segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Pânico continua nos mercados internacionais
Nem bem a semana começava, e as bolsas da Ásia já davam mostras de que a segunda-feira seria de muita agitação e incerteza.
Estava correto.
O mercado financeiro, independente do pacote de ajuda recém-aprovado pelo governo americano, que vai injetar US$ 850 bilhões na economia para segurar a quebradeira por lá - e os reflexos que se alastram por todo o mundo, parece que simplesmente ignorou o alívio momentâneo.
Foi uma segunda-feira onde o pânico mais uma vez mostrou o quanto são débeis as salvaguardas existentes para a proteção de ativos financeiros.
A BOVESPA, por exemplo, teve uma das maiores quedas de todos os tempos, onde nem o mecanismo do "circuit breaker" - que paralizou as operações quando as quedas ultrapassaram 10% e depois 15%, e operou um dos piores resultados de sua história.
Na Europa e Ásia, as quedas oscilaram entre 4 e 6%, sendo que na Rússia - mais uma vez, as operações foram suspensas quando atingiu os 15% negativos.
O que estará acontecendo - de verdade - com os mercados?
Autoridades brasileiras, pressionadas e assustadas com o desempenho catastrófico das bolsas e a alta do dólar - que chegou a fechar acima de R$ 2,20 no dia, entre os quais o presidente do BC, Henrique Meireles e o ministro da fazenda, Guido Mantega, reuniram a imprensa para realizar um pronunciamento conjunto, ao tempo em que anunciavam a disposição de colocar em prática - imediatamente - medidas de salvaguarda para a concessão de recursos financeiros no sistema, incluindo-se bancos e empresas exportadoras.
Depois de nublar o entendimento do próprio presidente Lula sobre os efeitos da crise - que fez com que em diferentes ocasiões ele se comportasse de maneira quase autista em relação ao pandemônio global, talvez seja o tempo de falar mais claro.
- Quais os riscos correntes de nossas reservas atuais?
- Como fica a balança com a alta expressiva do dólar, a diminuição dos mercados compradores para nossas commodities (matérias primas) e a baixa de investimentos internacionais?
- Qual a blindagem real do nosso sistema financeiro, quando se compara a liquidez dos ativos de nossos bancos comerciais em relação aos americanos e europeus?
- Qual será o plano B se a crise não arrefecer em curto prazo?
Perguntas que mereciam ser respondidas.
Informações que deveriam ser passadas didáticamente - se necessário, ao presidente.
Até por respeito.
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