quarta-feira, 11 de março de 2009

Satiagraha, Protógenes e a continuação: Beco sem saída?


crédito imagem: www.zannin.com.br
Depois que a Revista Veja (http://www.veja.com.br/) publicou matéria recente, revelando que o delegado federal Protógenes de Queiroz - responsável inicial pelas investigações da Operação Satiagraha, que culminou com a prisão de diversos acusados, entre os quais o banqueiro Daniel Dantas - do Grupo Opportunity, pode ter se utilizado de meios ilegais para a coleta de informação e investigação dos suspeitos, mais uma capítulo desta "saga investigativa tupiniquim" foi colocado em evidência.
Ao que tudo parece, descortina-se o interesse sobre o "modus operandi" que desvelou um complexo, astuto e subterrâneo esquema de corrupção e de operações financeiras - que tinham ramificações empresariais e políticas bastante consistentes.
Até hoje se discute - por exemplo, o fato de que, apesar de todas as evidências de que o processo legal trata de uma organização criminosa, os seus principais envolvidos terem sido rapidamente soltos - inclusive Daniel Dantas, em decisão bastante discutível do presidente do STF/ Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que teria "atropelado" instâncias do judiciário ao proferir a decisão.
Desde aquele momento - ainda em 2008 e até os dias de hoje, uma intrincada estratégia diversionista aparentemente foi elaborada pelos acusados, e tem alcançado sucesso em sua empreitada, já que uma sucessão de eventos expostos na mídia causou uma inversão de propósitos: O interesse na Operação Satiagraha, hoje, parece ter deixado de lado a organização criminosa, seus componentes e os crimes de que deu conta provar, para fixar-se nas figuras dos integrantes da polícia, do MP e da justiça - entre eles Protógenes e o juiz de S. Paulo, Fausto de Sanctis, que autorizou a prisão do banqueiro e demais envolvidos, e os possíveis "excessos" que foram praticados durante o período de investigação.
Pena.
É fato que gravações de vídeo com tentativas de suborno de agentes da lei, a ruidosa menção as "costas quentíssimas" de Daniel Dantas nas instâncias superiores da justiça brasileira, bem como o confisco de mais de US$ 450 milhões em dinheiro em contas nos EUA, parecem ter se tornado apenas o pano de fundo para continuação da história.
Que segue.
Esperamos que, neste caso, para fora do Beco-sem-saída dos conchavos históricos, da hipocrisia e da impunidade.


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