
crédito da imagem: http://www.affirmation.org/
Com o caso recente de uma menina de apenas nove anos em Pernambuco, que foi estuprada por seu padrasto e engravidou de gêmeos, a decisão do Arcebispo de Recife, em determinar a excomunhão de médicos, profissionais e da própria mãe - que autorizou a realização da interrupção da gravidez (de altíssimo risco para a vida da própria criança estuprada), abriu-se novamente a polêmica a respeito deste rito antigo da Igreja Católica, do qual a muito não se ouvia falar.
Pena.
A fé moderna - não obstante a pregação dos tradicionais dogmas da religião, deveria ter condições plenas, no mundo em que vivemos, de entender as diferenças - e respeitá-las, no trato com questões advindas de temas complexos, como pedofilia, violência sexual, estupro.
Especialmente quando as vítimas são apenas crianças, como o caso em questão.
O homem não pode deixar de reconhecer o valor da vida - é verdade.
Mas não pode, igualmente, permanecer cego ao que o cerca, ao tempo em que exercita o divino presente - negado até aos anjos - do livre arbítrio.
E tanto a racionalidade, como a segurança humanas são princípios mais do que fortes, para sustentar que a permanência do inflexível e do imutável nas questões de vida ou morte, não leva nem a absolvição nem a tormenta eternas.
Só assim se compensam os equívocos do pensar como arautos da palavra, designados de Deus.
Que já trouxe muito conforto ao mundo.
Mas também trevas e obscurantismo.

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