quarta-feira, 14 de novembro de 2007

CPMF: Governo joga pesado no Senado Federal

E utilizando-se de todos os artifícios do jogo político pouco transparente - que vão do aceno com benesses pessoais até a substituição de senadores titulares da CCJ- Comissão de Constituição e Justiça, que se declararam contra a cobrança do imposto, e após uma votação demorada, o governo obteve uma primeira vitória em favor da prorrogação da cobrança até 2011, derrotando o parecer da senadora Kátia Abreu - contrário a prorrogação, por 12 votos contra 9, para aprovar o que encaminhou o líder do governo no Senado, Romero Jucá.
Mas há quem diga que a um custo elevado: o enfraquecimento de sua posição para os próximos rounds desta queda-de-braço com a oposição - especialmente o DEM e PSDB, mas também com as defecções de sua própria base, que pode complicar a obtenção da maioria exigida para aprovação do texto final da medida provisória.
Espera-se muita turbulência nos próximos dias e, a incerteza da conquista por parte de aliados dá o tom do que ainda vem pela frente.
Uma pergunta não quer calar: se o governo depende tanto de uma contribuição-imposto como a CPMF, e já possui uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo, e aumenta em ritmo de cavalgada a conta dos gastos públicos e da máquina da administração, por que se apregoa tanto a conquista da estabilidade econômica?
Que resultado positivo podem apresentar ministros - principalmente da fazenda e do planejamento, com um cenário assim?
Existe competência estratégica e visão comprometida com o futuro por parte deles?
E a estabilidade - de verdade, não seria uma outra coisa?
Diferente da dependência em uma só carta do baralho?

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