sábado, 15 de novembro de 2008

A crise mundial: G8 ou G20 ?


imagem: www.thecashflowgame.com
Uma crise aguda, a busca por uma nova ordem econômica mundial e uma releitura dos princípios do livre mercado.
E a presença de um grupo maior de líderes para influir na tomada de decisão sobre tudo que diga respeito a estes temas.
Essas são as linhas básicas, que orientam o pensamento dos chefes de governo e ministros da área econômica do G20 - grupo formado pelos países desenvolvidos e emergentes mais importantes para o cenário global contemporâneo.
Eles estão reunidos este final de semana em Washington-USA , com o propósito central de discutir a crise financeira mundial, seus efeitos e desafios futuros.
A visão corrente é a de que o G8 - grupo que reúne apenas as oito economias mais tradicionais do planeta, além de não conseguir estancar a derrocada dos mercados mundiais - iniciada nos EUA à partir de setembro passado, em sua fase mais conhecida, não conseguiu demonstrar estar preparado para a tarefa de corrigir - sozinho - os desvios do sistema financeiro global, que acabaram por tornar ainda mais tempestuoso o cenário, com a entrada em recessão técnica da "zona do euro" durante esta semana.
Mesmo com a ação articulada das atuais lideranças, o trabalho de recuperação parece ser lento - e doloroso.
Ao socorro inicial dos bancos e instituições financeiras nos EUA, Europa e Ásia, com o intuito de segurar o que, de outra forma, seria uma quebradeira sistêmica, somar-se-ão agora as injeções de recursos em grandes empresas, atingidas em cheio duplamente, ao ver o valor de suas ações reduzir consideravelmente nos mercados e, agora, amargar a diminuição no ritmo de consumo de seus produtos em escala global.
Um conta que chegará, facilmente, a projeção de quase U$ 10 trilhões em 2009.
Desta reunião - que se segue a realizada em São Paulo este mês, é possível que já surjam encaminhamentos para uma redefinição de papéis.
E do número de participantes.

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