terça-feira, 17 de maio de 2011

MEC quer institucionalizar o erro!


Quando parece que já vimos tudo de errado a respeito do ensino no Brasil - em especial, apoiado por referências no mínimo duvidosas dos seus burocratas educacionais - muitas vezes do próprio mandatário, sr. ministro da educação, parece que mais temos a nos surpreender. O espanto mais recente vem da esfera do ensino fundamental - mais precisamente Programa do Livro Didático, que autorizou a impressão e a distribuição de quase meio milhão (isto mesmo, 500.000)  exemplares de um livro que praticamente institucionaliza o erro...no português!
Por conta do aparelhamento ideológico em alguns setores da educação básica - e quiçá (!) do cumpadrismo com autores que exibam uma carteira de filiado ou um símbolo simpático ao governo atual, a autora pretende defender a tese de que não existe um jeito "certo ou errado" de falar, ou seja, uma norma da língua culta. Para ela - a autora - o que existe é uma visão de "adequado ou inadequado".
Escrever "A gente fomos sair" ou "Nós semos amigos", por exemplo, não estaria mais errado.
Apenas, inadequado.
Autor de vários livros - escritos na vigência da norma culta, o ministro Fernando Hadad ao ser alertado por educadores e especialistas, preferiu se manifestar, dizendo que o MEC... manterá o livro didático!
Num país onde convivemos reiteradamente com falhas de qualidade no ensino e deficiências na didática educativa, e onde aspectos do ensino fundamental - base da pirâmide, são constantemente deficitários, mesmo a guisa (!) de maquiagem e manipulação conveniente de dados, o MEC consegue, assim, prestar um grande deserviço...a Educação Brasileira!
Herrar pode até ser umano.
Mas insistir num erro sabido, acaba sendo mesmo burrice.
Não é, ministro?
 

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