terça-feira, 4 de março de 2008

Equador e Venezuela: Tensao na America Latina

O que se pensava ruim, piorou com a decisão do governo equatoriano de expulsar o embaixador da Colômbia, após a divulgação do conteúdo do suposto material recolhido com o líder da guerrilha das FARC, morto em território equatoriano pelo exercito da Colômbia.
Para complicar, o tradicional aproveitador de situacoes de conflito no continente, o presidente da Venezuela Hugo Chavez, declarou em tom grave na TV a mobilização de tropas do seu exercito para a fronteira da Colombia, atiçando ainda mais os ânimos.
Ocorre que, se confirmada a veracidade do material - que tem tudo para ser, que as denuncias do presidente da Colômbia Alvaro Uribe para a comunidade internacional dão como certa a utilização - com consentimento - de território equatoriano para abrigo dos guerrilheiros do grupo terrorista FARC, e também de que o mesmo grupo estaria recebendo apoio financeiro de Hugo Chavez, totalizando mais de US 250 milhões, o assunto tem natureza bem grave.
Tanto no campo da diplomacia entre os países envolvidos, como frente a opinião publica internacional, para a qual as FARC sao o que são mesmo - um grupo terrorista, que apenas nos últimos anos sequestrou mais de 3 mil pessoas na Colômbia, utilizando o terror e a intimidação de seus próprios compatriotas como instrumento de uma suposta reivindicacao politica, que todos sabem que o dinheiro do trafico e quem sustenta as suas atividades ilegais.
O Brasil, que poderia ser um mediador importante neste processo, infelizmente carece de competência e de coragem para falar em tom mais objetivo com o Equador e Colômbia - principalmente, pois o dialogo não parece ser o forte de Hugo Chavez, que acaba envolvendo-se em situação que, a rigor, nada tem a ver com a Venezuela.
E que por aqui não se sabe se e o chanceler ou o assessor da presidência que comanda os assuntos ligados a diplomacia que envolvem o pais no continente, uma vez que Celso Amorim esta sendo quase sempre precedido por Marco Aurélio "toc-toc" Garcia na discussão destas questões, e para espanto - como seria de se prever em se tratando do ministro das relacoes exteriores, parece achar tudo muito normal.
Pena para a diplomacia brasileira.
E para o equilíbrio e a paz no continente.

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