Pelo menos foi isso o que demonstrou, e de forma um pouco atrapalhada, ao plantar para o mercado indícios de que iria intervir nos prazos de financiamento para pessoa física - motivado, principalmente, pelos alongados crediarios praticados no setor automotivo (financiamento de veículos), e depois vir a publico e anunciar que não o faria.
O tumulto provocado com o diz-que-não-diz acabou tendo um resultado contrario este inicio de semana, levando milhares de consumidores a anteciparem a decisão de uma compra financiada, impulsionada pelos rumores de que o prazo seria restrito a 36 meses.
De qualquer maneira, e bom que o mercado esteja mesmo com "as barbas de molho" como diz o ditado popular, já que financiamentos tem sido contraídos em prazos que chegam agora aos 100 meses - mais de 8 anos.
Se e certo que a economia demonstra ter fôlego para enfrentar as ultimas oscilacoes externas - vindas principalmente dos EUA, mais certo ainda e que financiamentos de longo prazo embutem um risco, principalmente para a classe consumidora menos favorecida, dadas as incertezas com emprego e aumento da renda durante este período.
Como o credito ao consumidor só avançou nos últimos anos no Brasil - e a taxas de crescimento da ordem de 20% ao ano nos últimos quatro anos, mais que dobrando o volume total de recursos utilizados para esta finalidade, pode haver realmente motivo para preocupação, principalmente quanto a inadimplencia de contratos tão longos.
Alem da desistência do consumidor pelo bem adquirido durante a vigência do contrato de financiamento, por motivos alheios - ou não - a sua vontade.
Em caso de duvida quanto a financiar em prazos tão estendidos, e enfrentar o desafio da oferta de credito tão abundante por parte de bancos, financeiras e lojas, a pergunta principal continua sendo sobre a importância da compra.
E o melhor julgamento será sempre o bom senso com a resposta.
terça-feira, 25 de março de 2008
Ampliacao do credito preocupa o governo
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