Não bastassem os problemas que já afligem os americanos, por conta da globalização dos mercados financeiros (sabe-se onde começam mas não onde terminam), as bolsas de valores vivem esta semana um dos piores momentos de sua história, desde a grande depressão americana na década de 30.
No Brasil, como não poderia deixar de ser - e em que pese a constante grita das autoridades para tranquilizar investidores, a BOVESPA teve o pior momento em décadas, com perdas recordes que alcançaram uma média superior a 6 pontos percentuais em apenas dois dias: Após a turbulência da segunda - capitaneada pelas informações de concordata e de possível pré-falência de outro grande banco de investimentos americano, seguida da notícia de que a AIG - uma das três maiores seguradoras do mundo se encontrava em igual situação de quebra.
Bolsas americanas, européias - com destaque para as grandes baixas ocorridas na Alemanha e Inglaterra, e asiáticas sofreram os sintomas de contágio, e despencaram.
Isso para não falar na Rússia, que por dois dias consecutivos - em razão da baixa de mais de 20% em seus índices, travou preventivamente as operações no mercado de capitais, enquanto estuda quais medidas adotar para não ver pulverizadas as suas reservas - de cerca de 600 bilhões de dólares.
Exemplo que serve de alerta para os que insistem em alardear a nossa segurança: O brasil possui hoje cerca de 1/3 das reservas de lá.
Em que pese a injeção conjunta de recursos financeiros, realizada pelos principais bancos centrais dos países - a começar pelo FED, o Banco Central dos EUA, com um aporte mundial que já alcança, apenas nesta semana, a casa dos 500 bilhões de dólares (isso mesmo, meio trilhão), e da mudança de controle de bancos nos EUA e outros países como a Inglaterra, os rumos dos mercados e a extensão dos prejuízos são incertos.
O que nos leva a pensar: Mesmo com as grandes empresas de auditoria acompanhando a vida dos bancos de investimento e comerciais mundo a fora, emitindo balanços e avaliando movimentações financeiras, como não se viu - ou imaginou - que o problema alcançaria esta escalada?
Estavam erradas as contas - e por consequência as auditagens?
Ou eram repassadas informações que não representavam com fidelidade a situação corrente - de liquidez de ativos, colocando em xeque novamente a capacidade de auditoria das mesmas?
Até porque, executivos de bancos de investimento - que estão no centro da crise, receberam durante os últimos anos bônus anuais por bom desempenho (isto mesmo, bom desempenho) que alcançaram cifras astronômicas, na casa dos U$ 25 milhões.
Seja como for, com a crise um outro tipo de alerta vem a tona: Com balanços tão distantes da realidade, em que - ou quem, confiar?
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Crise do mercado financeiro nos EUA se generaliza
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