Apesar, e claro - e como todo o mundo que ja viveu um pouquinho, lembrar de coisas que ja foram melhores antes.
Ou, menos piores - quem sabe.
E verdade que o ser humano - o homo sapiens - evoluiu.
Mas nao que tenha sido para melhor.
Pelo menos filosoficamente se expressando.
De qualquer forma, a busca pelo luxo e pela ostentacao nos colocaram frente ao paradoxo do "narcisus modernum"
Nao fosse isso, como explicar a necessidade que o individuo nos dias de hoje tem, de classificar como "in" ou "out" quase tudo o que ve, prova ou toca.
E de atribuir, em sua referencia estereotipada e pouco conexa - porque quase sempre, culturalmente pelo menos, nao passa de uma grande colcha de retalhos daquilo que viu pouco e ouviu falar muito - ainda que nunca tenha buscado saber se tem fundamento ou, quem sabe, tenha sido obtido de fonte confiavel.
Sei como foi a infancia e a adolescencia de quem se criou numa capital e nasceu na decada de 60.
E quando se para um pouco para observar uma nova leva, as novas geracoes de criancas e de jovens - e claro que com algumas peceptiveis e rarissimas excecoes, o que se ve ao final e desanimador.
Parte culpa nossa - talvez a maior, que teve a ver com a propria valorizacao do novo e do moderno, em detrimento as raizes, a educacao tradicional.
Quase sempre a desculpa de quem pode um pouco mais, e coloca-los em colegios particulares caros, confessionais ou leigos - como se a educacao la dentro , com capela ou excelentes laboratorios de informatica, atendesse a sua propria propaganda, que pode variar da formacao integral a preparacao para o futuro, mas que ainda assim esta distante da realidade.
Quanto mais se avanca - na direcao da faculdade, via de regra por metodos de apostila programada para as questoes de vestibulares das escolas federais, menos se conquista - em termos de discernimento e de preparacao para os desafios da modernidade.
Em algum ponto deixamos de perceber o que somos e o que temos de mais importante.
A busca exacerbada por um sucesso refletido no espelho da madrasta nos roubou a simplicidade.
E, quem sabe, em algum lugar do passado esta a chave para a transformacao da sociedade, via nossos filhos e netos.
Precisamos resgata-la.E logo.

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