Mesmo se fosse cena de filme de ação, a operação montada pela CIA e pelo governo americano deixaria a desejar.
Não houve - nas seguidas versões oficiais apresentadas (chegaram a quase quinze), motivo para grande vibração dos SEALS (força de elite da segurança americana) - noves fora o fato de que quem estava sendo "eliminado" era o terrorista mais procurado do mundo. Bin Laden, representasse o que o mundo ocidental julgasse, naquela casa no Paquistão estava longe da figura ameaçadora - propagandeada em seus vídeos divulgados pela internet e na mídia internacional.
Mas não se pode esquecer de que ele realmente era "o criminoso", responsável por uma série de situações de terror - que culminaram com o atentado de 11 de setembro de 2001 em New York.
"Tailor made justice", como diriam em inglês (algo como "justiça sob medida").
Tarefa cumprida, serviço terminado.
Troops back home (soldados voltam pra casa). Neste caso, os que participaram da ação no Paquistão.
Há ainda muitos outros - centenas de milhares, que continuam a enfrentar as guerras fora dos EUA.
E fica a pergunta: Como esse evento afeta - se tanto - essa intricada teia de "planejadores do terror" que se irradiou pelo mundo inteiro, em pequenas células fanáticas, sem apreço pela vida humana e com um potencial de destruição quase que instantâneo em diferentes países?
O rosto deste terrorista era mais do que conhecido por todos - algo que ele mesmo se encarregava de promover, de maneira articulada, do ponto de vista da comunicação contemporânea, da internet e das redes sociais.
Mas a face do terrorismo é cultivada na escuridão.
E essa agora é a verdadeira preocupação.


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