quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Luta pela VALE não interessa ao Brasil


foto: g1.globo.com
O primeiro round da briga, foram as demissões coletivas no período da crise mundial.
O segundo - aparentemente, aconteceu com a decisão de não restringir a compra de navios aos estaleiros nacionais.
Sendo uma empresa privada, ainda que tendo entre seus acionistas Fundos de Pensão como o PREVI e o próprio BNDES, a VALE tem que considerar o que lhe for mais conveniente para sustentar o ritmo de crescimento que a colocou como a segunda empresa mais importante do Brasil, atrás apenas da Petrobras.
Da época da privatização até hoje, cresceu em número de funcionários quase seis vezes. Hoje são mais de 60 mil empregados diretos.
E multiplicou o seu valor de mercado por quinze. Passou da casa dos US$ 100 bilhões.
É de se esperar que tal desempenho, conseguido no mundo corporativo nem sempre ao sabor de decisões simpáticas - como foi o estopim para o início da situação de contenda, despertasse o interesse de muitos sobre a empresa.
Especialmente, daqueles que ambicionam contar com o tamanho de seu cacife para o jogo político.
Péssimo sinal.
É legítimo opinar, sem interferir diretamente na empresa.
É legítimo que o governo realize o acompanhamento que quiser da empresa - facilitado até por conta dos instrumentos normativos que regulam as corporações como a VALE nos dias atuais, tanto internos como internacionais.
Se bem que, os recursos administrados por Fundos de Pensão como o PREVI, por exemplo, não sejam propriedade do governo, e sim dos trabalhadores aos quais se encontrem diretamente ligados. Para a garantia de seus direitos trabalhistas e aposentadorias, entre outras coisas.
Dizem os sábios que "o conflito no topo é um jogo mortal".
Com a perda de pessoas, cá e acolá neste ambiente, até podemos lidar.
O que não se pode ameaçar perder são as conquistas da VALE até aqui.
Que não são propriedade privada do Planalto, de administradores ou dos especuladores de plantão (existentes no governo e na iniciativa privada).
Com toda certeza.

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