quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Benazir Bhutto é morta em atentado no Paquistão

Em atentado terrorista, praticado provavelmente por um homem-bomba, a ex-premier do Paquistão Benazir Bhutto, que retornou recentemente do exílio ao país, foi morta após a realização de um comício e a menos de duas semanas das eleições legislativas no país.
Ela já havia sofrido outro atentado a bomba, do qual conseguiu escapar, logo após seu retorno ao Paquistão.

Inflação em 2007 é sinal amarelo para 2008

E que poderá se tornar vermelho, bem antes ainda do final do próximo ano.
Principalmente porque, não estão bem claras as medidas que serão tomadas pelo executivo, a fim de compensar as "perdas de arrecadação" com o fim da CPMF em 2008.
A leitura - das entrelinhas - do acumulado da inflação no apagar das luzes de 2007 é preocupante: O IGP-M chegou a 7,75% , ou seja, ao dobro do que foi em 2006.
E o anúncio veio acompanhado dos comentários - que passarão ao largo do interesse para a maioria das pessoas, nas avaliações oficiais num momento de "entresafra" de ressacas - a do Natal e do Ano Novo, mas que dão conta de um ambiente enevoado mais a frente, principalmente com o governo querendo alcançar um crescimento projetado de 5,2%, que não acontece num passe de mágica.
O ano de 2008 também será marcado pelo "marasmo" tradicional nas ações que colocam em prática planos de governo em época de campanha eleitoral - já que estarão em jogo os destinos das prefeituras brasileiras, trampolim para os projetos tanto do atual governo quanto da oposição em 2010.
Por conta disso - mais um punhado de variáveis externas, que vão da curva ascendente dos custos do barril de petróleo, passando pela instabilidade em conflitos que permanecem ativos - e mesmo pela indefinida troca de bastão pelo controle da maior economia do mundo (que já não anda lá essas coisas), com as eleições presidenciais americanas batendo à porta, é quase certo dizer que o próximo ano tem bons elementos em jogo para recuperar uma inflação oficial na casa dos dois dígitos.
É aí o sinal muda.
Para vermelho, mesmo.

Bancos precisam ser enquadrados na Lei da Usura

Se depender da "pressão do BC" ou da "defesa dos interesses do povo brasileiro" - orquestradas no atual governo, isso nunca se concretizará, claro.
Para que voces possam ter uma idéia do descalabro, juros no cheque especial chegaram a 148% num país que se orgulha de dizer "ter alcançado o patamar de alto IDH" ou "ser atualmente a 6a. economia do mundo", ou ainda que "foi o ano do pobre ir às compras de natal no shopping", entre outras coisas.
A dura realidade, no entanto, é constatar que - em ambos os rankings - partindo-se da posição alcançada pelo Brasil em 2007 e subindo-se à partir daí, não se encontra quadro como este!
Economia estável é - antes de tudo, e me corrijam se estiver errado, aquela em que os resultados do bem-estar e da qualidade de vida são distribuídos de maneira equanime (igual) em todas as camadas do bolo social.
E, para complicar ainda mais o quadro, as compras de final de ano foram impulsionadas - principalmente, as custas de muitos empréstimos consignados (que serão descontados diretamente no contra-cheque do trabalhador), do crédito abusivo ofertado pelas financeiras e bancos - o que muitas vezes é a mesma coisa (com prestações majoradas em até 14% ao mês), do pré-datado com início de pagamento para fevereiro ou março de 2008 . Meu Deus!
Em dezembro e janeiro muitos carros novos que estarão circulando na cidade - alguns nas mãos de nossos vizinhos, não são mais do que a ponta do iceberg do problemão que o próprio setor terá que administrar, já que se pode garantir um parcelamento em 72 ou 84 meses.
O que não se pode é garantir o emprego e a renda por tanto tempo.
Boa parte desta amargura tem como fundamento a pressão realizada pelo sistema financeiro, que contabiliza as apostas numa economia aquecida - nunca esquecendo de remunerar preventivamente os acionistas pelos altos resultados imediatos, mas que enxerga muito bem a espiral de problemas que vai alimentando, como a um ciclone em formação.
As consequências a médio e longo prazos?
É esperar para ver.
Mas vem muita dor - no bolso e na cabeça - por aí.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Bate o sino pequenino...

...sino de Belém : à todos os leitores e amigos, os votos sinceros de FELIZ NATAL.
E que o verdadeiro espírito da data seja lembrado nos lares - humildes e ricos, nas mesas - fartas ou simples, durante a ceia - tradicional ou tropical, para que possamos lubrificar as engrenagens de um 2008 repleto de boas energias.
E que já está ansioso para começar.
BOAS FESTAS!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Nélson Jobim e Solange Gomes: Natal e Cara-de-pau

É natal.
Tempo de grandes reflexões, grandes comilanças, grandes macaquices e tudo o mais que se tem direito.
É também época de grandes filas nos mercados, nos shopping-centers e nos ... aeroportos.
Já que é tempo de estar com a família, com as pessoas a quem gostamos e queremos bem - não existindo prova de amor maior do que se sujeitar a pagar tarifas, bem altas, pelas passagens aéreas - em percursos quase sempre mais demorados e pouco inteligentes, em função da malha áerea nacional.
Onde um vôo simples - de capital para capital no nordeste, pode proporcionar um roteiro que inclui brasília ou uma cidade tipo Rio e São Paulo, antes do destino final.
Este final de ano - do apagão, não poderia ser diferente.
E pra que, se na verdade os responsáveis pelo nosso "sofrimento" do ir e vir estão, frequentemente, bem acomodados em suas poltronas, vendo o caos e a bagunça que não sabem administrar, pelas telas de plasma ou lcd, no conforto de quem tem prioridade de embarque, lugar garantido em aviões comerciais - ou da FAB, e de posse dos cartões de crédito cobertos pelo palácio, cujas despesas não podem ser declaradas a quem as paga, sob a chancela de "segurança de estado"?
Este ano não foi diferente - o caos, até porque esperou pela lua-de-mel da atual presidente da ANAC na europa, no meio de uma grande confusão por aqui, para que vestida com seu "colete de trabalho", desse o ar de sua graça no aeroporto do Rio, tranquilizando passageiros em dia de 35% dos vôos atrasados no país. Na antevéspera do Natal.
E com uma diferença - pra lá de significativa, que foi o aparecimento do ministro horas antes, dando entrevista com a bagunça em andamento, dizendo que não se repetiria o caos e que todos podiam ficar tranquilos.
Todos quem, grande-chefe? Ah, os SEUS, com certeza!
Porque nós, humildemente continuamos a experimentar os dissabores dos atrasos, cancelamentos de última hora e a aparente falta de compromisso que o duopólio do setor tem para com seus usuários.
Num final de ano marcado pelo encerramento - bem estranho, dos vôos da BRA, e o direcionamento - mais estranho ainda, de seus órfãos recentes para uma única empresa - a Oceanair- que declarou, apenas um mês depois de assumir o compromisso de "resguardar o direito dos passageiros", que eles não teriam atendimento garantido à partir da segunda semana de dezembro.
Alguém apareceu (leia-se o todo-chefe Nélson Jobim) para falar alguma coisa?
Não!
E ficamos a merce apenas do festim e das fanfarronices.
Com chancela oficial.
Mas um feliz natal é o que desejamos, principalmente aos que se vêem ameaçados, novamente, de celebrar a data apenas a caminho de casa.
No meio do caminho, bem entendido.
"De Nélson Jobim e Solange Gomes, os votos de um Feliz Natal".
Haja paciência...