Pelo menos não faltou coragem, na apresentação de um projeto que - se aprovado até os finalmentes, colocará uma pá-de-cal em centenas, talvez milhares de entidades de fachada- que se auto-intitulam "sindicatos de classe", mas que todos sabem terem sido criadas com o objetivo de avançar sobre o espólio do trabalhador ativo brasileiro.
Falo isto com a segurança de que - quando legítimos e verdadeiramente representativos, tanto os sindicatos sérios quanto as federações e centrais a quais pertencem, terão o mérito de continuar a ser reconhecidos como porta-vozes de suas respectivas categorias, e os profissionais da ativa não vão abster-se de contribuir com sua permanência.
Deve ser este o caso, por exemplo, de categorias inteiras como metalúrgicos, bancários ou professores.
Já o restante das "organizações" - algumas até constituídas de forma duvidosa, por não dar substância ao elán maior da ação sindical, que é a representatividade de uma classe ou categoria de trabalhadores, estas terão destino certo: o desaparecimento.
Enfraquecimento do movimento sindical?
Este jornalista discorda, até porque como em toda a boa reforma que se preza, e caso a proposta entre em vigor, certamente será um momento ímpar de separação entre "joio e trigo", com as organizações de classe que representam "de verdade" os trabalhadores, orbitando em um espaço - talvez menor, mas muito mais crível e forte neste sentido.
De qualquer forma, ainda faltam alguns passos, e certamente as entidades que funcionam "a tostão" farão de tudo para impedir que ela se concretize.
Taí um bom momento para que os verdadeiros líderes do sindicalismo - dentro de suas organizações respeitáveis, deixem um pouco de lado a visão demagoga e alarmista de "fim do sindicalismo", para trabalhar por um momento de depuração institucional.
E de resgate da idéia de que sindicatos, são criados para apoiar trabalhadores.
E não dar guarida politica as suas lideranças.
sábado, 3 de novembro de 2007
Será o fim do Imposto Sindical Obrigatório?
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