

Num negócio rápido - para os padrões do mercado, mas visto com tranquilidade nesta época de crise financeira global, o Banco do Brasil realiza esta semana a compra da Nossa Caixa - cujo controle acionário está nas mãos do Governo do Estado de São Paulo.
O valor da operação - de cerca de R$ 5,3 bilhões, será pago em dezoito parcelas mensais e consecutivas, corrigidas monetáriamente.
O governador de São Paulo, José Serra, após reunião com o presidente Lula que antecedeu a notícia de fechamento do negócio entre as instituições, deu entrevista em que declara pretender com a receita da compra, principalmente para ampliar os investimentos no Metro e no setor de transportes públicos do Estado de São Paulo.
A compra - acelerada após o anúncio de fusão dos bancos Itaú e Unibanco, que criou o maior conglomerado financeiro do continente sul (perdendo apenas para um par de bancos americanos), foi possível graças a edição de MP/ Medida Provisória, que autorizava a compra de ativos de outras instituições financeiras por parte de Bancos Públicos.
Ainda assim, o Banco do Brasil não consegue - momentâneamente - ocupar novamente a liderança, uma vez que, mesmo absorvendo os ativos da Nossa Caixa de cerca de R$ 55 bilhões, o resultado total ainda é inferior ao obtido na fusão Itaú-Unibanco.
A julgar pelas opiniões expressas pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo próprio presidente Lula, que declararam a imprensa o desejo de que o Banco do Brasil seja o maior banco do país, trata-se apenas de questão de tempo.
Novas aquisições estão em estudo.
O que significa novidades mais a frente.



