terça-feira, 17 de maio de 2011

Palloci, milhões recebidos e Casa Civil: Um titanic vem a tona!

E de novo.
Não satisfeitos por protagonizar um escândalo em tempos de Dirceu - que originou um dos capítulos mais vexatórios da política brasileira nos últimos anos - o caso do mensalão,e que se seguiu com o apadrinhamento de Erenice aos filhos - outro escândalo, ao que parece os ocupantes da casa civil (sempre petistas, desde Lula), parecem que gostam de demonstrar (ainda que não publicamente, já que PF´s são distintas de PJ´s na Receita Federal) que o flerte constante e a relação anexa ao gabinete da Presidência dão bons frutos.
E põe bons frutos nisso!

Imagem: exame.abril.com.br
Reportagem atual do jornal Folha de São Paulo (http://www.folha.com.br/) dá conta - e nos deixa a todos espantados, que o patrimônio declarado na PJ (Pessoa Jurídica) do atual ministro da Casa Civil de Dilma Roussef, Antônio Palloci - já alvejado em vôo de cruzeiro durante o exercício de integrante da cúpula como ministro da Fazenda, no caso da quebra de sigilo do caseiro Francenildo e a exposição da mansão das negociatas no Lago Sul em Brasília, cresceu num curto período de parlamentar (quatro anos como deputado federal), pelo menos 20 (vinte) vezes o valor declarado a Receita Federal no início do mandato.
A reportagem declara - e comprova, a compra de um imóvel de luxo em S. Paulo (R$ 6,6 milhões) e de uma sala comercial (R$ 850 mil) apenas naquele período.
Segundo declarações - oficiais - da Casa Civil, a pedido do ministro claro, tais cifras (que equivalem a aproximadamente sete vezes o total da remuneração parlamentar obtida em quatro anos), são resultado de consultorias prestadas a empresas privadas.
Acionada, a Comissão de Ética Publica da Presidência (!), a cargo do ex-ministro do STF Sepulveda Pertence (!!) declarou - quando procurada, que nada encontrou de errado que justifique qualquer providência (!!!).
Líderes do governo - instruídos pela própria presidente Dilma Roussef, articularam uma completa "blindagem" e, mais uma vez, ignoram indícios do que pode se tornar uma futura dor-de-cabeça ao próprio governo.
Afinal, com Palocci ao governo pela segunda vez, estão protegidos esqueletos que assombram os companheiros da famiglia PT desde Ribeirão Preto e Santo André, e se articulam de proporção desmedida durante os dois governos de Lula.
A uma oposição fragilizada e que não consegue encontrar seu próprio rumo, resta o esperneio - pelo menos público, sem maiores consequências.
Por enquanto.
Afinal, mesmo nos filmes - de terror, claro, existe o caso de "mortos se tornarem vivos".
E causar medo aos que ora sossegam.
É esperar e ver.

Principal executivo do FMI preso por estupro em NY

Não é de hoje que o poder corrompe.
Vem de muito longe.
Existe inclusive uma citação que diz - literalmente, mais ou menos assim "O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente".
Mas não é preciso muito esforço de natureza investigativa para descobrir: Basta observar na história recente situações, em que figuras que gozavam de alto prestígio social e político, acabaram se tornando protagonistas numa lista de escândalos rumorosos da mídia.
Um ex-presidente de Israel e o atual primeiro ministro italiano, por exemplo, frequentam tal lista.
Por aqui então, o espaço chega a ser pequeno se relacionarmos a figura de políticos a casos de corrupção, por exemplo - mas um empresário de transportes do DF, acusado de ser mandante do assassinato do próprio genro, um médico especialista em reprodução humana de SP, acusado de violentar suas pacientes, e uma procuradora de justiça no RJ acusada de torturar a filha adotiva pequena prestam-se ao serviço de trazer a discussão a um nível que conseguimos enxergar.
Afinal, nem todos conseguimos conviver perto o suficiente para observar o dia-a-dia de presidentes.
E dar partida numa discussão: O poder corrompe?
Se é verdade que o princípio da ética humana é a base que deve orientar a ação do indivíduo na sociedade, para que se consiga viver de maneira harmônica, o que falar a respeito da torpeza que corrompe a ação social, e transforma pessoas com ascendência cultural e econômica em assediadores morais e sexuais?

Imagem: G1.globo.com
O caso mais atual é o que envolve o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, figura chave dos rumos da economia mundial e candidato-declarado a presidência da França nas próximas eleições, preso em New York pela acusação de tentativa de estupro a uma camareira do hotel de luxo em que estava hospedado na cidade, se torna emblemático (mais pode ser lido em www.oglobo.com.br).
E abre espaço para uma reflexão : onde vamos parar?

MEC quer institucionalizar o erro!


Quando parece que já vimos tudo de errado a respeito do ensino no Brasil - em especial, apoiado por referências no mínimo duvidosas dos seus burocratas educacionais - muitas vezes do próprio mandatário, sr. ministro da educação, parece que mais temos a nos surpreender. O espanto mais recente vem da esfera do ensino fundamental - mais precisamente Programa do Livro Didático, que autorizou a impressão e a distribuição de quase meio milhão (isto mesmo, 500.000)  exemplares de um livro que praticamente institucionaliza o erro...no português!
Por conta do aparelhamento ideológico em alguns setores da educação básica - e quiçá (!) do cumpadrismo com autores que exibam uma carteira de filiado ou um símbolo simpático ao governo atual, a autora pretende defender a tese de que não existe um jeito "certo ou errado" de falar, ou seja, uma norma da língua culta. Para ela - a autora - o que existe é uma visão de "adequado ou inadequado".
Escrever "A gente fomos sair" ou "Nós semos amigos", por exemplo, não estaria mais errado.
Apenas, inadequado.
Autor de vários livros - escritos na vigência da norma culta, o ministro Fernando Hadad ao ser alertado por educadores e especialistas, preferiu se manifestar, dizendo que o MEC... manterá o livro didático!
Num país onde convivemos reiteradamente com falhas de qualidade no ensino e deficiências na didática educativa, e onde aspectos do ensino fundamental - base da pirâmide, são constantemente deficitários, mesmo a guisa (!) de maquiagem e manipulação conveniente de dados, o MEC consegue, assim, prestar um grande deserviço...a Educação Brasileira!
Herrar pode até ser umano.
Mas insistir num erro sabido, acaba sendo mesmo burrice.
Não é, ministro?
 

Roger Agnelli e VALE: Uma história de muitos capítulos.


E cada dia que passa, parece que a sociedade tem a oportunidade de conhecer mais um.
A história de intervencionismo estatal na VALE - protagonizada nos primeiros meses de um longo governo que se instala no Brasil, ao que parece, oculta bombásticas entrelinhas.
Quase sempre, trazendo a tona situações que não são motivo de orgulho para seus operadores, em especial do governo, que tendo maioria para encobrir maus feitos de seus idealizadores, há muito já não se preocupa nem de longe com as situações constrangedoras que possam aparecer.
Sabe-se, agora, que antes de sua saída - ou deposição - da VALE, Agnelli fez chegar a presidente Dilma Roussef uma carta pessoal (leia a íntegra na Revista Época : http://www.epoca.com.br/), onde faz considerações sobre a atuação de "consultorias jurídicas" - constituídas por filiados, integrantes ou simpatizantes declarados do PT (Partido dos Trabalhadores), que tem pautado seu enriquecimento repentino na atuação exercida em favor de prefeituras - petistas e peemedebistas - sobre ações que tem o propósito de ampliar o recebimento das participações sobre os chamados "royalties" da exploração de minérios aos quais estas prefeituras teriam direito, por conta da atuação da mineradora em seus municípios.
Contratos expostos - e autênticos - dão conta de situações estranhas, em que tais consultorias tem "participação" percentual sobre o aumento destas receitas - que seriam públicas.
Municípios que recebem gordas participações (dezenas de milhões por ano), muito pouco - ou nada mesmo, tem feito na aplicação destes recursos em prol da população - que é a verdadeira beneficiária do processo: Afinal, estes recursos são uma espécie de contrapartida devida aos habitantes por conta dos efeitos da exploração de minério em suas regiões.
Enquanto os advogados ou "consultores jurídicos" viajam em jatinhos pelo norte, bebendo champagne e prefeitos locais multiplicam seu patrimônio pessoal a passos estelares - os municípios em questão carecem de investimento mínimo em quesitos de infraestrutura básica tais como redes de água potável ou saneamento urbano. Em outras palavras : água para beber só a suja, e esgoto correndo a céu aberto.
Será apenas mais uma situação de descalabro, se não tivesse vindo a tona como resultado de uma medida de ingerência sem precedentes do governo - ainda que sócio, numa das maiores e mais bem administradas empresas - privadas - do mundo.
O que mais vem por aí?

Bin Laden morto. Mas o terrorismo não está nem aí.


Mesmo se fosse cena de filme de ação, a operação montada pela CIA e pelo governo americano deixaria a desejar.
Não houve - nas seguidas versões oficiais apresentadas (chegaram a quase quinze), motivo para grande vibração dos SEALS (força de elite da segurança americana) - noves fora o fato de que quem estava sendo "eliminado" era o terrorista mais procurado do mundo. Bin Laden, representasse o que o mundo ocidental julgasse, naquela casa no Paquistão estava longe da figura ameaçadora - propagandeada em seus vídeos divulgados pela internet e na mídia internacional.
Mas não se pode esquecer de que ele realmente era "o criminoso", responsável por uma série de situações de terror - que culminaram com o atentado de 11 de setembro de 2001 em New York.
"Tailor made justice", como diriam em inglês (algo como "justiça sob medida").
Tarefa cumprida, serviço terminado.
Troops back home (soldados voltam pra casa). Neste caso, os que participaram da ação no Paquistão.
Há ainda muitos outros - centenas de milhares, que continuam a enfrentar as guerras fora dos EUA.
E fica a pergunta: Como esse evento afeta - se tanto - essa intricada teia de "planejadores do terror" que se irradiou pelo mundo inteiro, em pequenas células fanáticas, sem apreço pela vida humana e com um potencial de destruição quase que instantâneo em diferentes países?
O rosto deste terrorista era mais do que conhecido por todos - algo que ele mesmo se encarregava de promover, de maneira articulada, do ponto de vista da comunicação contemporânea, da internet e das redes sociais.
Mas a face do terrorismo é cultivada na escuridão.
E essa agora é a verdadeira preocupação.