segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Crise e mortes na Bolívia de Evo Morales

Como a crônica de uma morte anunciada - onde já são sete, segundo as informações das agências de notícias, violentas manifestações ocorridas em Sucre - capital constitucional da Bolívia, onde parlamentares da oposição se recusaram a participar da votação geral do texto - marcada no interior de um quartel das forças armadas, e que foi referendada apenas com os votos dos parlamentares governistas, o presidente Evo Morales parece entender melhor o significado da palavra crise - e que atinge agora o país como uma avalanche, e mostra que o país está realmente partido.
A exemplo do colega Hugo Chavéz da Venezuela, o texto - que precisaria ter seus artigos apreciados um a um e depois votados, o que fontes afirmaram aos jornalistas internacionais não ter ocorrido, tenta incluir na nova carta a possibilidade de re-eleições indefinidas.
Esqueceu apenas que não é Hugo Chavéz.
E que a Bolívia é muito diferente da Venezuela.
Pelo grau de incandescência, a situação no país vizinho - inclusive por ser o nosso maior fornecedor de gás natural - e com o Brasil em vias de entrar num período muito crítico de abastecimento, mereceria um olhar mais atento do governo brasileiro.
Mas como o país abdicou - ao que parece - de uma postura de liderança e influência no continente, com o próprio Evo Morales na questão das refinarias e da Petrobrás, e também com Hugo Chavéz - que agora compra briga com a Colômbia de Alvaro Uribe na questão das FARC, é torcer para que solos tão inflamáveis entre em combustão espontânea.
Sob os olhares, inclusive, tão condescentes e catatônicos da própria OEA.
Já que o Brasil - como força e conselheiro da região parece ser - cada vez mais, carta fora deste baralho.

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