
crédito da imagem: www.brasiliatur.com.br
Desde a época de sua criação até os dias de hoje, foram muitas legislaturas.
Também já foi conhecido como "casa dos grandes oradores da república".
Muita coisa - infelizmente - mudou.
E para pior.
Naufraga, frente a opinião pública e a sociedade, a visão saudosa das lutas que empreendeu, vitorioso.
Escândalos - em série e envolvendo figuras que lá permanecem, parecem contribuir para a agonia de um dos grandes símbolos de qualquer democracia.
Da eleição recente para a presidência da casa, onde se descortinaram arranjos que fariam corar ao mais ladino dos malandros, atravessando o noticiário - quase que diariamente - o que se vê parece pertencer a um mundo oposto ao que deveria: favorecimentos pessoais - e não do interesse público, corrupção, enriquecimento ilícito, servidão estranha ao executivo.
Para não mencionar o dilema - impensável - de uma representatividade ofuscada pela presença de "senadores sem voto", suplentes - que lá se encontram para legislar e decidir, sem que lhes tenha sido conferido um único aperto de "confirma".
Mesmo na Roma antiga, com seus registros históricos de que - nem sempre, na "Casa do Povo" a democracia seguiu por acertados passos, a sensação é a de que - no caso brasileiro, suas paredes acabam por dar guarida a pequenez, a mediocridade e ao desrespeito.
Com tristeza - mas com esperança, de uma renovação que ver-se-á forçada a ocorrer mais adiante, com o amadurecimento de quem elege, não se deve dar tudo como perdido.
Reage Senado!

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