domingo, 23 de dezembro de 2007

Nélson Jobim e Solange Gomes: Natal e Cara-de-pau

É natal.
Tempo de grandes reflexões, grandes comilanças, grandes macaquices e tudo o mais que se tem direito.
É também época de grandes filas nos mercados, nos shopping-centers e nos ... aeroportos.
Já que é tempo de estar com a família, com as pessoas a quem gostamos e queremos bem - não existindo prova de amor maior do que se sujeitar a pagar tarifas, bem altas, pelas passagens aéreas - em percursos quase sempre mais demorados e pouco inteligentes, em função da malha áerea nacional.
Onde um vôo simples - de capital para capital no nordeste, pode proporcionar um roteiro que inclui brasília ou uma cidade tipo Rio e São Paulo, antes do destino final.
Este final de ano - do apagão, não poderia ser diferente.
E pra que, se na verdade os responsáveis pelo nosso "sofrimento" do ir e vir estão, frequentemente, bem acomodados em suas poltronas, vendo o caos e a bagunça que não sabem administrar, pelas telas de plasma ou lcd, no conforto de quem tem prioridade de embarque, lugar garantido em aviões comerciais - ou da FAB, e de posse dos cartões de crédito cobertos pelo palácio, cujas despesas não podem ser declaradas a quem as paga, sob a chancela de "segurança de estado"?
Este ano não foi diferente - o caos, até porque esperou pela lua-de-mel da atual presidente da ANAC na europa, no meio de uma grande confusão por aqui, para que vestida com seu "colete de trabalho", desse o ar de sua graça no aeroporto do Rio, tranquilizando passageiros em dia de 35% dos vôos atrasados no país. Na antevéspera do Natal.
E com uma diferença - pra lá de significativa, que foi o aparecimento do ministro horas antes, dando entrevista com a bagunça em andamento, dizendo que não se repetiria o caos e que todos podiam ficar tranquilos.
Todos quem, grande-chefe? Ah, os SEUS, com certeza!
Porque nós, humildemente continuamos a experimentar os dissabores dos atrasos, cancelamentos de última hora e a aparente falta de compromisso que o duopólio do setor tem para com seus usuários.
Num final de ano marcado pelo encerramento - bem estranho, dos vôos da BRA, e o direcionamento - mais estranho ainda, de seus órfãos recentes para uma única empresa - a Oceanair- que declarou, apenas um mês depois de assumir o compromisso de "resguardar o direito dos passageiros", que eles não teriam atendimento garantido à partir da segunda semana de dezembro.
Alguém apareceu (leia-se o todo-chefe Nélson Jobim) para falar alguma coisa?
Não!
E ficamos a merce apenas do festim e das fanfarronices.
Com chancela oficial.
Mas um feliz natal é o que desejamos, principalmente aos que se vêem ameaçados, novamente, de celebrar a data apenas a caminho de casa.
No meio do caminho, bem entendido.
"De Nélson Jobim e Solange Gomes, os votos de um Feliz Natal".
Haja paciência...

Um comentário:

Sandro disse...

Parabéns pelo Blog!
Muito interessante, com conteúdo e informação...
Dá uma passada no meu também e pode ter certeza que já virei seu fã...

Abraços...
Sandro