quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dólar em baixa ?


É claro...que NÃO.
A cotação do dólar americano (hoje na casa dos R$ 1,70) está onde deveria estar, respeitando-se os marcadores internacionais da economia - reforçados à partir da crise mundial sofrida pelos mercados globais.
Isso, mais a retomada que o mundo vive - em particular o Brasil, e com os ajustes que se viram obrigados a fazer tanto os governos, quanto o mundo corporativo e financeiro.
É a cotação-base para a reflexão (não custa tentar): Já não está na hora de que um destes marcadores seja uma cesta de moedas - e não uma, em particular ?
No pós-reunião do G20, esta foi uma idéia que, se não prosperou, pelo menos não foi completamente descartada.
Por diferentes participantes.
Nova Economia, por que não ?

Luta pela VALE não interessa ao Brasil


foto: g1.globo.com
O primeiro round da briga, foram as demissões coletivas no período da crise mundial.
O segundo - aparentemente, aconteceu com a decisão de não restringir a compra de navios aos estaleiros nacionais.
Sendo uma empresa privada, ainda que tendo entre seus acionistas Fundos de Pensão como o PREVI e o próprio BNDES, a VALE tem que considerar o que lhe for mais conveniente para sustentar o ritmo de crescimento que a colocou como a segunda empresa mais importante do Brasil, atrás apenas da Petrobras.
Da época da privatização até hoje, cresceu em número de funcionários quase seis vezes. Hoje são mais de 60 mil empregados diretos.
E multiplicou o seu valor de mercado por quinze. Passou da casa dos US$ 100 bilhões.
É de se esperar que tal desempenho, conseguido no mundo corporativo nem sempre ao sabor de decisões simpáticas - como foi o estopim para o início da situação de contenda, despertasse o interesse de muitos sobre a empresa.
Especialmente, daqueles que ambicionam contar com o tamanho de seu cacife para o jogo político.
Péssimo sinal.
É legítimo opinar, sem interferir diretamente na empresa.
É legítimo que o governo realize o acompanhamento que quiser da empresa - facilitado até por conta dos instrumentos normativos que regulam as corporações como a VALE nos dias atuais, tanto internos como internacionais.
Se bem que, os recursos administrados por Fundos de Pensão como o PREVI, por exemplo, não sejam propriedade do governo, e sim dos trabalhadores aos quais se encontrem diretamente ligados. Para a garantia de seus direitos trabalhistas e aposentadorias, entre outras coisas.
Dizem os sábios que "o conflito no topo é um jogo mortal".
Com a perda de pessoas, cá e acolá neste ambiente, até podemos lidar.
O que não se pode ameaçar perder são as conquistas da VALE até aqui.
Que não são propriedade privada do Planalto, de administradores ou dos especuladores de plantão (existentes no governo e na iniciativa privada).
Com toda certeza.

Imposto de Renda e a Tunga Oficial


Parece brincadeira de gente grande.
Mas não é.
A noção que os contribuintes (leia-se pagadores de impostos) no Brasil tem bem clara, é a de que o espaçamento entre o ato de declarar rendimentos e a consequente devolução do que lhe foi tomado "a mais" pelo governo já esta mais do que longo.
Agora, veio a tona a declaração do próprio Ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo pretenderia "adiar" a devolução do que foi tomado a mais - sem maiores delongas.
Afinal, ao que pode ser mesmo atribuído o suce$$o da política econômica, quando o próprio governo admite a pretensão leonina de fazer caixa - e retroalimentar positivamente o resultado das contas públicas, reduzindo o seu déficit através do artifício de contabilizar recursos que - data vênia, sr. ministro - não pertecem ao caixa governo, e sim aos seus contribuintes?
Esta "apropriação indébita e preventiva" da Receita Federal, cuja praxe pode ser considerada legal do ponto de vista jurídico, é um atentado a moral cidadã, num jogo em que um dos jogadores (o governo) pode TUDO, e o outro (o contribuinte) não pode absolutamente NADA.
O que está em jogo?
A visão de estabilidade econômica, o atingimento das metas de superávit primário, e o caixa aparententemente disponível, para continuar a contar histórias de PAC - por exemplo.
Tudo isto, sustentado na velha cartilha de que atingimos a maioridade finaanceira, enfrentamos melhor do que todos os outros (países) a crise mundial, e que temos marcadores positivos no horizonte de sobra para defender qualquer desatino que ainda seja possível - como a tentatica de ressucitar a CPMF (agora sob nova direção).
Não existe nada errado em pagar impostos.
Ou em cobrá-los.
O que não está correto é conjugar o maior percentual de impostos e carga tributária sobre o PIB que já existiu na história brasileira, com a retenção de recursos que não deveriam sequer ter sido cobrados do cidadão (ou não teriam que ser devolvidos).
E não querer, ao menos, dar satisfação as cobranças que são feitas sobre a situação.
Se o dinheiro é cobrado a mais do cidadão, que seja devolvido.
Ou, que se reduzam as alíquotas de incidência sobre a renda ordinária (mas de forma séria, não como a proposta recente), por exemplo, não considerando como renda - quem sabe, a parcela do salário do trabalhador que arca com os custos de tudo que deveria ser da responsabilidade conjunta do governo e está assegurado constitucionalmente, tais como educação, saúde e segurança.
Enquanto isso não acontece, qualquer outra definição para segurar a devolução do que foi pago a mais no IR não tem outra justificativa.
Ou classificação.
É tunga, mesmo.

A furada do ENEM 2009


imagem: enem2009.org
Quando tudo parece que soa estranho na área de contratação pública, que não restem dúvidas: Problemas a vista!
Foi o que se viu com a história do ENEM 2009, em que situações - no mínimo suspeitas ou incomuns, deveriam ter mostrado aos responsáveis no INEP e MEC , as falhas no processo em que são os principais atores.
Primeiro com a rapidez - quase toque de caixa - do processo de escolha da instituição organizadora, que permitiu a participação de estruturas de competência discutível para o porte do objeto. Depois, teve a desistência das experientes Fundação Cesgranrio e do CESPE-UNB.
Motivo alegado: Falta de tempo para assegurar o controle e a realização segura de todas as etapas do certame.
Se os sinais não foram suficientes, restavam ainda a ausência da participação de inspetores oficiais nas etapas de confecção, impressão e distribuição das provas - em nível nacional, e que acabaram excluindo a presença - sempre colaborativa e experiente da PF-Polícia Federal, a exemplo do que ocorre em outros concursos nacionais de importância.
Deu no que deu.
Saldo de desculpas ali e acolá, troca do consórcio escolhido, reimpressão das provas (a um custo estimado de R$ 32 milhões), explicações do Ministro da Educação e da Justiça.
E 4,5 milhões de estudantes tendo que lidar com mudanças de calendário e cancelamento do uso das notas para efeitos de ingresso em excelentes universidades públicas e privadas, entre as quais a USP e a UFF no Rio de Janeiro.
Que a burrocracia de plantão no MEC e no INEP - que em grande parte passa longe da experiência em salas de aula, tenha aprendido a lição.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Adeus a Mercedes Sosa


O dia amanheceu triste em todo o mundo, com a notícia de que partiu no trem para as estrelas a inigualável Mercedes Sosa.
A grande cantora - nascida no interior da Argentina, mas patrimônio da música latina e mundial, em muitas ocasiões da vida contemporânea se confundiu com um brado - forte, pela liberdade.
Forçada ao exílio pelo regime militar na Argentina, teve sua figura imponente e voz majestosa ampliada pelo vigor de sua luta e pelas causas que abraçou.
Por várias vezes visitou o Brasil, quando outros grandes cantantes como Milton Nascimento e Fagner tiveram a oportunidade de repartir palco e carinho.
A música de Mercedes Sosa é o retrato vivo de toda a América Latina.
"Gracias a la vida, por ti - que nos ha dado tanto"
Vale a pena ouvir sua linda interpretação aqui no link :

David Letterman: Confissão e Lição


foto: www.orbitcast.com


O último final de semana foi inusitado para os telespectadores americanos: o mundialmente famoso comentarista e apresentador David Letterman, ao iniciar o seu badalado talkshow, realizou ao mesmo tempo a proeza de uma confissão e de uma lição.
Confessou publicamente, para uma audiência estimada em milhões de espectadores - só nos EUA, que manteve casos amorosos com diferentes mulheres, integrantes de sua equipe de produção nos últimos anos.
Letterman, que é casado e tem um filho de apenas 6 anos, disse ao vivo, que tomava aquela atitude para evitar a chantagem de um produtor da Rede de TV a que pertence, que tentava extorquir R$ 2 milhões em troca de silenciar sobre a sua - digamos, nada convencional vida amorosa.
O produtor acabou preso pela tentativa de chantagem em NYC.
Letterman não negociou com a verdade.
Se não serve como exemplo - mesmo - o seu comportamento pessoal, fica a lição de não ceder a chantagem .
Em tempo: A audiência de seus programas recentes - como o que entrevistou Barack Obama e Madonna, bateu todos os concorrentes.
Prova de que a verdade pode até doer.
Mas provoca menos danos que uma mentira.

Projeto Educar: Talentos na Maré



Quase sempre sofrendo com os reflexos da situação de conflito exarcebada pela mídia sobre seu entorno, e menos conhecida por sua grande vocação para o desenvolvimento de crianças e jovens, e por influir positivamente na vida de milhares de famílias das diferentes comunidades que a cercam, a VOM / Vila Olimpica da Maré (http://www.vilaolimpicadamare.org.br/), espaço criado pela Prefeitura do Rio a mais de uma década, pode ocupar - finalmente - o espaço de destaque a que tem direito legítimo na cidade, escolhida na última sexta-feira para sediar os Jogos Olímpicos, em 2016.
Num convênio aprovado pela PETROBRAS (http://www.petrobras.com.br/), através da Coordenação de Responsabilidade Social do CENPES na Cidade Universitária - Ilha do Fundão, a VOM é o ponto de partida para a implementação do Projeto Educar, que tem como uma das propostas o desenvolvimento integral das crianças, adolescentes e jovens que habitam o Complexo da Maré, integrando de maneira assistida pedagógicamente, a visão das Inteligências Múltiplas às atividades realizadas - mas também como reforço a Educação formal recebida nas Escolas Públicas da região da Maré.
Fruto de uma equipe profissional bastante competente, sob a batuta de seu líder Amaro Domingues, o trabalho realizado pela Vila Olímpica da Maré - não de hoje, apresenta resultados surpreendentes, e transcende a idéia original de sua própria criação, integrando na dimensão do esporte, a prática de atividades educativas e culturais, além de trabalhar o fortalecimento da estrutura familiar e comunitária.
Resultados expressivos obtidos na área esportiva - como é a expectativa normal de uma proposta de Vila Olímpica Comunitária, com a descoberta de campeões estaduais, brasileiros e até sulamericanos em diferentes modalidades, somam-se a alta performance de crianças e jovens na música, dança, artes plásticas, numa série de oficinas - que agora contarão com o investimento e acompanhamento proposto pelo Projeto Educar.
De braços abertos, a Vila Olímpica da Maré convida a todos os interessados em visitar - e apoiar o trabalho realizado.
Em tempos olímpicos, é visita obrigatória.
E satisfação garantida.

A Gestão Verde do PV






É com muita tranquilidade que os temas da Ecologia, Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável vem ganhando forças, nestes tempos de Aquecimento Global - mas também de esforços concentrados na mitigação da pobreza e melhoria na qualidade de vida das pessoas.

Em que pese o cenário político conturbado de nossa história atual e recente, existe uma grande necessidade de associar políticas públicas mais claras em relação a temas como desmatamento, gestão de recursos hídricos, uso de energias alternativas - entre outros, ao desenvolvimento de modelos de referência para balizar a atuação de governos locais e nacionais.

Alinhado desde a sua fundação a essas questões, o PV - Partido Verde (http://www.pv.org.br/) saiu na frente mais uma vez, não apenas rejuvenescendo o seu ideário e agregando nomes de peso nacional - caso da Senadora Marina Silva, expoente na questão do desenvolvimento socioambiental, mas também organizando um novo formato de comunicação que procura catalisar estas questões fundamentais da sustentabilidade, arregimentar colaboradores e apresentar de maneira clara a sociedade, sob a forma de propostas participativas e objetivas, com a marca de Gestão Verde.

No Rio de Janeiro, o advogado e professor universitário André Esteves realizou a apresentação desta nova fase e da proposta a um grupo de convidados especiais no Espaço Zozô da Urca, ocasião que contou com as presenças conhecidas de lideranças do PV, como Alfredo Sirkis e da própria Marina Silva - através de videoprojeção, de empresários, artistas, profissionais liberais e seus familiares.


Zelaya pode não ser um democrata...


...mas também não deve ser classificado como ditador.
Até porque - é inconteste - o fato de que chegou a presidência de Honduras de maneira legítima, eleito por seus habitantes.
O fato curioso na história dos acontecimentos, que culminaram alguns dias atrás com seu retorno (escondido) ao país e a situação de albergado na Embaixada Brasileira em Tegucigalpa, está no virús que parece se alastrar pelas democracias na AL: A tentativa de governantes legítimos, de manter-se no poder atuando plebiscitariamente.
Sempre existiu uma grande pretensão popular pulsando na veia democrática do continente, até por conta dos períodos de chumbo vividos no passado - inclusive no Brasil.
O que poderia servir como pano de fundo ao exercício das garantias e direitos constitucionais, acabou perdido num grande"caldo democrático", onde - lugar comum - a democracia vem sofrendo ataques de um quase homônimo "democratismo", que retira a sua essência mais nobre e acaba por servir de instrumento a mudanças constitucionais que visam garantir apenas e possibilidade de reeditar governos.
E seus governantes.
Foi caso na história recente, do Brasil - com o instituto da reeleição, mas também da Venezuela de Hugo Chavez, da Bolívia de Evo Morales, do Equador de Rafael Correa, e de uma série de possíveis outros - ainda em curso e buscando seu manifesto legal.
A poucos meses de deixar o poder - como manda a constituição de seu país, Manuel Zelaya apelou aos exemplos "hermanos" e iniciou o processo de mudança da constituição, que passaria a garantir a sua possibilidade de reeleição.
Deu no que deu.
O caso de Honduras - e de Manuel Zelaya é emblemático, porque - apesar da cara de golpe tradicional, com a expulsão do presidente de pijamas, a assunção de um governo interino, etc., jogou sobre si as luzes da comunidade internacional, e revelou - tal qual na pantomina oriental, um jogo de sombras que, antes tênues, agora sobem ao palco, e compartilham o lugar com o ator principal.
Cientistas e estudiosos da política no continente já alertavam para os problemas do curso da democracia no continente, e de seus efeitos mais imediatos.
Bom será prestar mais atenção no que andaram dizendo.
Jogo jogado.
A quem você confiaria as cartas...

Sobre Toffoli, STF, Senado e outras coisas


Parece até que foi ontem.
E histórias que se repetem assim, são mais difíceis de esquecer.
Sobe a Cortina: Indicação do Presidente Lula para Ministro do STF - Supremo Tribunal Federal.
No palco, o indicado: José Antonio Dias Toffoli, advogado, 41 anos. Segundo consta - e divulgado na mídia, reprovado duas vezes em concursos anteriores para a magistratura.
Experiência: Advocacia para partido político e ocupação recente do cargo (também indicado pelo Presidente) de Advogado Geral da União.
Muita grita da oposição (!) por suas ligações partidárias, sua pouquíssima notoriedade no campo das leis, juventude.
Conjecturas e vislumbre coletivo das dificuldades para aprovação da nomeação no Plenário do Senado Federal.
Placar da Votação: 58 votos A FAVOR.
Cortina desce rápido.

Retorno do Momento Sabático



É com grande alegria - e de compromisso renovado, que este humilde articulista está de volta.

Ao RIO e a rotina do Blogando Sério!

Não estava apenas com saudades - muitas, mas ao sabor dos acontecimentos, pessoais e profissionais, já estava mais do que na hora.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Senado e os escândalos: até onde vai?


crédito da imagem: www.brasiliatur.com.br
Desde a época de sua criação até os dias de hoje, foram muitas legislaturas.
Também já foi conhecido como "casa dos grandes oradores da república".
Muita coisa - infelizmente - mudou.
E para pior.
Naufraga, frente a opinião pública e a sociedade, a visão saudosa das lutas que empreendeu, vitorioso.
Escândalos - em série e envolvendo figuras que lá permanecem, parecem contribuir para a agonia de um dos grandes símbolos de qualquer democracia.
Da eleição recente para a presidência da casa, onde se descortinaram arranjos que fariam corar ao mais ladino dos malandros, atravessando o noticiário - quase que diariamente - o que se vê parece pertencer a um mundo oposto ao que deveria: favorecimentos pessoais - e não do interesse público, corrupção, enriquecimento ilícito, servidão estranha ao executivo.
Para não mencionar o dilema - impensável - de uma representatividade ofuscada pela presença de "senadores sem voto", suplentes - que lá se encontram para legislar e decidir, sem que lhes tenha sido conferido um único aperto de "confirma".
Mesmo na Roma antiga, com seus registros históricos de que - nem sempre, na "Casa do Povo" a democracia seguiu por acertados passos, a sensação é a de que - no caso brasileiro, suas paredes acabam por dar guarida a pequenez, a mediocridade e ao desrespeito.
Com tristeza - mas com esperança, de uma renovação que ver-se-á forçada a ocorrer mais adiante, com o amadurecimento de quem elege, não se deve dar tudo como perdido.
Reage Senado!

sábado, 14 de março de 2009

Atentado em curso contra a caderneta de poupança


crédito da imagem: www.paulohenriqueamorim.com.br
Todos sabemos que a caderneta de poupança - em seus altos e baixos, desde a criação, sofre nas mãos dos governos que, diga-se de passagem, em nenhum momento a tornaram pródiga por conceder lucratividade ACIMA da inflação.
Do ponto de vista da economia, sempre foi tratada como aplicação "conservadora e ortodoxa", não representando atrativo para investidores profissionais.
Para os bancos - que geram verdadeiras fortunas com o spread (diferença entre o percentual do rendimento pago aos poupadores e o custo efetivo do dinheiro emprestado em outras situações), a caderneta sempre serviu como pano-de-fundo para captar recursos a juros baixos, emprestando-os com grande lucratividade.
De qualquer forma, mesmo com baixos rendimentos, a poupança sempre foi o refúgio de uma grande parcela dos brasileiros - em sua maioria da classe trabalhadora, que não possue condições de aspirar aplicações mais "ousadas e menos ortodoxas", como o mercado de ações, CDI, CDB ou letras de câmbio e moedas estrangeiras - por exemplo.
Ocorre que - com a chegada da crise e a redução da taxa selic (que regula os juros da economia), e a grande insegurança e volatilidade do mercado, a poupança ganha o viés de interessante - já que alguns fundos de renda fixa, descontada a taxa de administração praticada por seus gestores (bancos), já projetam rendimentos anuais inferiores ao da caderneta de poupança.
Naquele que pode ser considerado o grande atentado contra o consumidor - poupador, em favor dos grandes bancos e investidores, o Banco Central e o Ministério da Fazenda estudam a "toque-de-caixa", uma mudança no cálculo dos rendimentos da caderneta, para - PASMEM - fazer com que os sua já pequena correção (mais pífia ainda se comparada ao que renderam aplicações no período que antecede a crise, dos lucros bilionários do sistema financeiro) não seja maior do que as dos fundos de aplicação.
O argumento? Evitar - isso mesmo - evitar uma possível migração de investidores para a poupança, abandonando fundos menos lucrativos , e causando uma provável instabilidade na matriz econômica que rege o mercado.
Caso essa mudança ocorra, os bancos e grandes investidores - mais uma vez - terão uma injeção de lucratividade as custas da perda de milhões de pequenos poupadores da caderneta.
Grosseiramente, ensaia-se uma situação de "anti-robin hood" : A cobertura do lucro dos já mais favorecidos econômicamente, com o recurso tirado da população de pequenos poupadores.
Tomara que os poupadores se antecipem, e advogados já comecem a protocolar ações preventivas para proteger o pequeno patrimônio de trabalhadores de baixa renda, donas de casa e aposentados - em sua grande maioria.
Além de afirmar uma visão distorcida do panorama atual em outras economias - que buscam formas de estimular a confiança de pequenos clientes e poupadores, trata-se de distorcer com explicações de ordem macroeconômica.
Em prol dos mesmos - sempre - favorecidos.
Espera-se que o presidente Lula, já tendo alcançado com os últimos acontecimentos, o entendimento de que nem sempre as explicações e conversas de pé-do-ouvido de sua equipe econômica correspondem a realidade, mostre seu bom senso.
E impeça este verdadeiro crime.
Contra a Economia Popular.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Da crise real: impactos e dúvidas


Que ela chegou, já estamos cansados de saber.
Seus impactos na economia e em nossas vidas já foram mais do que percebidos.
Num primeiro momento, informações desencontradas - e que vemos agora, totalmente fora de crédito possível, davam conta de que os reflexos seriam pouco ou "quase nada" sentidos por aqui.
Curioso pensar que, tendo origem no sistema de mercado e nos fundamentos da economia americana, acreditava-se que ela seria menor ou não causaria grandes danos aos países emergentes.
Não somos - Brasil, Rússia, India e China (livrando um pouco deste quadro, talvez a India, com a questão da TI), exatamente um grupo de países conhecidos por assimilar melhor impactos de natureza global.
É exatamente o contrário.
Ao divulgar a retração do PIB no último trimestre de 2008, que se aproximou dos impensáveis -4% em relação ao ano anterior, o governo foi forçado a mudar de tom, e a começar a encarar assertivamente o grande problema que temos que administrar pela frente.
O barril do petróleo de US$ 150 já esteve abaixo dos US$ 40, o nível de desemprego nos EUA supera os 8%, as economias fortes - da zona do Euro e da Ásia sofrem, na tentativa de equalizar as perdas nos mercados.
A China, Rússia e Índia enfrentam problemas, e adotam pacotes extensos e medidas para evitar que o risco fuja do controle.
A injeção - direta ou indireta - do governo para tentar amenizar a crise no Brasil ja ultrapassaram a casa da dezena de bilhão, num panorama onde grandes empresas perderam até metade do seu valor de mercado, e andam as voltas com a extensão de férias coletivas e demissões.
No flanco do consumo, o estímulo ao crédito e a redução de impostos sobre produtos a qual o governo lança mão são paliativos - até perigosos, caso não se respaldem em ações mais estratégicas a seguir.
Exemplo disso nos EUA, é a nova bolha de risco provocada pela inadimplência dos cartões de crédito. É matemática básica e simples: sem dinheiro ou trabalho, não se pagam contas de cartão.
A mesma ameaça ronda as economias que seriam menos voláteis neste quesito, e são agora objeto de estudos - apressados - de bancos e administradoras também na Europa.
Fóruns e conselhos de desenvolvimento econômico parecem agir ainda sob o impacto do primeiro momento da crise, quando a esta altura, já deveriam ter se tornado mais ágeis, para orientar o pensar e agir do governo.
Autoridades parecem perdidas, quando perguntadas a respeito dos próximos passos ou das etapas do seu planejamento anti-crise.
O que se aprende - no estudo da própria teoria econômica, é que o pós-crise sempre brinda as economias com problemas de toda a ordem de grandeza, e que seus impactos podem ser observados no tempo e espaço como a figura das ondas num lago calmo, extraída da física clássica.
Sendo o Brasil um país de muitos defeitos - mas igualmente de muitas virtudes, a mudança de curso não deve ser o fator preocupante.
Mas, a velocidade da mudança - este sim.
Pode desperdiçar boas oportunidades de agir.
Com mais segurança.
E eficiência.

Petrobras e a Bolsa: Quebra de sigilo?



crédito imagem: arenapublica.wordpress.com

É conhecida na área econômica e de negócios como "inside information" ou informação confidencial, e - por razões óbvias, sua obtenção antecipada por parte de investidores é considerada crime contra o sistema financeiro na bolsa de valores.

Ao confirmar esta semana que operadores e corretores tiveram acesso antecipado a informações oficiais, sobre os resultados da Petrobras do último trimestre e do ano de 2008, além de quantificar valores destinados a distribuição de dividendos para acionistas antes do encerramento do pregão da semana passada- e portanto enquanto é possível fazer negócios com as ações da empresa, a CVM - Comissão de Valores Mobiliários, regente do mercado, precisa investigar a fundo a questão, punindo exemplarmente a empresa e aqueles que tiveram contato com o material - confidencial e carimbado como "preliminar".

Num mercado assolado pela desconfiança, o acesso por parte de indivíduos a este tipo de informação pode significar a diferença entre ganhar e perder, realizando ou livrando-se de posições em carteira, tal como se uma poderosa bola de cristal a serviço privado.

Não pode existir mais o menor espaço para desconfiança.

Ou para questionamentos, do tipo "será que foi a primeira vez?"

Satiagraha, Protógenes e a continuação: Beco sem saída?


crédito imagem: www.zannin.com.br
Depois que a Revista Veja (http://www.veja.com.br/) publicou matéria recente, revelando que o delegado federal Protógenes de Queiroz - responsável inicial pelas investigações da Operação Satiagraha, que culminou com a prisão de diversos acusados, entre os quais o banqueiro Daniel Dantas - do Grupo Opportunity, pode ter se utilizado de meios ilegais para a coleta de informação e investigação dos suspeitos, mais uma capítulo desta "saga investigativa tupiniquim" foi colocado em evidência.
Ao que tudo parece, descortina-se o interesse sobre o "modus operandi" que desvelou um complexo, astuto e subterrâneo esquema de corrupção e de operações financeiras - que tinham ramificações empresariais e políticas bastante consistentes.
Até hoje se discute - por exemplo, o fato de que, apesar de todas as evidências de que o processo legal trata de uma organização criminosa, os seus principais envolvidos terem sido rapidamente soltos - inclusive Daniel Dantas, em decisão bastante discutível do presidente do STF/ Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que teria "atropelado" instâncias do judiciário ao proferir a decisão.
Desde aquele momento - ainda em 2008 e até os dias de hoje, uma intrincada estratégia diversionista aparentemente foi elaborada pelos acusados, e tem alcançado sucesso em sua empreitada, já que uma sucessão de eventos expostos na mídia causou uma inversão de propósitos: O interesse na Operação Satiagraha, hoje, parece ter deixado de lado a organização criminosa, seus componentes e os crimes de que deu conta provar, para fixar-se nas figuras dos integrantes da polícia, do MP e da justiça - entre eles Protógenes e o juiz de S. Paulo, Fausto de Sanctis, que autorizou a prisão do banqueiro e demais envolvidos, e os possíveis "excessos" que foram praticados durante o período de investigação.
Pena.
É fato que gravações de vídeo com tentativas de suborno de agentes da lei, a ruidosa menção as "costas quentíssimas" de Daniel Dantas nas instâncias superiores da justiça brasileira, bem como o confisco de mais de US$ 450 milhões em dinheiro em contas nos EUA, parecem ter se tornado apenas o pano de fundo para continuação da história.
Que segue.
Esperamos que, neste caso, para fora do Beco-sem-saída dos conchavos históricos, da hipocrisia e da impunidade.


segunda-feira, 9 de março de 2009

Você já fez sua boa ação hoje?




crédito da imagem: fabiosantos.files.wordpress.com

Você já fez alguma boa ação hoje?
Não?
Nunca é tarde para acreditar que a boa atitude pode mudar o mundo.
A começar em VOCÊ!
Com a crise instalada, é cada vez maior o risco das instituições ligadas a filantropia e ação social terem reduzidos os seus orçamentos, e a consequente disponibilidade de recursos que serão aplicados em seus programas sociais.
Existe - quase sempre - uma tendência a que o apoio as causas sociais seja visto como algo pontual e extemporâneo. O que põe em risco toda uma estrutura de trabalho - especialmente de Fundações, Institutos e ONG´s, que é centrada na mobilização de recursos entre indivíduos e empresas.
Com o panorama de contração, instabilidade e desemprego - o trabalho social e humanitário destas organizações vai depender, fundamentalmente, da crença em sua atuação, sua missão, seus conjuntos de valores e, acima de tudo, da visão de mudança provocada nos indicadores com os quais os seus projetos e ações programáticas acabam por interagir.
Saúde, Educação, Desenvolvimento Comunitário, Cultura - são apenas algumas das muitas áreas onde os investimentos sociais, de organizações sérias atuando no Brasil e no mundo, conseguem mudar a realidade e ampliar os horizontes de uma grande parcela da população, em diferentes regiões.
Pesquise e faça a SUA opção.
Só não deixe de ajudar, combinado?

EUA: Barack Obama trabalhando!


crédito imagem: http://www.depauw.edu/

Após o começo de governo com algum tumulto - provocado por nomeações de sua equipe que acabaram cercando-se de controvérsia, ruídos e afastamentos, o presidente Barack Obama vai - aparentemente com vigor renovado, implementando aqui e acolá algumas decisões.
Que demostram a sua vontade em reformar o pensamento - equivocado - de seu antecessor, George W Bush, que além de mergulhar o país no caos econômico ainda foi o responsável pelo ressurgimento em grande escala do sentimento anti-americano pelo mundo afora.
Já seguiram, e estão sendo colocados em prática o pacote de ajuda financeira para a economia interna - limitando inclusive o salário de executivos das instituições financeiras que recebem recursos, a definição sobre a retirada paulatina do aparato militar no Iraque, o alinhamento do país a questão ambiental e ao Protocolo de Kyoto e, mais recentemente, a discussão sobre a questão da paz no oriente médio e a retirada do veto de seu antecessor com a retomada do apoio do governo as pesquisas genéticas realizadas com células-tronco.
Aos poucos, Barack Obama engrena a máquina.
E vai mudando a face dos EUA.
Para melhor.

Igreja e Modernidade: Excomunhão


crédito da imagem: http://www.affirmation.org/
Com o caso recente de uma menina de apenas nove anos em Pernambuco, que foi estuprada por seu padrasto e engravidou de gêmeos, a decisão do Arcebispo de Recife, em determinar a excomunhão de médicos, profissionais e da própria mãe - que autorizou a realização da interrupção da gravidez (de altíssimo risco para a vida da própria criança estuprada), abriu-se novamente a polêmica a respeito deste rito antigo da Igreja Católica, do qual a muito não se ouvia falar.
Pena.
A fé moderna - não obstante a pregação dos tradicionais dogmas da religião, deveria ter condições plenas, no mundo em que vivemos, de entender as diferenças - e respeitá-las, no trato com questões advindas de temas complexos, como pedofilia, violência sexual, estupro.
Especialmente quando as vítimas são apenas crianças, como o caso em questão.
O homem não pode deixar de reconhecer o valor da vida - é verdade.
Mas não pode, igualmente, permanecer cego ao que o cerca, ao tempo em que exercita o divino presente - negado até aos anjos - do livre arbítrio.
E tanto a racionalidade, como a segurança humanas são princípios mais do que fortes, para sustentar que a permanência do inflexível e do imutável nas questões de vida ou morte, não leva nem a absolvição nem a tormenta eternas.
Só assim se compensam os equívocos do pensar como arautos da palavra, designados de Deus.
Que já trouxe muito conforto ao mundo.
Mas também trevas e obscurantismo.

Crise nas universidades: A história se repete



Sensação de "dejá vu", ou de repetição.
Parece que foi ontem.
Mas quando me lembro que o ano era 1992 - vejo que já faz algum tempinho.
Exatos, dezessete anos.
Num artigo publicado pela Revista Marketing (http://www.revistamarketing.com.br/), com o título " Marketing: Caminho para Excelência da Universidade Brasileira", este humilde autor arriscava-se a tratar do cenário de crise que rondava as IPES - Instituições Privadas de Ensino Superior, e lançar mão de algumas propostas que poderiam ser colocadas em prática, sem a necessidade de muito esforço.
Pelo viés da comunicação e do marketing, minhas áreas então.
Ao ler nos principais jornais, que a UGF/ Universidade Gama Filho, UCAM/ Universidade Cândido Mendes, UNIVERCIDADE e UniCarioca tem suas aulas paralisadas, por conta do atraso (em alguns casos, frequente) no pagamento dos salários de seus professores, sou levado a pensar naquelas linhas de 1992.
E, também, no que dizia Einstein : " Tudo que uma universidade não deve ser é um lugar desinteressante para seus alunos e professores".
Ao que parece, o modelo piramidal, de sustenção econômica baseada apenas na receita de mensalidades dos alunos e na cobrança de serviços acessórios, parece estar na posição de cheque-mate.
Num momento em que a economia que vivemos durante décadas, fundada no arcabouço do modelo imposto por Bretton Woods - ainda que com algumas deturpações de origem e corruptela de significados, se vê contestada, é fato de que estruturas de complexidade de custeio como as universidades, que são (ou deveriam ser) atreladas às necessidades de empreendedorismo econômico permanente, já passaram do tempo de rever seus fundamentos de desenvolvimento institucional, sustentabilidade e posicionamento de mercado.
Na época, a discussão era pela alternativa de permanecer como "instituição sem fins lucrativos" ou abrir-se para o mercado.
Começava então o debate nas reitorias e mantenedoras.
E com ele, a sensação da experiência, do ensaio de "acerto-e-erro".
É fato que o Ensino Superior, como instituto, deixou de existir.
Antes.
Mesmo de Darcy Ribeiro e da tão discutida LDB em 1996.
Situação paralela - mas guardadas as devidas proporções, também rondava as universidades públicas.
A idéia de formação de "consórcios de educação" ou de "pools" por parte da instituições, que chegou a ser ventilada, sob a égide da "cooperação interinstitucional" foi deixada de lado, o que - sem dúvida - acabou por favorecer, quase uma década mais tarde, o surgimento das atuais redes de "Ensino Superior". Só que, movidas por um conceito diferente da cooperação e da troca de experiências (boas e ruins).
Se consolidou então a visão - quase que determinista, de que a educação poderia - e deveria, ser considerada sobre a mesma ótica mercantilista das organizações de negócios, e que os conceitos empresariais, com tal e qual efeito, facilmente se aplicariam.
Mas não FOI bem assim.
E não É bem assim.
Os reflexos disso podem ser observados hoje, por exemplo, tanto nas mesmas estruturas educacionais citadas em 1992 - como foi o caso das confessionais - caso da PUC, como naquelas que consolidaram seus avanços sobre a possibilidade de migrar do status de "faculdades integradas" para "centro universitário" ou mesmo "universidade especializada", considerando que esta "promoção" ou "avanço" poderiam ser interpretados unicamente, como frutos de sua competência acadêmica.
O que se viu - na verdade, foi um crescimento aparentemente significativo em relação ao número de novos "centros universitários" e "universidades", mas oblíquamente emparedado pelo surgimento de novas faculdades - isoladas, etapas mais avançadas de centros de ensino médio locais, que permearam o tecido urbano, capilarizando-se e alterando a gênese do ensino superior nas cidades.
Sem falar que, um pouco mais a frente, significativa parcela deles sucumbiria ao crescimento vigoroso das redes e passaria a fortalecer a este outro fenômeno, que buscou incorporar com mais perspicácia os modelos de gestão de unidades de negócio: disponibilidade, acessibilidade e pricing - preço final.
O momento de revisão das estruturas mais tradicionais, "on demand" - estratégico - esta atrasado.
Mas, ainda poderia ser colocado em prática.
Seria necessário que elas, para isso, pensem "fora do quadrado".
E sobre um "colchão de inovação".
Mais a frente continuaremos a falar sobre isso.

Rio de Janeiro e a Economia Solidária


O conceito de Economia Solidária, especialmente em tempos de crise como o que vivemos, encontra-se num momento de grande visibilidade.
Dos laboratórios de sociologia, antropologia e ciências econômicas até os dias de hoje, ganhou forma, força e conteúdo para tornar-se um vigoroso movimento internacional, cujos fundamentos apóiam-se tanto em sua origem social, quanto no caráter de sustentabilidade que deve focar cada um de seus desbobramentos e práticas.
A prova maior é o interesse que o tema desperta - tanto no âmbito político quanto econômico, uma vez que confere - por um lado, sentido de organização na adoção de políticas públicas e, por outro, legitimidade para ser encarado como motriz de alternativas de impacto, viáveis, no que diz respeito a geração de renda e possibilidades de mobilidade social.
Não é de hoje que modelos de cooperativismo, arranjos produtivos locais e até sistemas de crédito para populações de baixa renda tornaram-se referência para Bancos de Desenvolvimento e Organismos Internacionais, quando o assunto é a distribuição de renda com maior equidade e justiça social.
No Brasil - assim como em quase todos os países do continente latinoamericano, centro-américa, áfrica e ásia, multiplicam-se os exemplos de empreendedorismo social, fundados no conceito de economia solidária.
E com o aval dos governos.
No Rio de Janeiro, por exemplo, com a entrada da nova administração municipal, nasceu a SEDES - Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário (http://www.rio.rj.gov.br/sedect/).
Com propostas que vão de encontro ao empoderamento destas práticas - da revitalização de áreas econômicamente degradadas, passando pela construção de uma cultura de empreendedorismo social, até o fomento de zonas de especial interesse para a instalação de programas de economia sustentável, o município poderá - a curto e médio prazo, alçar vôo na direção das melhores práticas.
Se contar com igual compromisso e a parceria de outros atores locais - do governo do estado e federal, e o respaldo e o interesse de agentes de fomento e desenvolvimento, a cidade só terá a ganhar.
Trabalho que a sociedade agradece.
crédito imagem: www.gacc.org.br

O Tamanho da Crise













crédito imagem: www.humornanet.com/files2/imgs2008/brasileiro

Ela começou como aparente problema - localizado - nos EUA.
Falava-se muito da questão das hipotecas "subprimes" - ou de alto risco.
O mês: Setembro. O ano: 2008.
Passados quase um semestre, e a despeito das inúmeras intervenções e pacotes gigantes de ajuda ao sitema financeiro dos governos em todos os cantos do planeta, a crise internacional parece que ainda tem fôlego para crescer.
Os números das economias - emergentes ou não - desvelaram um quadro de perdas em todos os setores.
EUA, a Zona do Euro (Europa) e Ásia entraram oficialmente em recessão.
Do início da crise em 2008 até aqui, só nos Estados Unidos já são quase 2,5 milhões de postos de trabalho perdidos, fazendo com que o percentual de desempregados já ultrapasse os 8% de média nacional.
No Brasil, retração na indústria, férias coletivas e demissões.
Inclusive em empresas onde se imaginava impossível este quadro, como é o caso da VALE e da da EMBRAER - este último, a representar 30% do total de trabalhadores pré-crise.
No horizonte, a retomada do conceito de "estatização" de grandes bancos, pacotes econômicos de sustentação na China e muita discussão - em fóruns e gabinetes, de até onde a crise terá fôlego.
Não seria o contrário?

De volta ao BLOGANDO SÉRIO...

... depois de um período quase "sabático" de ausência deste espaço.
Muita coisa nova acontecendo, outras nem tanto.
Mas todas - com certeza - merecendo, aqui e acolá, um ou outro comentário.
Não é?
Estou de volta!