domingo, 9 de março de 2008

Equador , Colombia e a chance da paz

Não poderia ter sido melhor o desfecho da crise entre os dois países, que se arrastou por mais de uma semana: Com um aperto de mão - simples, mas eficaz - foi possível resgatar a mais valia da diplomacia frente a incitação ao belicismo - do presidente da Venezuela, Hugo Chavez, neste caso.
Mas vale como lição a ser aprendida, principalmente por parte do do governo brasileiro, que ainda confunde a natureza que deve reger os princípios da relacoes internacionais, da chancelaria e da existência do próprio Itamaraty, ao permitir que uma area tao sensível como a das relacoes exteriores, tenha que conviver com a inexplicável "divisão de poderes" entre um ministerio com esta função e uma assessoria ligada ao presidente da republica.
Coisa que ate pode acontecer em outros países - pois e comum e ate natural a existência dos chamados "conselheiros presidenciais" em diferentes países.
Mas nunca extrapolando a sua função de "aconselhar".
E jamais com carta branca para a ingerência nas questões politicas que envolvem as relacoes entre os países.
E nunca definindo estas posicoes em nome da chancelaria.
A formação de um diplomata leva tempo, obedece a um circuito ascendente em que a experiência e a vivência são quem moldam a estrutura pessoal, necessária ao convívio em situacoes de confronto e de diferença culturais, onde não existe espaço para "achismos".
Talvez seja por conta de não perceber com clareza este conceito, tao simples, e que tenhamos avançado tão pouco nos últimos anos do atual governo.
E que nunca tenhamos sido bem sucedidos nas importantes negociacoes que envolvem o fortalecimento de nossa posição na América Latina, a abertura de novas frentes nas negociacoes internacionais de nosso maior interesse e, principalmente, o posicionamento frente as nacoes desenvolvidas - fundada no fato de pertencermos ao clube das dez maiores economias do mundo contemporâneo.
Esta na hora de deixar a diplomacia novamente com os diplomatas.
Não com os amigos.

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