E cada dia que passa, parece que a sociedade tem a oportunidade de conhecer mais um.
A história de intervencionismo estatal na VALE - protagonizada nos primeiros meses de um longo governo que se instala no Brasil, ao que parece, oculta bombásticas entrelinhas.
Quase sempre, trazendo a tona situações que não são motivo de orgulho para seus operadores, em especial do governo, que tendo maioria para encobrir maus feitos de seus idealizadores, há muito já não se preocupa nem de longe com as situações constrangedoras que possam aparecer.
Sabe-se, agora, que antes de sua saída - ou deposição - da VALE, Agnelli fez chegar a presidente Dilma Roussef uma carta pessoal (leia a íntegra na Revista Época : http://www.epoca.com.br/), onde faz considerações sobre a atuação de "consultorias jurídicas" - constituídas por filiados, integrantes ou simpatizantes declarados do PT (Partido dos Trabalhadores), que tem pautado seu enriquecimento repentino na atuação exercida em favor de prefeituras - petistas e peemedebistas - sobre ações que tem o propósito de ampliar o recebimento das participações sobre os chamados "royalties" da exploração de minérios aos quais estas prefeituras teriam direito, por conta da atuação da mineradora em seus municípios.
Contratos expostos - e autênticos - dão conta de situações estranhas, em que tais consultorias tem "participação" percentual sobre o aumento destas receitas - que seriam públicas.
Municípios que recebem gordas participações (dezenas de milhões por ano), muito pouco - ou nada mesmo, tem feito na aplicação destes recursos em prol da população - que é a verdadeira beneficiária do processo: Afinal, estes recursos são uma espécie de contrapartida devida aos habitantes por conta dos efeitos da exploração de minério em suas regiões.
Enquanto os advogados ou "consultores jurídicos" viajam em jatinhos pelo norte, bebendo champagne e prefeitos locais multiplicam seu patrimônio pessoal a passos estelares - os municípios em questão carecem de investimento mínimo em quesitos de infraestrutura básica tais como redes de água potável ou saneamento urbano. Em outras palavras : água para beber só a suja, e esgoto correndo a céu aberto.
Será apenas mais uma situação de descalabro, se não tivesse vindo a tona como resultado de uma medida de ingerência sem precedentes do governo - ainda que sócio, numa das maiores e mais bem administradas empresas - privadas - do mundo.
O que mais vem por aí?

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