quinta-feira, 24 de julho de 2008

COPOM, juros e a ameça de inflação

Ao que parece - apesar da aparente surpresa do mercado, o governo segue firme em seu curso de combater o aumento dos índices de inflação, através da aplicação do medicamento-base que é o aumento da TBJ - Taxa Básica de Juros na economia: A decisão do COPOM esta semana, de elevar em 0,75% deu mostras de que o pensamento do capo Henrique Meireles e da equipe econômica segue governando a tomda de decisões a respeito do assunto.
Vale a pena comentar que, noves fora os artificialismos na utilização deste instrumento pelo BC e pelas autoridades monetárias, o governo continua sendo um dos principais vilões da história, pois segue em sua escalada com os gastos públicos - o que não tem, necessariamente, se traduzido em contrapartida e avanço nas áreas de infra-estrutura, saúde e educação.
Para os bancos privados, o aumento da taxa básica acena com a promessa de lucros ainda maiores ao longo do segundo semestre, e consolida o caminho para resultados nunca antes obtidos - para parafrasear o presidente Lula.
Quem sofre as agruras de ser correntista das instituições financeiras comerciais, e precisa financiar parte do saldo do cartão de crédito ou entrar no cheque especial, sabe bem o que isto significa: Para se ter uma idéia do inimaginável, cartões de bancos como Itaú e Bradesco estão acenando com juros anuais de mais de 400% (quatrocentos porcento), isto com uma inflação que ainda está na casa de um dígito.
A conivência da atual política - cega para os consumidores e para a maioria da população, transforma o impensável em realidade, sem qualquer manifestação vinda de cima.
O presidente e sua equipe, provavelmente, devem ter idéia do que significa uma taxa bancária de 400% anuais aqui no andar de baixo.
Só não estão nem aí.

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