quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Saída melancólica de Zuanazi da ANAC

Terminou a lenta agonia pela qual passava o ex-presidente da ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, Milton Zuanazi, que finalmente deixou a presidência que ocupava, após período de total isolamento - onde nem sequer era convocado para as reuniões realizadas pelo governo, principalmente depois da assunção do novo ministro da defesa, Nélson Jobim, que já fêz a indicação pessoal para a sua substituição - como este BLOGando Sério! já havia comentado anteriormente, a economista Solange Vieira.
Não me pergutem porque a escolha de uma economista para ocupar uma pasta tão específica, quando a presidência de uma Agência Reguladora da Aviação Civil - noves fora a percepção de que, novamente, o setor possa estar entregue em mãos que não têm articulação e experiência no setor.
Especialmente, depois de toda a crise que se abateu sobre os "céus de brigadeiro" - que na verdade, ao que parece, nunca existiram - e vão do sucateamento alegado pelos controladores de vôo, passando pelo imobilismo das empresas aéreas em fazer valer os direitos de seus passageiros, e culminam com as graves denúncias de conluio e corrupção engedrada da parte da INFRAERO - autarquia governamental responsável pela administração dos aeroportos, principalmente no que diz respeito ao superfaturamento de obras e contratos de serviço.
De qualquer maneira, vale um voto de confiança ao se acreditar - pelo menos, nas boas relações pessoais que a futura presidente da ANAC tenha com seu padrinho político, já que mesmo dentro do próprio Ministério da Defesa, o tempo sofre com rajadas de vento e trovoadas.
Em que pese os esforços do ministro da defesa em tentar mostrar "que veio a trabalho", até agora vimos apenas algumas frases de efeito e muitas entrevistas e fotos, mostrando o "tour de campanha" na selva, ele próprio de uniforme camuflado, segurando cobras e abraçando onças pintadas.
Do jeito como vão as coisas, todas as experiências possíveis - e práticas de sobrevivência em ambiente hostil, deverão ser úteis.
Espera-se que a caderneta de anotações na selva seja compartilhada com a futura presidente da ANAC, já que as lições de macro e microeconomia, Brenton Woods e Mercado de Capitais não deverão ajudá-la muito em sua próxima missão:
Por ordem no caos em que se encontram os aviões no céu.
E os passageiros em terra.
A prova de fogo - ao que parece, já poderia começar para a futura presidente ainda esta semana: A economista acabou de casar-se em Petrópolis e parte em lua-de-mel.
Como estarão os aeroportos - na ida, e na volta?

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