quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Pedofilia no Brasil: A hora do basta!

imagem:www.diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com

A mudança na legislação que tipifica o crime de pedofilia no Brasil, propondo o aumento da pena aplicável para seus perpetradores, tal como foi apresentada no Senado Federal é, sem dúvida, um bom começo.
Mas não é o suficiente.
Os casos mais recentes, divulgados pela mídia nacional, dão conta que o perigo está próximo e é imediato.
Só no Paraná, em apenas duas semanas, foram quatro os casos.
Todos, crimes que nos assustam.
Com requintes de crueldade, estes criminosos sexuais - conhecidos como pedófilos, não conhecem limites e, a despeito dos esforços empreendidos pelas polícias, continuam a encontrar refúgio cada vez maior na impunidade.
Nos EUA, por exemplo, os "sexual ofenders" como são denominados, contam - inclusive - com departamentos especializados na investigação dos crimes e na maioria dos estados, com uma legislação bastante rígida e extremamente punitiva, já que são tratados como crimes graves.
O sistema legal preconiza, inclusive, a identificação permanente daqueles que foram condenados por tais crimes, e tanto suas informações pessoais quanto o seu DNA permanecem fichados e são objeto de constante monitoramento por parte de investigadores locais, estaduais e federais.
O avanço encaminhado pela proposta de mudança nas penas, deve ser acompanhado por um maior investimento no aparelhamento dos setores de inteligência policial, uma vez que o pedófilo é indivíduo de comportamento compulsivo, ou seja, dificilmente não cometerá novamente o crime caso permaneça em liberdade ou com o seu paradeiro desconhecido.
Instrumentos de "tracking" ou rastreamento, semelhantes aos utilizados para identificar e monitorar a segurança de pessoas, poderiam ser utilizados para traçar um acompanhamento mais permanente dos criminosos, quando da autuação e da prisão por este tipo de crime.
Médicos, psicólogos e especialistas no assunto não conseguem concluir, ainda, que seja possível impedir o comportamento patológico dos pedófilos e criminosos sexuais, através de algum tipo de tratamento - sem que exista a administração permanente de algumas interações de medicamentos fortes, que atuam sobre a química cerebral e forçam a inibição de seu comportamento habitual.
Mais uma razão para que a sociedade busque o reforço de sua vigília - em tempos de internet e do isolamento ou autonomia excessiva de crianças e pré-adolescentes, por conta de uma modernidade das relações familiares, para que estejamos sempre alertas.
Manter as nossas crianças e pré-adolescentes informadas a respeito do assunto, pode ajudar no controle de indivíduos e comportamentos suspeitos.
A pedofilia não tem cura.
Já a passividade e indiferença em relação ao assunto, por parte da família, de pais, responsáveis e professores, com certeza.

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