quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Direitos Humanos no Brasil : Desrespeito!

Numa semana que deveria ser de comemoracao internacional - a dos Direitos Humanos, pouca coisa parece traduzir no Brasil os principios ditados pela principal convencao da ONU: Nao bastasse amargar a existencia de grupos de exterminio comandados por coroneis, ver situacoes analogas a de escravidao as quais sao submetidas trabalhadores no campo - e nas grandes cidades (lembram do caso recente das prestadores de servico das cias. telefonicas), perceber as condicoes desumanas no trato com enfermos em hospitais publicos, saber que centenas de milhares de criancas sofrem com abuso e com o trabalho infantil, tomar conhecimento de que em alguns estados brasileiros os proprios representantes da justica mandam prender mulheres adolescentes com homens nas cadeias publicas - agora a situacao se estende, novamente ate as carceragens e presidios femininos, onde bebes e criancas pequenas ficam aprisionadas com suas maes nas celas.
No Espirito Santo um bebe de apenas seis meses - que vivia na cela com sua mae, teve problemas de saude e veio a falecer ontem.
Num pais onde se respira - nas altas cortes e nos palacios do executivo e do legislativo, a fumaca de autenticos "puros habanas", se inebriam com o bouquet suave de vinhos de velha cepa francesa e ate se enxuga o corpo banhado nos marmores em roupoes do mais puro algodao egipcio - tudo pago com dinheiro do contribuinte, seria dificil esperar quadro diferente.
Recentemente a TV mostrou comercial de banco, apregoando que quando se cresce no negocio acaba-se em predios cada vez mais altos, de onde fica dificil escutar o que diz ou quer o cliente aqui embaixo.
Parece ate que o anuncio, guardadas as devidas proporcoes e estilo, poderia ser reutilizado pelo governo e por certos politicos e ditos "lideres" ligados ao tema- que vociferam muito em frente as cameras quando perguntados sobre o assunto, e frequentemente mostram-se indignados e solidarios, quando depois em seus refugios, nem se dao mais ao trabalho de dar bom combate ao quadro - calamitoso como se pode observar, de injusticas e de atentados diarios contra os principios de civilidade que deveriam guiar a promocao e a defesa dos Direitos Humanos no Brasil.
Nao e de hoje que grupos e organizacoes - algumas muito serias, denunciam que o Brasil ocupa vergonhosa posicao quanto o assunto trata do tema, sendo recorrente ainda no pais situacoes - principalmente no entorno das esferas sociais menos favorecidas - de gente pobre, para falar mais claro, mas finge estar envolto em manto de atencao e compromisso, muito fragil pelo que se percebe.
Observadores nacionais e internacionais listam, todos os anos, uma serie de situacoes que podem ser consideradas violacoes graves dos Diretos Humanos praticadas no Brasil, alem de que os jornais e emissoras de TV nos trazem constantemente uma visao bastante pragmatica de como sao perpetradas estas violacoes.
Muita gente boa acabou perdendo o rumo, picada que foi pela conhecida "mosca azul" que habita os corredores do poder, e abriu espaco para que - nos dias de hoje, demandar um posicionamento mais serio e maior compromisso a respeito do tema, seja considerado coisa de gente chata.
Ou pior, que ajudou a confundir Direitos Humanos com as regalias ofertadas aos meliantes de plantao, por acao da corrupcao no sistema prisional ou os defeitos de uma lei processual penal em que a policia prende o bandido e a "justica" solta.
O que distorce em fundamento e principio uma visao mais critica e construtiva sobre o tema.
Faria bem ao governo e as entidades representativas, aproveitar a passagem de datas comemorativas para, de maneira educativa, promover o conhecimento de uma cartilha basica sobre o assunto, didatica, que permita a populacao - em todas as esferas de conhecimento envolver-se com o tema, para fortalecer a criacao de uma sociedade mais a frente com postura critica, construtiva e saudavel.
E cujo compromisso natural sera o de abracar a causa dos Direitos Humanos.
A bem da verdade, ja existe uma serie de publicacoes sobre o assunto que poderia ser acessada.
O que nao existe, ainda, e um esforco concentrado para tornar o debate amplo e de notorio conhecimento.
Dos mais velhos aos mais jovens - adolescentes e criancas.
Os meios de comunicacao - em seu papel mais "stricto" de informar, poderiam ser convencidos a tornar este material parte de um esforco nacional de dar conhecimento sobre o tema.
E claro que o curso desta discussao acabaria por tornar mais limpida a ideia de que sem Direitos Humanos nao existe democracia.
Por exemplo.
Nao custa tentar.
E se custo houver, sera infinitamente menor do que o preco a se pagar por nao faze-lo.
E o Brasil, agradece.

2 comentários:

Anônimo disse...

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