terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Natal de Incertezas

A julgar pelo que publicam os jornais e apresentam nas TVs, o natal deste ano será definitivamente o Natal das Incertezas.
As montadoras de automóveis - com as sabidas dificuldades e a queda vertiginosa nas vendas nestes últimos meses do ano, com pátios abarrotados de veículos que deveriam ser vendidos no Brasil e no mercado exterior, começaram concedendo licenças e férias coletivas, que agora poderão ser estendidas.
A Vale - uma das maiores empresas brasileiras e player global da mineração, anunciou demissões (de uma só vez cortou 1.500 empregos), remanejamento logístico e a interrupção de atividades em algumas de suas unidades.
A Petrobras acelerou demais em tempos de mercado pré-crise, apostando na grande alta volátil nos preços internacionais do petróleo, e agora precisou por o pé no freio dos investimentos - e realizou recentemente uma discutível operação para a tomada de recursos na CEF de R$ 2 bilhões de reais para reforçar o seu cash flow.
A indústria, com a redução do consumo que viu ocorrer à partir de outubro, foi obrigada a rever suas estratégias, cortar alguns investimentos e elencar prioridades.
O comércio, ao final, foi certamente atingido - especialmente neste período, onde normalmente é esperada a oportunidade de compensar alguns resultados abaixo do previsto durante o ano.
A julgar pelo aparente movimento nos shoppings e lojas, pode-se ter a impressão (pela quantidade de pessoas) que os negócios não foram muito afetados.
Mas uma olhadela mais precisa, na quantidade de bolsas de compras, revela que elas são em número muito mais reduzido do que as pessoas que circulam.
Não se pode afirmar, com segurança, como ficará o quadro na virada do ano e no decorrer do primeiro trimestre de 2009.
Vamos esperar - e desejar, apenas que a crise finalmente estanque.
E nos livre de novos sustos.

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