terça-feira, 7 de junho de 2011

Roberto Gurgel: o Procurador Geral que não quer procurar

Procurador Geral e Lula: Preço pela nomeação pode ser até a credibilidade
Foto: oglobo.com.br
O caso Palocci continua rendendo dividendos.
Pena que sempre em sentido contrário a constatação da verdade e a realização de justiça.
Até as pedras nas escadas que levam ao Palácio do Planalto já sabiam do veredicto que seria proferido pelo Procurador Geral da República - nomeado por Lula e reconduzido ao posto por Dilma, ao pedido de investigação encaminhado por partidos de oposição sobre o enriquecimento vertiginoso do ministro da Casa Civil, e também ao protocolado pelo ex-senador Roberto Freire do PPS sobre a divulgação recente da CEF/Caixa Econômica Federal no caso do caseiro Francenildo - atestando que o pedido de quebra de sigilo ilegal partiu mesmo do gabinete do então ministro da fazenda.
O que houve - a demora, foi apenas um pouco de charme no jogo jogado do "vamos abafar" que se tornou corrente inquebrantável desde o primeiro mandato do atual governo.
Roberto Gurgel, numa sentença de vinte e sete páginas repletas de um juridiquês prolixo (ou será pró-lixo?), procura julgar, em alguns momentos mais como um defensor público do que julgador isento, fracos os indícios - incontestes em qualquer sistema penal, no mínimo de prevaricação, mas também tráfico de influência e possivelmente corrupção ativa, que pesam sobre Palocci.
Só não seria pior, se os jornais não divulgassem esta semana a intenção de aposentadoria precoce da atual ministra do STF/Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, que pretende se desligar da corte ainda este ano.
Se for assim, estará aberto o caminho para que - dos 11 ministros da mais alta corte, apenas tres (3) não tenham sido indicados por Lula ou Dilma.
O resto das histórias, à partir daqui, já ficou até chato de prever.
Pena.

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