quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A furada do ENEM 2009


imagem: enem2009.org
Quando tudo parece que soa estranho na área de contratação pública, que não restem dúvidas: Problemas a vista!
Foi o que se viu com a história do ENEM 2009, em que situações - no mínimo suspeitas ou incomuns, deveriam ter mostrado aos responsáveis no INEP e MEC , as falhas no processo em que são os principais atores.
Primeiro com a rapidez - quase toque de caixa - do processo de escolha da instituição organizadora, que permitiu a participação de estruturas de competência discutível para o porte do objeto. Depois, teve a desistência das experientes Fundação Cesgranrio e do CESPE-UNB.
Motivo alegado: Falta de tempo para assegurar o controle e a realização segura de todas as etapas do certame.
Se os sinais não foram suficientes, restavam ainda a ausência da participação de inspetores oficiais nas etapas de confecção, impressão e distribuição das provas - em nível nacional, e que acabaram excluindo a presença - sempre colaborativa e experiente da PF-Polícia Federal, a exemplo do que ocorre em outros concursos nacionais de importância.
Deu no que deu.
Saldo de desculpas ali e acolá, troca do consórcio escolhido, reimpressão das provas (a um custo estimado de R$ 32 milhões), explicações do Ministro da Educação e da Justiça.
E 4,5 milhões de estudantes tendo que lidar com mudanças de calendário e cancelamento do uso das notas para efeitos de ingresso em excelentes universidades públicas e privadas, entre as quais a USP e a UFF no Rio de Janeiro.
Que a burrocracia de plantão no MEC e no INEP - que em grande parte passa longe da experiência em salas de aula, tenha aprendido a lição.

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