados de sua história.
Na Europa e Ásia, as quedas oscilaram entre 4 e 6%, sendo que na Rússia - mais uma vez, as operações foram suspensas quando atingiu os 15% negativos.
O que estará acontecendo - de verdade - com os mercados?
Autoridades brasileiras, pressionadas e assustadas com o desempenho catastrófico das bolsas e a alta do dólar - que chegou a fechar acima de R$ 2,20 no dia, entre os quais o presidente do BC, Henrique Meireles e o ministro da fazenda, Guido Mantega, reuniram a imprensa para realizar um pronunciamento conjunto, ao tempo em que anunciavam a disposição de colocar em prática - imediatamente - medidas de salvaguarda para a concessão de recursos financeiros no sistema, incluindo-se bancos e empresas exportadoras.
Depois de nublar o entendimento do próprio presidente Lula sobre os efeitos da crise - que fez com que em diferentes ocasiões ele se comportasse de maneira quase autista em relação ao pandemônio global, talvez seja o tempo de falar mais claro.
- Quais os riscos correntes de nossas reservas atuais?
- Como fica a balança com a alta expressiva do dólar, a diminuição dos mercados compradores para nossas commodities (matérias primas) e a baixa de investimentos internacionais?
- Qual a blindagem real do nosso sistema financeiro, quando se compara a liquidez dos ativos de nossos bancos comerciais em relação aos americanos e europeus?
- Qual será o plano B se a crise não arrefecer em curto prazo?
Perguntas que mereciam ser respondidas.
Informações que deveriam ser passadas didáticamente - se necessário, ao presidente.
Até por respeito.
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Eleição Municipal é uma festa (II)
Mas deve estar deixando de cabelo em pé muito diretor de instituto de pesquisa.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a ida de Fernando Gabeira para o segundo turno aproximou mais da realidade as previsões do Datafolha do que do Ibope.
Em S.Paulo, a ultrapassagem de Kassab sobre Marta Suplicy.
Em Belo Horizonte, o meteoro-Quintão praticamente empata em intenções de voto com o candidato da dobradinha Aécio-Pimentel, até então pule de dez e franco favorito a conquistar o pleito no primeiro turno.
Nas capitais, mostrou-se que a reeleição é praticamente um instituto à parte: Dos 20 prefeitos que se candidataram, foram 13 os que já conquistaram o direito de governar novamente à partir de janeiro de 2009. Outros estão lançados no embate do segundo turno.
É certo que, com as mexidas nas câmaras municipais, muda a correlação de forças políticas, e altera-se o quadro do primeiro mandato.
Democracia é isso aí.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a ida de Fernando Gabeira para o segundo turno aproximou mais da realidade as previsões do Datafolha do que do Ibope.
Em S.Paulo, a ultrapassagem de Kassab sobre Marta Suplicy.
Em Belo Horizonte, o meteoro-Quintão praticamente empata em intenções de voto com o candidato da dobradinha Aécio-Pimentel, até então pule de dez e franco favorito a conquistar o pleito no primeiro turno.
Nas capitais, mostrou-se que a reeleição é praticamente um instituto à parte: Dos 20 prefeitos que se candidataram, foram 13 os que já conquistaram o direito de governar novamente à partir de janeiro de 2009. Outros estão lançados no embate do segundo turno.
É certo que, com as mexidas nas câmaras municipais, muda a correlação de forças políticas, e altera-se o quadro do primeiro mandato.
Democracia é isso aí.
Eleições são uma festa (I)
Pelo menos é o que nos transmitem as imagens das emissoras de TV, durante este domingo cívico no Brasil.
Se é certo que pode-se dizer que eleição "é a festa da democracia", ficou claro que as surpresas de percurso podem ser atribuídas ao elemento - imponderável - que é a possibilidade do eleitor decidir até o último minuto por uma mudança, se assim lhe aprouver.
Ao que parece - em maior ou menor grau, dependendo do município e da região, as urnas despontam com uma renovação dos legislativos municipais como há muito não se via.
Campeões de voto à parte - e eles existem mesmo, por força do trabalho ou da identificação com um público específico que os apóia, via de regra as tentativas de aproveitadores e oportunistas eleitorais , alguns mais outros menos "estrelados" foram percebidas pelos eleitores, e parece que tiveram brecadas as suas pretensões pseudo-políticas.
Nas urnas.
Eleição é isso.
Se é certo que pode-se dizer que eleição "é a festa da democracia", ficou claro que as surpresas de percurso podem ser atribuídas ao elemento - imponderável - que é a possibilidade do eleitor decidir até o último minuto por uma mudança, se assim lhe aprouver.
Ao que parece - em maior ou menor grau, dependendo do município e da região, as urnas despontam com uma renovação dos legislativos municipais como há muito não se via.
Campeões de voto à parte - e eles existem mesmo, por força do trabalho ou da identificação com um público específico que os apóia, via de regra as tentativas de aproveitadores e oportunistas eleitorais , alguns mais outros menos "estrelados" foram percebidas pelos eleitores, e parece que tiveram brecadas as suas pretensões pseudo-políticas.
Nas urnas.
Eleição é isso.
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