quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Bancos precisam ser enquadrados na Lei da Usura

Se depender da "pressão do BC" ou da "defesa dos interesses do povo brasileiro" - orquestradas no atual governo, isso nunca se concretizará, claro.
Para que voces possam ter uma idéia do descalabro, juros no cheque especial chegaram a 148% num país que se orgulha de dizer "ter alcançado o patamar de alto IDH" ou "ser atualmente a 6a. economia do mundo", ou ainda que "foi o ano do pobre ir às compras de natal no shopping", entre outras coisas.
A dura realidade, no entanto, é constatar que - em ambos os rankings - partindo-se da posição alcançada pelo Brasil em 2007 e subindo-se à partir daí, não se encontra quadro como este!
Economia estável é - antes de tudo, e me corrijam se estiver errado, aquela em que os resultados do bem-estar e da qualidade de vida são distribuídos de maneira equanime (igual) em todas as camadas do bolo social.
E, para complicar ainda mais o quadro, as compras de final de ano foram impulsionadas - principalmente, as custas de muitos empréstimos consignados (que serão descontados diretamente no contra-cheque do trabalhador), do crédito abusivo ofertado pelas financeiras e bancos - o que muitas vezes é a mesma coisa (com prestações majoradas em até 14% ao mês), do pré-datado com início de pagamento para fevereiro ou março de 2008 . Meu Deus!
Em dezembro e janeiro muitos carros novos que estarão circulando na cidade - alguns nas mãos de nossos vizinhos, não são mais do que a ponta do iceberg do problemão que o próprio setor terá que administrar, já que se pode garantir um parcelamento em 72 ou 84 meses.
O que não se pode é garantir o emprego e a renda por tanto tempo.
Boa parte desta amargura tem como fundamento a pressão realizada pelo sistema financeiro, que contabiliza as apostas numa economia aquecida - nunca esquecendo de remunerar preventivamente os acionistas pelos altos resultados imediatos, mas que enxerga muito bem a espiral de problemas que vai alimentando, como a um ciclone em formação.
As consequências a médio e longo prazos?
É esperar para ver.
Mas vem muita dor - no bolso e na cabeça - por aí.

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