quinta-feira, 29 de maio de 2008

STF e a necessidade de contrapor Estado e Igreja



Marcado para continuar hoje no plenário do STF - Supremo Tribunal Federal, o julgamento que pode dar luz e esperança a uma geração inteira de pesquisadores e cientistas - mas, principalmente a milhões de pessoas atingidas por doenças e enfermidades que ainda não encontraram um caminho mais próximo para a cura, devera ter como eixo principal a necessidade de não contrapor ciência e religião em nome do Estado.
Ate porque, neste caso, a separação - bem vinda para a sociedade moderna, já foi realizada a muito tempo.
E sinal de inteligência e de igualdade viver num Estado laico.
Sendo a mente humana considerada criação divina, como pregam muitas religiões - em especial as de fundamento cristão, seria justo afirmar que o avanço na busca pela cura dos males que afligem o homem, embate que a humanidade trava com os limites impostos a ciência medica, seria - porque não dizer, coisa de um Deus generoso, equilibrado e principalmente...justo.
A discussão que se trava com relação ao argumento teo-filosófico-jurídico sobre "onde começa a vida", não cabe mais em si mesma, uma vez que o brilho de esperança por dia melhores para a humanidade, no que diz respeito aos resultados que as pesquisas com células-tronco embrionárias pode alcançar, deveria ser a luz a guiar antagonistas, controversos, incautos e ceticos.
Principalmente porque, segundo o que materialmente esta exemplificado no código de ética medico-cientifica, a acao de pesquisadores não cerceia o direito a vida, mas ao contrario, fortalece as possibilidades de que pessoas possam, no futuro, viverem-na em sua plenitude.
Sem o fantasma da deformidade, da incapacidade ou do mau-funcionamento provocado pelo capricho que a genese da criação humana decidiu, uma vez que - segundo consta, teríamos sido criados "a imagem e semelhança" de uma forca superior.
Plena e perfeita.

Nenhum comentário: