quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Conferência de Annapolis: EUA discute sobre árabes e Israel

Reunidos na cidade de Annapolis, no que se intitula Conferência pela Paz no Oriente Médio, chefes de governo e líderes mundiais debatem como colocar um ponto-final na disputa entre árabes e palestinos.
Nas entrelinhas, entretanto, temas explosivos como alta do petróleo, ameaça nuclear do Irã e a desocupação das áreas invadidas por Israel durante décadas - que nunca atendeu as resoluções da própria ONU para desocupá-las.
Em comum, talvez, apenas a expectativa de que se avance em horizontes novos de pacificação para os conflitos, uma vez que discussões no passado tentaram colocar em prática ações de interesse para a estabilidade política na região - que, de verdade, nunca deram o resultado esperado.
Para os EUA - anfitrião e principal articulador do encontro - que antecederá uma reunião própria das nações árabes marcada mais a frente, existe interesse numa solução que dê corpo a idéia de "perigo iminente" do programa nuclear iraniano, num tempo em que a frente de batalha - altamente custosa no Iraque, popularidade em queda livre de George W. Bush, a crise na economia americana e a baixa constante do dólar em praticamente todos os mercados mundiais, torna impraticável a idéia de assumir uma outra linha de investimentos belicistas, como resposta ao que o presidente intitula "perigo iminente".
Sem falar nas preocupações pessoais e partidárias do presidente Bush, com o desenho de um quadro eleitoral para a disputa da presidência, que coloca na frente das preferências de voto os pré-candidatos do partido democrata.
De qualquer forma, uma solução negociada em fórum representativo como o que se propõe em Annapolis, pode reduzir a temperatura da região, enquanto se buscariam ações de interesse comum e mais alinhadas com o discurso pacífico que se deseja ter.
Como espectadores ansiosos, ficamos na torcida - junto com todo o mundo, para que as negociações e encaminhamentos façam jus ao título da conferência.

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