Violência Urbana + Despreparo da Polícia = Cidadão em Perigo.
Esta equação, velha conhecida da população dos grandes centros urbanos do país, precisa ser mudada. Em definitivo.
Nos últimos anos, confrontos entre bandidos e policiais tem deixado mais do que perdas em combate. Existe um verdadeiro - e assustador rastro de sangue de vítimas inocentes, atingidas tanto por bandidos em fuga quanto por policiais em perseguição.
Do lado dos bandidos, nada podemos esperar: Eles não tem qualquer compromisso ou respeito pela vida humana.
Mas e do lado da polícia?
Quase todo o ano, as forças policiais (policía militar, polícia civil) fazem concurso em algum estado brasileiro. Candidatos correm para competir - centenas de milhares por concurso, dependo do estado, por um salário pequeno (a média está na casa dos R$1,2 mil mensais) e pela possibilidade de portar uma arma para defender o cidadão. A média de duração dos cursos preparatórios de praças (PM) é de três meses. Chega a seis meses, no caso da Polícia Civil.
Muito pouco.
A violência das ruas tem motivado especializações em áreas de atuação profissional tão distintas da polícia, como a saúde - por exemplo: médicos e enfermeiros nos hospitais públicos precisam estar treinados para atender casos de ferimentos, em condições que se assemelham as das tendas de campanha militar em zonas de guerra.
As polícias, por sua vez, também precisam evoluir neste sentido - ainda que ao custo de permanecer em treinamento e fora das ruas por um período de tempo maior.
O caso terrível do menino João Roberto esta semana no Rio de Janeiro é, simplesmente, a soma dos ingredientes conhecidos da equação.
Que não muda o seu resultado - infelizmente, enquanto uma abordagem mais inteligente sobre capacitação nas forças policiais não acontecer.
Até quando vamos esperar?
terça-feira, 8 de julho de 2008
O Rio chora pelo menino João Roberto : Até quando?
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