terça-feira, 15 de abril de 2008

Diretor-Geral da ANP mexe com a bolsa

Tudo por conta da máxima - que não foi respeitada no caso, de que quando a língua e muito grande deve se manter enrolada - e dentro da boca.
Não bastasse o desenrolar de uma crise anunciada nos EUA, da corrida presidencial americana, de uma CPI de cartões corporativos do governo, das confusões internacionais causadas por uma olimpíada na China em Agosto próximo, de um crime bárbaro cometido em SP, o diretor-geral da ANP, sabe-se agora, e portador de informacoes privilegiadas sobre a exploração de bacias petrolíferas, resolveu deixar a sua parcela de contribuição a confusão numa semana em que o mercado, principalmente a bolsa, se encontra - no Brasil e no mundo, ainda navegando ao sabor das incertezas: No meio de um evento do setor, anunciou para a plateia - que se tornou então "privilegiadissima", que a Petrobras havia realizado uma descoberta - logo aqui, na Bacia de Campos, ainda mais preciosa do que o tão falado Campo de Tupi, e que representaria a terceira maior reserva de petróleo existente no mundo.
O resultado: um verdadeiro alvoroço na Bovespa e nas principais Bolsas de Valores do mundo, e por aqui com uma alta recorde de quase 8% nas acoes da Petrobras, apenas num dia.
A CVM - Comissão de Valores Imobiliários, orgao responsável pela regulação do mercado de capitais no Brasil, iniciou formalmente um processo de investigação sobre o ocorrido já que, como todo mundo sabe, os celulares dos executivos presentes em tal reunião devem ter sido discados incessantemente para compartilhar a novidade - com bancos e fundos de investimento.
Descuido ou impropriedade, fica a lição.
Uma andorinha sozinha pode não fazer um verão.
Mas a verborragia de um só, pode causar a maior confusão.
Principalmente se o discurso envolver Petróleo, descoberta e acoes.

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