E perdem muito, mais do que poderiam imaginar a bem pouco tempo.
Com o caos dos mercados internacionais, as empresas brasileiras correm contra o relógio especulativo, na tentativa de frear o ritmo de desvalorização de seus negócios - e do seu próprio valor de mercado nas bolsas.
A Revista Época (www.epoca.com.br) nos traz uma reportagem interessante, ao mesmo tempo em que nos brinda com a informação : até hoje, esta perda já alcançou a cifra de R$ 1 trilhão - isso mesmo, um trilhão de reais.
E tendo em vista a alta volatilidade na qual se encontram mercados e governos, com as bolsas pelo mundo sofrendo momentos de acentuadas perdas, pode ser que esta seja apenas a superfície do iceberg.
Os números das economias - especialmente as grandes da europa, já dão sinais de que se avizinha um período de recessão por lá.
Nos EUA, como nos mostram quase que diariamente os telejornais, a situação é desesperadora para uma grande parte das famílias americanas, que num primeiro momento sucumbiram a pressão de bancos e perderam suas casas, e agora têm que se deparar com o corte de vagas e o fechamento de diferentes empresas. Sem casa e sem trabalho, o cidadão perde o rumo e vaga pelas cidades, sem destino certo.
Aqui, o BC - Banco Central e as autoridades monetárias já despejaram quase R$ 50 bilhões em recursos para tentar conter os avanços da crise. O dólar disparou, alcançando cotações recordes e estaciona em patamares antes impensáveis (pré-crise :R$ 1,56/US$ 1 e em crise: R$ 2,30/US$1).
As medidas de contenção continuam a ser editadas, com o governo assumindo um papel quase estatizante para bancos e empresas que se encontrarem em dificuldades.
Procura enfatizar que vivemos situações distintas por aqui (o que acaba sendo verdade), mas acaba seguindo - de uma maneira economo-tupiniquim o mesmo receituário que vem sendo aplicado nos EUA, Europa e Ásia, ainda que as realidades sejam assim: Lá, bancos quebram e são vendidos a preço de banana.
Por aqui, o Bradesco por exemplo, anuncia esta semana um dos melhores resultados trimestrais de toda a sua história.
E como nas fábulas, em que se acredita em quase tudo, o dinheiro do compulsório liberado para ele, Itaú, Unibanco e outros grandes terá destino certo: Ao invés de segurar juros, comprarão títulos da dívida pública.
Ao invés de oferecerem crédito a consumidores, sairão em compras de ações de empresas sólidas que caíram, e de carteiras dos bancos menores que estejam em dificuldades.
Alívio na ponta dos juros: Nem pensar.
Taxa Básica inferior a 14% ao ano e CEF - Custo Efetivo de Financiamento Bancário (o que eles nos cargam) superior a 440% ao ano em alguns bancos (como o Itaú).
Contra 0,6% ou 0,85% mensal de remuneração pelo nosso dinheiro que, quando aplicado - e dependendo da aplicação, querem nos oferecer.
Com ambiente assim, fazer o que : O paraíso para especuladores continua sendo aqui.
Ou não?
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Crise na Economia: Empresas brasileiras perdem...
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