
O conceito de Economia Solidária, especialmente em tempos de crise como o que vivemos, encontra-se num momento de grande visibilidade.
Dos laboratórios de sociologia, antropologia e ciências econômicas até os dias de hoje, ganhou forma, força e conteúdo para tornar-se um vigoroso movimento internacional, cujos fundamentos apóiam-se tanto em sua origem social, quanto no caráter de sustentabilidade que deve focar cada um de seus desbobramentos e práticas.
A prova maior é o interesse que o tema desperta - tanto no âmbito político quanto econômico, uma vez que confere - por um lado, sentido de organização na adoção de políticas públicas e, por outro, legitimidade para ser encarado como motriz de alternativas de impacto, viáveis, no que diz respeito a geração de renda e possibilidades de mobilidade social.
Não é de hoje que modelos de cooperativismo, arranjos produtivos locais e até sistemas de crédito para populações de baixa renda tornaram-se referência para Bancos de Desenvolvimento e Organismos Internacionais, quando o assunto é a distribuição de renda com maior equidade e justiça social.
No Brasil - assim como em quase todos os países do continente latinoamericano, centro-américa, áfrica e ásia, multiplicam-se os exemplos de empreendedorismo social, fundados no conceito de economia solidária.
E com o aval dos governos.
No Rio de Janeiro, por exemplo, com a entrada da nova administração municipal, nasceu a SEDES - Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário (http://www.rio.rj.gov.br/sedect/).
Com propostas que vão de encontro ao empoderamento destas práticas - da revitalização de áreas econômicamente degradadas, passando pela construção de uma cultura de empreendedorismo social, até o fomento de zonas de especial interesse para a instalação de programas de economia sustentável, o município poderá - a curto e médio prazo, alçar vôo na direção das melhores práticas.
Se contar com igual compromisso e a parceria de outros atores locais - do governo do estado e federal, e o respaldo e o interesse de agentes de fomento e desenvolvimento, a cidade só terá a ganhar.
Trabalho que a sociedade agradece.
crédito imagem: www.gacc.org.br

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